Quando não se tem originalidade, o mais fácil é copiar. Mas ao menos que se respeite o original, não se limitando a colocar apenas umas iniciaizinhas de caca no fim do texto sem sequer um link quando o texto que se copiou também está online. E com as formatações bem feitinhas ainda por cima.
Há quem diga que a imitação é uma forma de admiração.
Pois eu continuo a achar que o plágio é uma coisa muito feia. E vai daí que hoje resolvi fazer algo quanto a isso.
O sítio onde os meus pensamentos se transformam em palavras ... e onde os colo conforme me dá na telha
terça-feira, 7 de setembro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Pois
Quando fazemos uma previsão pessimista não sei o que será pior: descobrir que nos enganámos ou descobrir que tínhamos toda a razão.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
10, 9, 8...
Houston, preparing to take off!
Foi lançado oficialmente no dia 21 de Julho. Recebi-o hoje, catita e com dedicatória do director/responsável do projecto.
O Conto Fantástico.
Não sei se estará disponível em todas, mas na loja online da Fnac já aparece.
Subitamente, acho que afinal consigo mesmo voar.
Mas não como um passarinho. Não.
Como um falcão. O céu é meu e o horizonte o meu destino.
Para já.
Depois? As estrelas parecem prometedoras. Acho que para lá das montanhas do Universo Conhecido há muitos outros mundos para descobrir.
Hei de lá ir um dia :) e depois conto como foi.
Foi lançado oficialmente no dia 21 de Julho. Recebi-o hoje, catita e com dedicatória do director/responsável do projecto.
O Conto Fantástico.
Não sei se estará disponível em todas, mas na loja online da Fnac já aparece.
Subitamente, acho que afinal consigo mesmo voar.
Mas não como um passarinho. Não.
Como um falcão. O céu é meu e o horizonte o meu destino.
Para já.
Depois? As estrelas parecem prometedoras. Acho que para lá das montanhas do Universo Conhecido há muitos outros mundos para descobrir.
Hei de lá ir um dia :) e depois conto como foi.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Silêncio no espaço
Meteram-se as férias.
Sim, as férias justificariam muita coisa, muita ausência, muito silêncio.
Mas a verdade é que para além das férias há mais qualquer coisa. Uma falta de vontade. Incapacidade, falta de coragem, empenho, sei lá.
Só sei que um inspirar fundo se transforma em suspiro, que os ombros se abatem e os olhos se voltam para cima. Eu queria mesmo, mesmo era voar.
Mas não tenho asas.
Sim, as férias justificariam muita coisa, muita ausência, muito silêncio.
Mas a verdade é que para além das férias há mais qualquer coisa. Uma falta de vontade. Incapacidade, falta de coragem, empenho, sei lá.
Só sei que um inspirar fundo se transforma em suspiro, que os ombros se abatem e os olhos se voltam para cima. Eu queria mesmo, mesmo era voar.
Mas não tenho asas.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
...
Mais do que fazeres-me rir durante anos, a tua viagem fez-me pensar.
Nos momentos, nas coisas que se dizem e se fazem. E, acima de tudo, nas que não se dizem e não se fazem. E nos momentos que se nos escaparam.
Tal como o tempo acaba por nos fugir.
Foi assim contigo, não foi?
Fugiu-te, o sacana do tempo, António.
Vou ver se o consigo segurar o meu...
Se não pelas gargalhadas, pelo exemplo, agradeço-te pela consciência do que tentaste transmitir: "aproveitem a vida, e ajudem-se uns aos outros, apreciem cada momento, agradeçam, não deixem nada por dizer, nada por fazer".
Prometo que vou tentar.
Obrigado, António.
Até sempre!
Nos momentos, nas coisas que se dizem e se fazem. E, acima de tudo, nas que não se dizem e não se fazem. E nos momentos que se nos escaparam.
Tal como o tempo acaba por nos fugir.
Foi assim contigo, não foi?
Fugiu-te, o sacana do tempo, António.
Vou ver se o consigo segurar o meu...
Se não pelas gargalhadas, pelo exemplo, agradeço-te pela consciência do que tentaste transmitir: "aproveitem a vida, e ajudem-se uns aos outros, apreciem cada momento, agradeçam, não deixem nada por dizer, nada por fazer".
Prometo que vou tentar.
Obrigado, António.
Até sempre!
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Foooooooonix
Nem dois minutos depois do post anterior recebo uma mensagem: "Crise de meia-idade? loool!"
Epá, sei lá!
Sei que ando irritadiça e com vontade de fazer algo "revolucionário". É bem possível que seja deste calor anormal de que tanta gente se queixa.
Mas também pode ser da tal crise, ó que porra!
Como é que eu hei de saber? Nunca tive esta idade antes!!!!!
Epá, sei lá!
Sei que ando irritadiça e com vontade de fazer algo "revolucionário". É bem possível que seja deste calor anormal de que tanta gente se queixa.
Mas também pode ser da tal crise, ó que porra!
Como é que eu hei de saber? Nunca tive esta idade antes!!!!!
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Flashes
A vida é feita de pequenos momentos presos uns aos outros com fita-cola.
Só que às vezes o medo impede-nos de aproveitar cada um deles.
Disfarçamos o medo com outras razões - a falta de tempo, os filhos, as responsabilidades, as contas para pagar - embora muitas vezes elas sejam reais e perfeitamente válidas. Mas não sozinhas. O medo une-as e coloca-lhes à frente uma lupa que as torna imensamente maiores.
No fim do rolo, se formos a contar quantos momentos foram de facto vividos, descolarmos os outros e os descartarmos... à maior parte de nós resta-nos um álbum de fotos muito pequeno.
E eu quero um álbum cheio...
Raisparta.
Só que às vezes o medo impede-nos de aproveitar cada um deles.
Disfarçamos o medo com outras razões - a falta de tempo, os filhos, as responsabilidades, as contas para pagar - embora muitas vezes elas sejam reais e perfeitamente válidas. Mas não sozinhas. O medo une-as e coloca-lhes à frente uma lupa que as torna imensamente maiores.
No fim do rolo, se formos a contar quantos momentos foram de facto vividos, descolarmos os outros e os descartarmos... à maior parte de nós resta-nos um álbum de fotos muito pequeno.
E eu quero um álbum cheio...
Raisparta.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Contas finais
Troféu de Campeões do Mundo de Futebol 2010: La Roja
Troféu Bola de Ouro do Campeonato Mundial de Futebol 2010: Diego Forlán
Troféu "Ainda há românticos que não ligam ao facto de estarem em directo e dão um chocho na sua mais-que-tudo": Iker Casillas
É justo.
Troféu Bola de Ouro do Campeonato Mundial de Futebol 2010: Diego Forlán
Troféu "Ainda há românticos que não ligam ao facto de estarem em directo e dão um chocho na sua mais-que-tudo": Iker Casillas
É justo.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Y viva
Podem vir todos os "entendidos" dizer o que quiserem: eu hoje não vou puxar pelos alemães.
"Ah, e tal, os espanhóis venceram-nos, devias querer que perdessem para termos a nossa vingançazinha". Epá! Se estivermos à espera que outros nos vinguem, bem podemos fechar já as portas ao desporto profissional. Vamos lá com amadores (se calhar alguns com mais empenho do que aquilo que se viu) e quando perdermos os outros que nos vinguem.
Claro que me deu uma fúria quando o Villa marcou o golo (epá, és giro e gosto muito da tua forma de jogar mas se pudesse naquele dia estrafegava-te). Também protestei "fora de jogo". Mas tive, como todos os portugueses, que engolir o sapo.
Ganharam porque souberam explorar os nossos erros. Desculpem lá - isso faz parte do saber jogar. Souberam jogar = souberam ganhar. A partir daí... batatas.
David, hoy, por todo lo que te es más sagrado, apuntate un gol a los alemanes para que se caigan de sus alturas - no son dioses y tienen que saberlo. Por eso te pido - DAVID, HACE ESO EN QUE ERES UN DE LOS MEJORES: APÚNTALES DOS, TRES, CUATRO! Te perdonaré tu gol en la meta de Eduardo y aplaudiré tus goles como si fueras portugues! Hoy, David, soy por ti y por La Roja!
"Ah, e tal, os espanhóis venceram-nos, devias querer que perdessem para termos a nossa vingançazinha". Epá! Se estivermos à espera que outros nos vinguem, bem podemos fechar já as portas ao desporto profissional. Vamos lá com amadores (se calhar alguns com mais empenho do que aquilo que se viu) e quando perdermos os outros que nos vinguem.
Claro que me deu uma fúria quando o Villa marcou o golo (epá, és giro e gosto muito da tua forma de jogar mas se pudesse naquele dia estrafegava-te). Também protestei "fora de jogo". Mas tive, como todos os portugueses, que engolir o sapo.
Ganharam porque souberam explorar os nossos erros. Desculpem lá - isso faz parte do saber jogar. Souberam jogar = souberam ganhar. A partir daí... batatas.
David, hoy, por todo lo que te es más sagrado, apuntate un gol a los alemanes para que se caigan de sus alturas - no son dioses y tienen que saberlo. Por eso te pido - DAVID, HACE ESO EN QUE ERES UN DE LOS MEJORES: APÚNTALES DOS, TRES, CUATRO! Te perdonaré tu gol en la meta de Eduardo y aplaudiré tus goles como si fueras portugues! Hoy, David, soy por ti y por La Roja!
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Coisas que mexem cá comigo e me fazem pensar
Algumas difíceis de compreender, como esta.
Gostei particularmente da questão colocada pela mãe... pegando exactamente e de forma, a meu ver, inteligente no argumento "empunhado" pela outra parte.
Outras que me fazem sorrir, como a foto que acompanha o artigo.
Também há as que me fazem abanar a cabeça, como alguns dos comentários feitos na página do jornal. Mostras de tacanhez já não me surpreendem - mas ainda me fazem mossa.
Mas há também as que me enchem de um certo luso-orgulho, em (alguns de) nós e no domínio que algumas pessoas têm da nossa língua-mãe, a ponto de, num tom politicamente muito correcto (ou não fosse este cavalheiro um dos nossos Embaixadores) deixar uma série de apontamentos entrelinhados para quem os souber ler. Uma Carta que dá gosto, pela escrita e pelo conteúdo.
Um abraço, Mathis, Magda e Sérgio.
E cumprimentos ao Embaixador, pela postura e pela carta.
:)
Gostei particularmente da questão colocada pela mãe... pegando exactamente e de forma, a meu ver, inteligente no argumento "empunhado" pela outra parte.
Outras que me fazem sorrir, como a foto que acompanha o artigo.
Também há as que me fazem abanar a cabeça, como alguns dos comentários feitos na página do jornal. Mostras de tacanhez já não me surpreendem - mas ainda me fazem mossa.
Mas há também as que me enchem de um certo luso-orgulho, em (alguns de) nós e no domínio que algumas pessoas têm da nossa língua-mãe, a ponto de, num tom politicamente muito correcto (ou não fosse este cavalheiro um dos nossos Embaixadores) deixar uma série de apontamentos entrelinhados para quem os souber ler. Uma Carta que dá gosto, pela escrita e pelo conteúdo.
Um abraço, Mathis, Magda e Sérgio.
E cumprimentos ao Embaixador, pela postura e pela carta.
:)
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Ideia genial a fingir
E se toda a malta tuga que tem quintas lá no LivroDasCaras começasse a plantar tomates como se não houvesse amanhã?
Será que chegavam para mais uma boa dose de ketchup imaginário?
É que não me importo que seja esquisito, de mochilinha, com o esquerdo, com o direito, com a cabeça, o calcanhar ou sequer com o traseiro!
Quero é que entrem - na baliza deles!
Será que chegavam para mais uma boa dose de ketchup imaginário?
É que não me importo que seja esquisito, de mochilinha, com o esquerdo, com o direito, com a cabeça, o calcanhar ou sequer com o traseiro!
Quero é que entrem - na baliza deles!
terça-feira, 22 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Não, não é para a Lídia
... mas não quis alterar as palavras de um Mestre!
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento de mais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento –
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim – à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
Ricardo Reis, 1914
Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos).
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para o pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer não gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente.
E sem desassossegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento de mais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento –
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim – à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
Ricardo Reis, 1914
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Pequenices
Pequenos momentos.
Pequenos nadas.
Lyrics | Rob Thomas - Little Wonders lyrics
Gostava de ter mais, mas dos bons - momentos e quase-nadas.
E às vezes, de surpresa, pequenas maravilhas.
Coisas que me façam recordar, sorrir, aquecer por dentro.
E sim - neste momento tenho um pequenino sorriso, secreto, ao evocar algumas em particular.
Pequenos nadas.
Lyrics | Rob Thomas - Little Wonders lyrics
Gostava de ter mais, mas dos bons - momentos e quase-nadas.
E às vezes, de surpresa, pequenas maravilhas.
Coisas que me façam recordar, sorrir, aquecer por dentro.
E sim - neste momento tenho um pequenino sorriso, secreto, ao evocar algumas em particular.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Amizades
Amigos. Há-os de muitos tipos.
Os mais-conhecidos-que-amigos, que são amigos de amigos;
os "amigos" do Facebook, alguns de quem não conhecemos sequer a cara (nem eles a nossa) mas mesmo assim podem ser uns belos compinchas de jogos;
os amigos de infância/adolescência de quem perdemos um bocado (ou completamente) o contacto quando crescemos;
os amigos-mesmo-amigos de infância ou adolescência que reencontramos de vez em quando e é como se nos tivéssemos visto na véspera (tirando a quantidade de novidades a contar de parte a parte);
os amigos que poderiam-ter-sido-mais-qualquer-coisa-mas-não-foram, fosse qual fosse o motivo;
os amigos próximos, mesmo próximos, que tanto podemos conhecer há vinte anos como há vinte dias.
Temos tanta maneira de "classificar" os amigos... às vezes dentro do mesmo grupo há-os muito diferentes uns dos outros, como os que são bons a desenrascar-nos com algum problema prático e os que não têm jeito nenhum para isso mas são óptimos para nos levantar o astral num dia de neura; aqueles a quem telefonamos para pedir uma opinião sobre um portátil novo ou os que arrastamos atrás para ir comprar livros; os que convidamos para ir a um museu ou os que nos convidam para ir à praia; os que nos dão uma palmadinha nas costas quando algo correu mal e os que choram connosco.
Tudo isto porque deparei com uma frase que me fez sorrir - sim, sobre os amigos. Sobre a distinção entre um bom amigo e um verdadeiro amigo.
"Um bom amigo é aquele que paga a tua fiança se fores preso; um verdadeiro amigo é o que está na prisão sentado ao teu lado dizendo: Hehe, desta vez fizemo-la bonita..."
Acho que me posso considerar uma pessoa emocionalmente rica: tenho amigos de todos os tipos. Muitos.
Isso sabe muito bem... e faz-me sorrir, como hoje.
Os mais-conhecidos-que-amigos, que são amigos de amigos;
os "amigos" do Facebook, alguns de quem não conhecemos sequer a cara (nem eles a nossa) mas mesmo assim podem ser uns belos compinchas de jogos;
os amigos de infância/adolescência de quem perdemos um bocado (ou completamente) o contacto quando crescemos;
os amigos-mesmo-amigos de infância ou adolescência que reencontramos de vez em quando e é como se nos tivéssemos visto na véspera (tirando a quantidade de novidades a contar de parte a parte);
os amigos que poderiam-ter-sido-mais-qualquer-coisa-mas-não-foram, fosse qual fosse o motivo;
os amigos próximos, mesmo próximos, que tanto podemos conhecer há vinte anos como há vinte dias.
Temos tanta maneira de "classificar" os amigos... às vezes dentro do mesmo grupo há-os muito diferentes uns dos outros, como os que são bons a desenrascar-nos com algum problema prático e os que não têm jeito nenhum para isso mas são óptimos para nos levantar o astral num dia de neura; aqueles a quem telefonamos para pedir uma opinião sobre um portátil novo ou os que arrastamos atrás para ir comprar livros; os que convidamos para ir a um museu ou os que nos convidam para ir à praia; os que nos dão uma palmadinha nas costas quando algo correu mal e os que choram connosco.
Tudo isto porque deparei com uma frase que me fez sorrir - sim, sobre os amigos. Sobre a distinção entre um bom amigo e um verdadeiro amigo.
"Um bom amigo é aquele que paga a tua fiança se fores preso; um verdadeiro amigo é o que está na prisão sentado ao teu lado dizendo: Hehe, desta vez fizemo-la bonita..."
Acho que me posso considerar uma pessoa emocionalmente rica: tenho amigos de todos os tipos. Muitos.
Isso sabe muito bem... e faz-me sorrir, como hoje.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Dúvida que não tira o sono
mas tem todo o potencial para isso.
As pessoas mudam?
O animal humano é capaz de mudar, realmente?
Ou é apenas capaz de mudar algumas das suas atitudes em função do que deseja obter?
E quando muda... seja o core seja apenas a atitude; consegue-se que dure "para sempre"?
As pessoas mudam?
O animal humano é capaz de mudar, realmente?
Ou é apenas capaz de mudar algumas das suas atitudes em função do que deseja obter?
E quando muda... seja o core seja apenas a atitude; consegue-se que dure "para sempre"?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
E vão duas
tentativas bem diferentes.
Se derem ambas para o torto (a probabilidade é maior numa do que na outra), ou deixo de me armar em Julius Cesar com as frases ou deixo de atirar dados, que é como quem diz, mandar o barro à parede.
Deixo de perseguir cataratas e fico-me pelos rios e lagos que conheço...
Se derem ambas para o torto (a probabilidade é maior numa do que na outra), ou deixo de me armar em Julius Cesar com as frases ou deixo de atirar dados, que é como quem diz, mandar o barro à parede.
Deixo de perseguir cataratas e fico-me pelos rios e lagos que conheço...
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Do fingimento dos poetas
Em meia dúzia de linhas, criamos/recriamos realidades alternativas/virtuais/deslocalizadas no espaço-tempo.
Espraiamos uma dor real espelhando-a na fantasia - impessoalizada; no tempo - deslocada. Até que se torne tão irreal como um sonho. Ou um pesadelo.
Concentramos a dor imaginária nesse espaço/tempo retratado, virando contra ela as baterias da negação.
Negando a dor imaginada, afastamos a dor real, ficcionando-a para recreação, nossa e de outrem.
Por fim, terminado o expurgo, rimo-nos dizendo que tudo é virtual, irreal, imaginário. Rasgando as folhas escritas rasgamos também o retrato ficcionado, ficcionário, lançando-as num vento de alívio, também ele muitas vezes fictício, fingido.
Mas só nós sabemos onde, no meio de tudo isso, se quedou a realidade, mudamente escondida sob o manto da fantasia.
Espraiamos uma dor real espelhando-a na fantasia - impessoalizada; no tempo - deslocada. Até que se torne tão irreal como um sonho. Ou um pesadelo.
Concentramos a dor imaginária nesse espaço/tempo retratado, virando contra ela as baterias da negação.
Negando a dor imaginada, afastamos a dor real, ficcionando-a para recreação, nossa e de outrem.
Por fim, terminado o expurgo, rimo-nos dizendo que tudo é virtual, irreal, imaginário. Rasgando as folhas escritas rasgamos também o retrato ficcionado, ficcionário, lançando-as num vento de alívio, também ele muitas vezes fictício, fingido.
Mas só nós sabemos onde, no meio de tudo isso, se quedou a realidade, mudamente escondida sob o manto da fantasia.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Bah!!!
Eu aqui a preparar o rufar dos tambores para um TA-DAAAAAAAAAAAAAAA triunfal... e fico a saber que afinal vai demorar mais um bocadinho do que o previsto e que já nem era a data inicial mas o segundo adiamento consecutivo.
Já se tem tão pouca coisa com que ficar contentita e ainda por cima toca a afastar um pouco o prémio como um puto sacana a tirar a cenoura da frente do burrico.
Fonha-se, pá! Não há condições!
Já se tem tão pouca coisa com que ficar contentita e ainda por cima toca a afastar um pouco o prémio como um puto sacana a tirar a cenoura da frente do burrico.
Fonha-se, pá! Não há condições!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
They're Back!!!!!
Eles estão de volta, eles estão de volta, eles estão de volta!
Markl, fartaste-te de falar deles na Caderneta de Cromos mas o Alvim é que deu a boa notícia!
Eles estão de volta!
Sim!!!!!!
Os míticos SANJO voltaram!!!!!
Markl, fartaste-te de falar deles na Caderneta de Cromos mas o Alvim é que deu a boa notícia!
Eles estão de volta!
Sim!!!!!!
Os míticos SANJO voltaram!!!!!
Alea Jacta Est
Não sou o Julius Cesar mas acho que posso dizer o mesmo.
No fim do prazo à boa maneira 'tuga - mas já vai a caminho.
No fim do prazo à boa maneira 'tuga - mas já vai a caminho.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
A vida
é uma treta.
Quando se pensa que as coisas parecem estar a correr bem, paft! leva-se um sopapo.
Daqueles que nos fazem ver estrelas, mas não das bonitas.
Daqueles que nos fazem sentir que o chão desapareceu sob os nossos pés.
Daqueles que nos fazem questionar uma montanha de coisas - como o que raio andamos aqui a fazer e para que perdemos tempo com mesquinhices.
Daqueles que nos deitam mesmo ao chão e nos tiram toda a vontade de levantar.
Hoje levei um desses sopapos. Caí, vi estrelas, fiquei zonza e sinceramente não tenho vontade de me levantar. Por agora, não.
What's the point?
Life's a bitch.
Quando se pensa que as coisas parecem estar a correr bem, paft! leva-se um sopapo.
Daqueles que nos fazem ver estrelas, mas não das bonitas.
Daqueles que nos fazem sentir que o chão desapareceu sob os nossos pés.
Daqueles que nos fazem questionar uma montanha de coisas - como o que raio andamos aqui a fazer e para que perdemos tempo com mesquinhices.
Daqueles que nos deitam mesmo ao chão e nos tiram toda a vontade de levantar.
Hoje levei um desses sopapos. Caí, vi estrelas, fiquei zonza e sinceramente não tenho vontade de me levantar. Por agora, não.
What's the point?
Life's a bitch.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Crónicas
Era uma menina sossegada. Tinha o riso fácil sem gargalhar, que subia até aos olhos e criava covinhas nas bochechas. Brincava com bonecas ou carrinhos, sem distinção – mas a sua preferência ia sempre para os livros que lhe abriam portas de outras casas, retratos de outras paisagens, vozes de outras gentes.
A menina cresceu. Pouco falava de si e do que pensava, excepto quando as perguntas lhe eram colocadas directamente.
Na escola os professores dividiam-se: uns gostavam da adolescente calada que não perturbava as aulas e só mostrava o que sabia nos testes escritos; outros achavam que isso apenas provava que ela se limitava a estudar para esses mesmos testes sem apre(e)nder de facto a matéria e penalizavam-na na nota final.
O seu riso tornou-se mais reservado, poucas vezes passando além do sorriso, o seu humor tornou-se apreciador da ironia, do sarcasmo, dos subentendidos.
“Humor britânico” era o que lhe atribuíam os colegas que lhe conheciam essa faceta.
Teve os seus amores e desamores como todas as meninas adolescentes. Sofreu em silêncio e desabafou por escrito as dores de crescimento como muitas meninas adolescentes. E à semelhança dessas outras meninas criou-se dentro dela um mundo feito de palavras, cores e sentimentos, que não partilhava com quase ninguém – normalmente só com outras meninas portadoras de mundos similares.
A menina tornou-se mulher. Achando que tudo seria mais fácil, que já não precisaria do seu pequeno mundo, trancou-o. Fez-se à vida adulta de peito feito, acreditou no poder do amor para tudo vencer e foi traída pela sua crença. Uma, duas, várias vezes acreditou – e de todas essas vezes foi derrotada.
Acabou por perceber que, para de facto ter poder, o Amor precisa que dois seres lhe dêem a força necessária para vencer os obstáculos; um não é o suficiente.
Magoada, reabriu o portão do seu mundo secreto, pequeno mas verdejante: de tantas lágrimas engolidas durante anos, tinha rios, e as sombras escondidas no olhar tinham chovido abundantemente sobre os altos e baixos feitos colinas. O seu mundo interior era agora um imenso Mar a redescobrir, sonhos liquefeitos em cambiantes de azul.
Partiu em descoberta, registando em pequenas notas os caminhos que trilhara, as baías onde se abrigara das tempestades, os monstros que lhe tinham tolhido passagens. Via o mundo exterior como uma continuação desse mesmo mar, para cuja exploração as suas notas seriam preciosas.
De vez em quando o mundo interior da menina corria perigo. As águas contidas estalavam em tempestades ensurdecedoras capazes de a fazer perder o controlo. Chorava então, um dia inteiro de choro silencioso ou uma noite inteira de soluços fungados. Ambos, às vezes. Quando a acalmia se impunha, partia de novo então na sua viagem, crendo que iria um dia encontrar o que procurava; a razão da sua partida.
Ao longo dos anos conheceu muitos mundos como o que criara. Uns completamente abertos, outros bastante fechados, outros ainda divididos onde existia sempre uma zona reservada, um domínio proibido. Coloridos, baços, áridos ou florestados, tão variados como os seus criadores.
Acabou por abrir as suas portas a outros viajantes, guardando no entanto para si os locais favoritos: as montanhas escarpadas, o promontório, a ilha e sua torre de marfim. Sítios onde podia isolar-se quando quisesse, ou largar tudo e navegar até ao seu próprio centro. Criou outros mundos (alguns terrivelmente estranhos) para onde viajava a seu bel-prazer, traçando cores novas num imenso arco-íris. Visitou mundos alheios, deixando quase sempre uma pincelada da sua imensa paleta nos livros de visitas.
O tempo foi passando, as notas e cartas de marear acumularam-se bem como as experiências.
A menina, hoje mulher, não perdeu apesar de tudo a vontade de navegar e viaja de olhos postos no céu.
Sabe que o mundo é enorme e sonha que talvez algures, no mar ou entre as estrelas, exista algo ou alguém que torne desnecessária a existência de um mundo secreto para onde fugir, que lhe proporcione forças para construir uma realidade inquebrável, fazendo erguer dos mares do medo uma ilha segura.
Talvez nem valha a pena procurar, porque a menina também aprendeu que mais importante do que o destino é ter coragem para se pôr a caminho. Companhia, se existir, será um bónus... mas a viagem terá que ser sua. Não mais viajará a reboque de outros.
Contra medos e marés, sonha num qualquer amanhecer acostar à última praia acolhedora e deixar-se adormecer sem receio, embalada pelo arrulhar das ondas.
Um dia irá partilhar com o mundo as suas crónicas de viagem - e as cartas de marear.
Espero que seja em breve...
A menina cresceu. Pouco falava de si e do que pensava, excepto quando as perguntas lhe eram colocadas directamente.
Na escola os professores dividiam-se: uns gostavam da adolescente calada que não perturbava as aulas e só mostrava o que sabia nos testes escritos; outros achavam que isso apenas provava que ela se limitava a estudar para esses mesmos testes sem apre(e)nder de facto a matéria e penalizavam-na na nota final.
O seu riso tornou-se mais reservado, poucas vezes passando além do sorriso, o seu humor tornou-se apreciador da ironia, do sarcasmo, dos subentendidos.
“Humor britânico” era o que lhe atribuíam os colegas que lhe conheciam essa faceta.
Teve os seus amores e desamores como todas as meninas adolescentes. Sofreu em silêncio e desabafou por escrito as dores de crescimento como muitas meninas adolescentes. E à semelhança dessas outras meninas criou-se dentro dela um mundo feito de palavras, cores e sentimentos, que não partilhava com quase ninguém – normalmente só com outras meninas portadoras de mundos similares.
A menina tornou-se mulher. Achando que tudo seria mais fácil, que já não precisaria do seu pequeno mundo, trancou-o. Fez-se à vida adulta de peito feito, acreditou no poder do amor para tudo vencer e foi traída pela sua crença. Uma, duas, várias vezes acreditou – e de todas essas vezes foi derrotada.
Acabou por perceber que, para de facto ter poder, o Amor precisa que dois seres lhe dêem a força necessária para vencer os obstáculos; um não é o suficiente.
Magoada, reabriu o portão do seu mundo secreto, pequeno mas verdejante: de tantas lágrimas engolidas durante anos, tinha rios, e as sombras escondidas no olhar tinham chovido abundantemente sobre os altos e baixos feitos colinas. O seu mundo interior era agora um imenso Mar a redescobrir, sonhos liquefeitos em cambiantes de azul.
Partiu em descoberta, registando em pequenas notas os caminhos que trilhara, as baías onde se abrigara das tempestades, os monstros que lhe tinham tolhido passagens. Via o mundo exterior como uma continuação desse mesmo mar, para cuja exploração as suas notas seriam preciosas.
De vez em quando o mundo interior da menina corria perigo. As águas contidas estalavam em tempestades ensurdecedoras capazes de a fazer perder o controlo. Chorava então, um dia inteiro de choro silencioso ou uma noite inteira de soluços fungados. Ambos, às vezes. Quando a acalmia se impunha, partia de novo então na sua viagem, crendo que iria um dia encontrar o que procurava; a razão da sua partida.
Ao longo dos anos conheceu muitos mundos como o que criara. Uns completamente abertos, outros bastante fechados, outros ainda divididos onde existia sempre uma zona reservada, um domínio proibido. Coloridos, baços, áridos ou florestados, tão variados como os seus criadores.
Acabou por abrir as suas portas a outros viajantes, guardando no entanto para si os locais favoritos: as montanhas escarpadas, o promontório, a ilha e sua torre de marfim. Sítios onde podia isolar-se quando quisesse, ou largar tudo e navegar até ao seu próprio centro. Criou outros mundos (alguns terrivelmente estranhos) para onde viajava a seu bel-prazer, traçando cores novas num imenso arco-íris. Visitou mundos alheios, deixando quase sempre uma pincelada da sua imensa paleta nos livros de visitas.
O tempo foi passando, as notas e cartas de marear acumularam-se bem como as experiências.
A menina, hoje mulher, não perdeu apesar de tudo a vontade de navegar e viaja de olhos postos no céu.
Sabe que o mundo é enorme e sonha que talvez algures, no mar ou entre as estrelas, exista algo ou alguém que torne desnecessária a existência de um mundo secreto para onde fugir, que lhe proporcione forças para construir uma realidade inquebrável, fazendo erguer dos mares do medo uma ilha segura.
Talvez nem valha a pena procurar, porque a menina também aprendeu que mais importante do que o destino é ter coragem para se pôr a caminho. Companhia, se existir, será um bónus... mas a viagem terá que ser sua. Não mais viajará a reboque de outros.
Contra medos e marés, sonha num qualquer amanhecer acostar à última praia acolhedora e deixar-se adormecer sem receio, embalada pelo arrulhar das ondas.
Um dia irá partilhar com o mundo as suas crónicas de viagem - e as cartas de marear.
Espero que seja em breve...
quarta-feira, 21 de abril de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
Ainda os nomes
Bom. Fiz uma lista exaustiva de todos os nomes que já me passaram pela ideia e equacionei, ainda que brevemente, usar como título do meu projecto. Depois submeti-a ao crivo de alguns amigos que me conhecem melhor - a mim e aos meus textos - para me darem feedback sobre qual achavam que melhor traduziria as minhas pancas.
De uma página consegui reduzir a coisa a dois. Acho que só decido qual será quando tiver todos os textos escolhidos e puder olhar para a "cara" do projecto - exactamente como fiz para decidir o nome da minha filha ;)
Nota: Brevemente vou ter novidades para contar. Não posso ainda divulgar quais; embora não estejam no segredo dos deuses, articulam-se em três partes distintas mas relacionadas e não quero estragar o efeito. Por isso, só quando tiver essas novidades nas minhas mãos é que conto - embora quem me conhece mais de perto saiba exactamente do que falo...
De uma página consegui reduzir a coisa a dois. Acho que só decido qual será quando tiver todos os textos escolhidos e puder olhar para a "cara" do projecto - exactamente como fiz para decidir o nome da minha filha ;)
Nota: Brevemente vou ter novidades para contar. Não posso ainda divulgar quais; embora não estejam no segredo dos deuses, articulam-se em três partes distintas mas relacionadas e não quero estragar o efeito. Por isso, só quando tiver essas novidades nas minhas mãos é que conto - embora quem me conhece mais de perto saiba exactamente do que falo...
quinta-feira, 1 de abril de 2010
terça-feira, 9 de março de 2010
Dar nomes às coisas
Uma amiga disse-me hoje que um elaborar um livro será algo como um parto - sem a parte da dor.
De facto, um livro é como um filho, mas saído da nossa alma em vez do corpo.
Portanto agora tenho um pequeno dilema: tenho um projecto de "filho" para apresentar a uma editora mas não sei que nome lhe dar. Os amigos que consulto com ideias são tudo menos consensuais. Quero que "o meu menino" tenha um nome mais apelativo do que apenas "Retalhos do Arco-Íris", que convide mãos sensíveis a ler as palavras moldadas no seu interior, as paisagens descritas e os sentimentos pincelados. Quero que quem olhar para ele saiba que mostra as minhas rotas, os meus caminhos, as minhas baías seguras e as costas infestadas de monstros de que me afasto, como velhas Cartas de Marear da minha vida e do meu sentir.
Ainda não achei nenhum que me faça retinir um sininho cá dentro como se dissesse "é mesmo isto!".
E agora?
De facto, um livro é como um filho, mas saído da nossa alma em vez do corpo.
Portanto agora tenho um pequeno dilema: tenho um projecto de "filho" para apresentar a uma editora mas não sei que nome lhe dar. Os amigos que consulto com ideias são tudo menos consensuais. Quero que "o meu menino" tenha um nome mais apelativo do que apenas "Retalhos do Arco-Íris", que convide mãos sensíveis a ler as palavras moldadas no seu interior, as paisagens descritas e os sentimentos pincelados. Quero que quem olhar para ele saiba que mostra as minhas rotas, os meus caminhos, as minhas baías seguras e as costas infestadas de monstros de que me afasto, como velhas Cartas de Marear da minha vida e do meu sentir.
Ainda não achei nenhum que me faça retinir um sininho cá dentro como se dissesse "é mesmo isto!".
E agora?
quarta-feira, 3 de março de 2010
Projectos
A amiga de quem falei no post anterior e à qual por razões de privacidade chamarei agora (até que ela me diga o contrário) Prinçusa Leandra adora escrever. Tenho acompanhado a sua evolução de escrita (meteórica, por sinal) e gosto de brincar aos revisores com ela - que é como quem diz, olhar para um texto em bruto e dizer-lhe o que acho que falta ou está a mais. Coisas como vírgulas ou parágrafos, por exemplo.
Um dia destes a Prinçusa veio falar-me de um concurso. Uma editora propunha-se lançar uma antologia de contos e ilustrações na área do Fantástico, com prémios para os primeiros classificados em cada categoria e tudo. É claro que pensei "Fantástico! Até que enfim alguém dá lugar aos autores desconhecidos!". Ainda pensei em concorrer também - mas, como devem ter calculado pelo ar de abandono que o blog teve até esta manhã, estava total e completamente desinspirada tirando uma ou outra convulsão sináptica que jorrou para o Arco-Íris do lado.
Surgiram vozes contestando a editora (chamando-lhe vanity press e author mill) e a validade do concurso. Mas o concurso foi para a frente e no final de Outubro passado o livro foi lançado. Quase todos os textos submetidos foram publicados - creio que com as ilustrações se passou o mesmo. Perguntei à Prinçusa qual o saldo da experiência: "Negativo. A revisão foi pobre e o preço dos livros foi alto... se soubesse não me tinha metido nisso". Passou a encarar concursos/passatempos com esta tipologia com um pé atrás.
Mas gostou, como eu sei que um dia gostarei, de pegar num livro e ver o seu nome, o seu texto, as suas palavras impressas e à disposição do público. Não como num blog, onde damos as nossas palavras, o nosso tempo e muito do que nos vai cá dentro. Um livro, material, palpável, que outros pagarão para ter. O nosso "trabalho" a ser avaliado, a ser apreciado, a servir de prenda para alguém, a ser lido por quem vai saber o nosso nome - não apenas XR, Mag, Laranja ou Prinçusa Leandra, mas quem somos "lá fora".
Para ti, Prinçusa, o meu voto de que as tuas palavras cheguem aos escaparates das grandes livrarias, que os teus contos sejam lidos à lareira ou nos transportes públicos, oferecidos ao irmão ou à namorada. Sabe-se lá se um dia até fazem um filmucho baseado nas tuas histórias ... olha que acho que gostaria de o ver. ;)
Um dia destes a Prinçusa veio falar-me de um concurso. Uma editora propunha-se lançar uma antologia de contos e ilustrações na área do Fantástico, com prémios para os primeiros classificados em cada categoria e tudo. É claro que pensei "Fantástico! Até que enfim alguém dá lugar aos autores desconhecidos!". Ainda pensei em concorrer também - mas, como devem ter calculado pelo ar de abandono que o blog teve até esta manhã, estava total e completamente desinspirada tirando uma ou outra convulsão sináptica que jorrou para o Arco-Íris do lado.
Surgiram vozes contestando a editora (chamando-lhe vanity press e author mill) e a validade do concurso. Mas o concurso foi para a frente e no final de Outubro passado o livro foi lançado. Quase todos os textos submetidos foram publicados - creio que com as ilustrações se passou o mesmo. Perguntei à Prinçusa qual o saldo da experiência: "Negativo. A revisão foi pobre e o preço dos livros foi alto... se soubesse não me tinha metido nisso". Passou a encarar concursos/passatempos com esta tipologia com um pé atrás.
Mas gostou, como eu sei que um dia gostarei, de pegar num livro e ver o seu nome, o seu texto, as suas palavras impressas e à disposição do público. Não como num blog, onde damos as nossas palavras, o nosso tempo e muito do que nos vai cá dentro. Um livro, material, palpável, que outros pagarão para ter. O nosso "trabalho" a ser avaliado, a ser apreciado, a servir de prenda para alguém, a ser lido por quem vai saber o nosso nome - não apenas XR, Mag, Laranja ou Prinçusa Leandra, mas quem somos "lá fora".
Para ti, Prinçusa, o meu voto de que as tuas palavras cheguem aos escaparates das grandes livrarias, que os teus contos sejam lidos à lareira ou nos transportes públicos, oferecidos ao irmão ou à namorada. Sabe-se lá se um dia até fazem um filmucho baseado nas tuas histórias ... olha que acho que gostaria de o ver. ;)
Xiii... já???
Epá... mudámos de ano e quase nem dei por isso! A sério!
A vida continua mais ou menos na mesma. Alegrias e desilusões, chatices e projectos - uns com pernas para andar outros irremediavelmente arrumados na prateleira (e nem sempre por culpa minha).
Já uma vez tinha dito que não vejo o blog como uma página do twitter. Se me apetecer escrever, escrevo - caso contrário fica a ganhar pó virtual. Não tenho obrigação a não ser comigo mesma, de não sentir que tenho algo a dizer e atirar para o canto. Não sou politicamente correcta. Barafusto, grito e digo asneirolas se estiver francamente irritada. Mando outros condutores brincar com um cone de sinalização quando me obrigam a travar a fundo devido a uma manobra mal feita (deles, claro).
Só que durante todo este tempo ocorreram várias coisas que quero mencionar.
*A mais recente foi a minha sobrinha de cinco anos ter começado a fazer as chamadas "perguntas complicadas"... o que quer dizer que a mãe dela vai ficar a saber o que eu passei quando os meus tiveram essa fase (big evil grin showing up).
*A minha irmã de alma envolveu-se em projectos que a enchem de alegria - e a mim de desmedido orgulho por ter tido o privilégio de acompanhar a gestação desses projectos e sonhos e, ainda que numa escala minúscula, dado o meu apoio ou espicaçado a prosseguir consoante o caso.
*Uma amiga "recente" mas a quem pareço conhecer há décadas (não muitas senão teria andado com ela ao colo ... ai espera, até tenho idade para isso!) conseguiu algo que também quero para mim um dia (ser publicada! estavam a pensar no quê, hum?)
*Comprei uma mesa gráfica que, embora não seja daquelas marcas e modelos todos XPTO-ripipi, faz o que quero, portanto fico contente com isso
*Voltei a um dos meus grandes amores ....... a escrita sái-fái
*Tive uma resposta "mais ou menos positiva" de uma editora aos meus textos do Arco-Íris - agora que implicação/contornos terá essa resposta ainda está para ser visto
*Aprendi coisas novas, algumas sobre mim mesma.
Como vêem, estive ocupada. Já perceberam porque é que não andei a escrever por cá?
A vida continua mais ou menos na mesma. Alegrias e desilusões, chatices e projectos - uns com pernas para andar outros irremediavelmente arrumados na prateleira (e nem sempre por culpa minha).
Já uma vez tinha dito que não vejo o blog como uma página do twitter. Se me apetecer escrever, escrevo - caso contrário fica a ganhar pó virtual. Não tenho obrigação a não ser comigo mesma, de não sentir que tenho algo a dizer e atirar para o canto. Não sou politicamente correcta. Barafusto, grito e digo asneirolas se estiver francamente irritada. Mando outros condutores brincar com um cone de sinalização quando me obrigam a travar a fundo devido a uma manobra mal feita (deles, claro).
Só que durante todo este tempo ocorreram várias coisas que quero mencionar.
*A mais recente foi a minha sobrinha de cinco anos ter começado a fazer as chamadas "perguntas complicadas"... o que quer dizer que a mãe dela vai ficar a saber o que eu passei quando os meus tiveram essa fase (big evil grin showing up).
*A minha irmã de alma envolveu-se em projectos que a enchem de alegria - e a mim de desmedido orgulho por ter tido o privilégio de acompanhar a gestação desses projectos e sonhos e, ainda que numa escala minúscula, dado o meu apoio ou espicaçado a prosseguir consoante o caso.
*Uma amiga "recente" mas a quem pareço conhecer há décadas (não muitas senão teria andado com ela ao colo ... ai espera, até tenho idade para isso!) conseguiu algo que também quero para mim um dia (ser publicada! estavam a pensar no quê, hum?)
*Comprei uma mesa gráfica que, embora não seja daquelas marcas e modelos todos XPTO-ripipi, faz o que quero, portanto fico contente com isso
*Voltei a um dos meus grandes amores ....... a escrita sái-fái
*Tive uma resposta "mais ou menos positiva" de uma editora aos meus textos do Arco-Íris - agora que implicação/contornos terá essa resposta ainda está para ser visto
*Aprendi coisas novas, algumas sobre mim mesma.
Como vêem, estive ocupada. Já perceberam porque é que não andei a escrever por cá?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Ora bolas
Só hoje me dei conta de que já passou mais de um mês desde o meu último post.
A verdade é que tenho andado bastante ocupada, entre o trabalho e a família - e isso tem precedência sobre o lazer (que inclui andar por aqui). Não é que eu não goste de cirandar pelos vossos blogs e ir actualizando este com as coisas que me vão passando pela moleirinha. Mas a família vem sempre em primeiro lugar; e, quer queira quer não, precisamos de €€ para quase tudo.
Muita coisa aconteceu neste intervalo, comigo e decerto convosco. O Luís Pingu ganhou a corrida à Antárctida (e aí agradeço aos que tiveram conhecimento do projecto por este cantinho e votaram nele) e eu caí no terrível vício de gerir uma quinta online - sei que boa parte de vocês sabe do que falo ;) - enquanto outra(s) pessoa(s) conseguiram algo que queriam muito. Sobre este ponto não posso ainda divulgar mais nada a pedido da própria :D mas garanto que quando tiver autorização para falar do assunto farei aqui uma festa ...
Até breve!
A verdade é que tenho andado bastante ocupada, entre o trabalho e a família - e isso tem precedência sobre o lazer (que inclui andar por aqui). Não é que eu não goste de cirandar pelos vossos blogs e ir actualizando este com as coisas que me vão passando pela moleirinha. Mas a família vem sempre em primeiro lugar; e, quer queira quer não, precisamos de €€ para quase tudo.
Muita coisa aconteceu neste intervalo, comigo e decerto convosco. O Luís Pingu ganhou a corrida à Antárctida (e aí agradeço aos que tiveram conhecimento do projecto por este cantinho e votaram nele) e eu caí no terrível vício de gerir uma quinta online - sei que boa parte de vocês sabe do que falo ;) - enquanto outra(s) pessoa(s) conseguiram algo que queriam muito. Sobre este ponto não posso ainda divulgar mais nada a pedido da própria :D mas garanto que quando tiver autorização para falar do assunto farei aqui uma festa ...
Até breve!
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Life is a game
Sempre gostei imenso de jogar Tetris.
Embora possamos antever a próxima peça não a podemos escolher e temos que a posicionar da melhor forma em relação ao que já lá está, libertando o écran de complicações (a.k.a. peças mal encaixadas).
No início as peças demoram imenso a surgir* e despachamo-las com rapidez, clicando nas teclas que as façam descer mais depressa. Depois é que são elas. Surgem cada vez mais depressa e torna-se difícil antever a seguinte, encaixamo-las conforme dá e depois passamos as jogadas seguintes a limpar a borrada que fizemos. A velocidade aumenta vertiginosamente e a páginas tantas deixamos de ser capazes de corrigir as bodegas ou colocar o raio das peças no sítio devido. E estoiramos.

Parece mesmo a vida real, não parece?
* ai, adolescência, adolescência ...
Embora possamos antever a próxima peça não a podemos escolher e temos que a posicionar da melhor forma em relação ao que já lá está, libertando o écran de complicações (a.k.a. peças mal encaixadas).
No início as peças demoram imenso a surgir* e despachamo-las com rapidez, clicando nas teclas que as façam descer mais depressa. Depois é que são elas. Surgem cada vez mais depressa e torna-se difícil antever a seguinte, encaixamo-las conforme dá e depois passamos as jogadas seguintes a limpar a borrada que fizemos. A velocidade aumenta vertiginosamente e a páginas tantas deixamos de ser capazes de corrigir as bodegas ou colocar o raio das peças no sítio devido. E estoiramos.
Parece mesmo a vida real, não parece?
* ai, adolescência, adolescência ...
Magia
A minha soulsister, Mag, ofereceu-me este belo selinho:

Com a devida "autorização", não faço o agradecimento no Arco-Íris uma vez que se destina apenas aos frutos das minhas convulsões sinápticas "criativas" (vá, parem de rir, sim?). Mas este é o cantinho das minhas divagações, dos desabafos, das tonteiras, onde agradeço os mimos que me dão e os distribuo a seguir, onde falo das trilhentas coisas que me passam pela moleirinha, sejam sapatos, barcos, lacre, cera, couves ou reis ... ou mesmo cones de sinalização, pronto.
Portanto, para dar cumprimento ao desafio, eis as questões:
1) Música mágica: "Who wants to live forever", Queen
2) Filme mágico: Serendipity, pois então!
3) Viagem mágica: Paris ou New York - como só conheço uma delas tenho que visitar a outra para comparar ;)
4) Maquilhagem mágica: Errmm ... pois. Não é coisa que use muito, de facto. O que não dispenso é um bom corrector de olheiras, um lápis de sobrancelhas e um khôl/eyeliner como o Luminelle Duo (bronze doré/rose irisé); se estiver para aí virada uso o Lèvres Fix'Intense (bâton-pincel + gloss). Tudo da Yves Rocher.
Bom, agora a parte complicada: escolher cinco blogs "mágicos" a quem repassar o selo.
And the award goes to ... (tchan tchan tchaaannn)
* Misteriosa atracção, da Miss Glitering;
* de luz e de sombra, da Luz;
* Coração de Amores (Im)Perfeitos, da Diana;
* Um mundo de sonhos, da Fadinha da Sombra;
* Destilado, da Princesa (des)Encantada;
* A minha nuvem, da Nuvem.
Estes são os blogs que me despertam o lado sonhador; outros fazem-me rir ou acordam-me para coisas que às vezes me passam ao lado. Todos, no entanto, são Blogs de Primeira. A todos, obrigado por fazerem parte do meu dia-a-dia :)
P.S. Eu sei, deviam ser cinco premiados e pus seis; e ?
P.P.S. Não concordo com a atribuição deste prémio ao Arco-Íris, mas o que se poderia esperar de alguém que acredita em banshees e leprechauns? Não faz mal, sis, adoro-te na mesma!

Com a devida "autorização", não faço o agradecimento no Arco-Íris uma vez que se destina apenas aos frutos das minhas convulsões sinápticas "criativas" (vá, parem de rir, sim?). Mas este é o cantinho das minhas divagações, dos desabafos, das tonteiras, onde agradeço os mimos que me dão e os distribuo a seguir, onde falo das trilhentas coisas que me passam pela moleirinha, sejam sapatos, barcos, lacre, cera, couves ou reis ... ou mesmo cones de sinalização, pronto.
Portanto, para dar cumprimento ao desafio, eis as questões:
1) Música mágica: "Who wants to live forever", Queen
2) Filme mágico: Serendipity, pois então!
3) Viagem mágica: Paris ou New York - como só conheço uma delas tenho que visitar a outra para comparar ;)
4) Maquilhagem mágica: Errmm ... pois. Não é coisa que use muito, de facto. O que não dispenso é um bom corrector de olheiras, um lápis de sobrancelhas e um khôl/eyeliner como o Luminelle Duo (bronze doré/rose irisé); se estiver para aí virada uso o Lèvres Fix'Intense (bâton-pincel + gloss). Tudo da Yves Rocher.
Bom, agora a parte complicada: escolher cinco blogs "mágicos" a quem repassar o selo.
And the award goes to ... (tchan tchan tchaaannn)
* Misteriosa atracção, da Miss Glitering;
* de luz e de sombra, da Luz;
* Coração de Amores (Im)Perfeitos, da Diana;
* Um mundo de sonhos, da Fadinha da Sombra;
* Destilado, da Princesa (des)Encantada;
* A minha nuvem, da Nuvem.
Estes são os blogs que me despertam o lado sonhador; outros fazem-me rir ou acordam-me para coisas que às vezes me passam ao lado. Todos, no entanto, são Blogs de Primeira. A todos, obrigado por fazerem parte do meu dia-a-dia :)
P.S. Eu sei, deviam ser cinco premiados e pus seis; e ?
P.P.S. Não concordo com a atribuição deste prémio ao Arco-Íris, mas o que se poderia esperar de alguém que acredita em banshees e leprechauns? Não faz mal, sis, adoro-te na mesma!
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Coisas e loisas
Há blogs em que tudo é lindo e cheio de cores bonitas, em que só se fala de coisas agradáveis, engraçadas ou doces (incluindo receitas).
Outros optam por ser do mais do contra que há, não gostam de (quase) nada, destilam pessimismo e posts aguçados.
Alguns mais parecem (pelo que me contam) o twitter*, já que pouco falta para falar de quantos golos de água beberam nessa manhã ou quantas vezes o gato foi ao caixote de areia.
Outros limitam-se a desabafar, seja qual for a cor do que vai na alma dos seus autores. Abrem-nos uma janelita, não para o seu dia-a-dia mas para o que de facto lhes interessa ou (des)motiva, partilhando alegrias e tristezas sem detalhes desnecessários e sem nos dar a sensação de sermos paparazzi de uma vida anónima.
Para mim, estes últimos são, de facto, Blogs de Primeira e podem encontrá-los na minha lista de leituras do lado direito. Foi exactamente um desses que me fez uma oferta bem fresca ...

Obrigada, Antígona. :) Espero que gostes tanto da oferta como eu gostei deste selo fresquinho.
Uma sugestão final ... se acabar o gelo podemos ir à Antárctida e cravar ao Pingu um icebergzito. Dividido entre todos acho que dá para termos bebidas frescas até ao fim deste Verão.
P.S.
1) Não uso o twitter; pelo que me contam aquilo parece-me um voyeurismo pegado.
2) O Luís "Pingu" Monteiro continuava ontem em primeiro lugar da votação. Ajudem-no a chegar à Antárctida - só assim conseguimos ter a quem cravar um iceberg.
3) Gosto de quebrar regras que não prejudiquem ninguém. Portanto, este prémio fica à disposição dos meus leitores e dos Blogs de Primeira que costumo seguir. Levem-no e refresquem-se :D
Outros optam por ser do mais do contra que há, não gostam de (quase) nada, destilam pessimismo e posts aguçados.
Alguns mais parecem (pelo que me contam) o twitter*, já que pouco falta para falar de quantos golos de água beberam nessa manhã ou quantas vezes o gato foi ao caixote de areia.
Outros limitam-se a desabafar, seja qual for a cor do que vai na alma dos seus autores. Abrem-nos uma janelita, não para o seu dia-a-dia mas para o que de facto lhes interessa ou (des)motiva, partilhando alegrias e tristezas sem detalhes desnecessários e sem nos dar a sensação de sermos paparazzi de uma vida anónima.
Para mim, estes últimos são, de facto, Blogs de Primeira e podem encontrá-los na minha lista de leituras do lado direito. Foi exactamente um desses que me fez uma oferta bem fresca ...

Obrigada, Antígona. :) Espero que gostes tanto da oferta como eu gostei deste selo fresquinho.
Uma sugestão final ... se acabar o gelo podemos ir à Antárctida e cravar ao Pingu um icebergzito. Dividido entre todos acho que dá para termos bebidas frescas até ao fim deste Verão.
P.S.
1) Não uso o twitter; pelo que me contam aquilo parece-me um voyeurismo pegado.
2) O Luís "Pingu" Monteiro continuava ontem em primeiro lugar da votação. Ajudem-no a chegar à Antárctida - só assim conseguimos ter a quem cravar um iceberg.
3) Gosto de quebrar regras que não prejudiquem ninguém. Portanto, este prémio fica à disposição dos meus leitores e dos Blogs de Primeira que costumo seguir. Levem-no e refresquem-se :D
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Antárctida - 'bora lá e sem parar em Madagáscar!
No blog do Nuno Markl (o link está ali do lado esquerdo) fiquei a saber da iniciativa do Luís "Pingu" Monteiro - ir à Antárctida, como representante nacional, em nome de milhares de bloggers.
Fiquei fã da causa - acho que Portugal deveria ter ratificado o Tratado há bem mais tempo mas por cá gostamos de deixar tudo "para mais tarde" ... neste caso, cinquenta anos depois.
Ora dificilmente Portugal terá tão depressa uma missão científica à Antárctida; o mais provável será irmos "às cavalitas" que é como quem diz, em missão conjunta com os nossos vizinhos do lado e de quem meio mundo pensa que somos uma província.
O Luís vai provar que:
a) Portugal existe mesmo, não é uma província espanhola;
b) Um pinguim português pode sobreviver na Antárctida e até bloggar a partir de lá;
c) Os 'tugas, se quiserem, conseguem muita coisa quando se unem.
Fica então aqui o meu apelo: Dirijam-se a Rumo à Antárctida, leiam o que o nosso Pingu explica e votem. Não pagam nada, só têm que se registar. Votem, vá lá.
Bolas, podemos mostrar que a comunidade bloguística portuguesa consegue fazer mais do que usar um banner a declarar que "este blog diz piaçaba"!
Pois este blog até podia dizer Piaçaba mas escolheu em vez disso apoiar o Luís.
Estão a ver o novo banner ali em cima? Às vezes é mesmo muito fácil fazer alguma diferença. 'Bora lá?
(Luís, nada de passar por Madagáscar, por favor. Os pingus de lá são um bocado chalados ...)
Fiquei fã da causa - acho que Portugal deveria ter ratificado o Tratado há bem mais tempo mas por cá gostamos de deixar tudo "para mais tarde" ... neste caso, cinquenta anos depois.
Ora dificilmente Portugal terá tão depressa uma missão científica à Antárctida; o mais provável será irmos "às cavalitas" que é como quem diz, em missão conjunta com os nossos vizinhos do lado e de quem meio mundo pensa que somos uma província.
O Luís vai provar que:
a) Portugal existe mesmo, não é uma província espanhola;
b) Um pinguim português pode sobreviver na Antárctida e até bloggar a partir de lá;
c) Os 'tugas, se quiserem, conseguem muita coisa quando se unem.
Fica então aqui o meu apelo: Dirijam-se a Rumo à Antárctida, leiam o que o nosso Pingu explica e votem. Não pagam nada, só têm que se registar. Votem, vá lá.
Bolas, podemos mostrar que a comunidade bloguística portuguesa consegue fazer mais do que usar um banner a declarar que "este blog diz piaçaba"!
Pois este blog até podia dizer Piaçaba mas escolheu em vez disso apoiar o Luís.
Estão a ver o novo banner ali em cima? Às vezes é mesmo muito fácil fazer alguma diferença. 'Bora lá?
(Luís, nada de passar por Madagáscar, por favor. Os pingus de lá são um bocado chalados ...)
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Do Coração
Há pessoas com o coração emparedado; outras com ele empedrado.
Há ainda os que o têm em permanente sobressalto, descompassado como um (mau) acrobata. Há também os que criam borboletas lá dentro, que vivem cada paixão (sempre novas, sempre curtas) como se fosse a primeira, só para sentir as tais borboletas a esvoaçar.
E há os que o têm bem quente - uns em chamas, outros em brasa.
Nem sempre esta brasa é visível, aparecendo aos olhos dos outros como cavacos arrefecidos pela vida. Mas só os seus donos e aqueles com quem partilham o seu calor sabem a que ponto arde um coração assim, a que ponto pode fazer derreter os outros.
Muitos dos que têm o coração a elevadas temperaturas criam vasos comunicantes desse órgão abrasador até aos dedos.
Escrevem.
As suas palavras não são cerebrais, são sentidas.
E só elas deixam transparecer o calor que lhes deu origem - como faúlhas lançadas através dos dedos e guiadas através de uma caneta ou um teclado.
Ainda que escrevam em prosa, a esses chamamos Poetas.
Há ainda os que o têm em permanente sobressalto, descompassado como um (mau) acrobata. Há também os que criam borboletas lá dentro, que vivem cada paixão (sempre novas, sempre curtas) como se fosse a primeira, só para sentir as tais borboletas a esvoaçar.
E há os que o têm bem quente - uns em chamas, outros em brasa.
Nem sempre esta brasa é visível, aparecendo aos olhos dos outros como cavacos arrefecidos pela vida. Mas só os seus donos e aqueles com quem partilham o seu calor sabem a que ponto arde um coração assim, a que ponto pode fazer derreter os outros.
Muitos dos que têm o coração a elevadas temperaturas criam vasos comunicantes desse órgão abrasador até aos dedos.
Escrevem.
As suas palavras não são cerebrais, são sentidas.
E só elas deixam transparecer o calor que lhes deu origem - como faúlhas lançadas através dos dedos e guiadas através de uma caneta ou um teclado.
Ainda que escrevam em prosa, a esses chamamos Poetas.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Frenesim fixe
Ando a descobrir novos sons.
O grupo tem tido uma outra música a passar na rádio. Mas esta senhora é dona de uma voz espectacular que acompanha com o piano.
Deixo-vos com uma melodia calma para corações com dói-dói:
Como disse à Princesa, vou aprender Engenharia Emocional para fazer pontes de coragem sobre os rios do medo com que me deparo.
O grupo tem tido uma outra música a passar na rádio. Mas esta senhora é dona de uma voz espectacular que acompanha com o piano.
Deixo-vos com uma melodia calma para corações com dói-dói:
Como disse à Princesa, vou aprender Engenharia Emocional para fazer pontes de coragem sobre os rios do medo com que me deparo.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
(...suspiro) Ai ai
O "MEU" filme eleito. Uma música linda, linda.
O resultado?
Epá, não me batam, ok?
Eu adoro este filme e o conceito por trás da história.
É a cair para o lamechas? I don't care!!!
Gosto da ideia de um mundo de possibilidades que se conjugam num imenso caleidoscópio para nos dar a hipótese no momento certo e altura certa. E ainda mais da ideia da segunda chance sem interessar o porquê de não se ter aproveitado a primeira.
Não fiquem por causa disto a achar que sou alguma Rapunzel sentada à janela da sua torre à espera do brave sir knight prometido. Eu cá sou mesmo uma Brites a desancar invasores com a pá do forno. Ou, se quiserem entrar no reino da fantasia, Éowyn de espada-e-escudo por aquilo em que acredita.
(Mas se calhar sou assim porque já conheci muitos, muitos sapos que nunca teriam hipótese de ser príncipes de coisa nenhuma ...)
Hoje só quis mesmo lembrar-vos este filme e dar-vos a conhecer esta canção. A mais bonita que já ouvi nos últimos tempos - e como não é assim tão recente não anda a passar na rádio a torto e a direito até enjoar (embora não me lembre de a ter ouvido quando foi lançada em 2004).
[E se não gostarem, batatas! Eu gosto e mai nada!!!]
O resultado?
Epá, não me batam, ok?
Eu adoro este filme e o conceito por trás da história.
É a cair para o lamechas? I don't care!!!
Gosto da ideia de um mundo de possibilidades que se conjugam num imenso caleidoscópio para nos dar a hipótese no momento certo e altura certa. E ainda mais da ideia da segunda chance sem interessar o porquê de não se ter aproveitado a primeira.
Não fiquem por causa disto a achar que sou alguma Rapunzel sentada à janela da sua torre à espera do brave sir knight prometido. Eu cá sou mesmo uma Brites a desancar invasores com a pá do forno. Ou, se quiserem entrar no reino da fantasia, Éowyn de espada-e-escudo por aquilo em que acredita.
(Mas se calhar sou assim porque já conheci muitos, muitos sapos que nunca teriam hipótese de ser príncipes de coisa nenhuma ...)
Hoje só quis mesmo lembrar-vos este filme e dar-vos a conhecer esta canção. A mais bonita que já ouvi nos últimos tempos - e como não é assim tão recente não anda a passar na rádio a torto e a direito até enjoar (embora não me lembre de a ter ouvido quando foi lançada em 2004).
[E se não gostarem, batatas! Eu gosto e mai nada!!!]
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Ciclos
Fala-se muito em ciclos. Em periodização. No retorno das modas, das crises, na repetição da História.
Ciclos, cí(r)c(u)los.
Acho que se "insiste" demasiado na figura do ciclo vicioso. A vida não tem que ser necessariamente uma repetição de coisas más ou desagradáveis, de cair nos mesmos erros e asneiras.
De cada vez que fazemos cara feia a quem no-la faz também, entramos nesse ciclo. De cada vez que respondemos com um gesto obsceno a um insulto, entramos nesse ciclo. De cada vez que buzinamos e insultamos quem se mete à má-fila à nossa frente num trânsito pára-arranca, entramos nesse ciclo.
Ok. Eu sei que sabe bem na altura. Que nos alivia a irritação. Mas é só por um bocadinho, porque vamos levar um pedaço dessa irritação o resto do dia connosco. E transmiti-la a outras pessoas que nada tiveram a ver.
Pensem comigo:
- quem vos fez cara feia, não poderia estar com dor de dentes?
- quem atirou com um insulto, será que estava mesmo a falar convosco ou que sabia sequer o que estava a dizer? (pensem em "síndrome de Tourette" e na cena do Mr. Bean nos EUA, acenando o dedo médio orgulhosamente erguido aos passantes, convencido de que era um simpático aceno "muito americano")
- quem se atravessou à vossa frente no trânsito, será que foi mesmo à má-fila ou apenas porque não vê/ouve muito bem? (eu sei que isso são excelentes razões para se deixar o carro em casa! mas pronto)
O que vos convido a fazer é algo que tenho tentado (nem sempre com sucesso) pôr em prática de há uns tempos para cá e que toda a gente gosta quando vai às compras: dar um desconto. Contar até 10, 20 ou 30 e depois ver se vale a pena uma reacção irritada. Mais de metade das vezes, não vale mesmo.
Dar um desconto aos outros permite-nos interromper um ciclo vicioso e iniciar um ciclo virtuoso. A boa disposição, tal como a má, tende a espalhar-se.
Chego ao trabalho mais calma e às vezes a rir porque opto pelo sarcasmo em vez do insulto no caso do trânsito ("ei, este deve pertencer ao circo porque esta manobra foi uma grande palhaçada!");
às pessoas que se metem na frente na fila da caixa do hipermercado, um "o sr. não deve ter reparado mas a fila acaba ali atrás..." dá ao infractor/latoso uma hipótese airosa de se safar sem ficar com as orelhas a arder;
às pessoas com quem me cruzo na passadeira e respondo a uma carranca com um sorriso, das duas uma, ou sorriem também ou vão o resto do caminho a pensar se terão a cara suja, a barba mal feita ou o rímel esborratado. Either way, I win.
Admito, há alturas em que verifico que quem se atravessou à minha frente numa rotunda a falar ia a falar ao telemóvel ou simplesmente achou que por ter um carro maior/melhor do que o meu tinha mais direito de passar. Se mesmo depois de dar o tal desconto ainda acho que se portaram como umas bestas ... mando-os brincar com um cone de sinalização.

E o sorriso que me nasce na cara depois de uma frase dessas é, normalmente, contagioso.
Ciclos, cí(r)c(u)los.
Acho que se "insiste" demasiado na figura do ciclo vicioso. A vida não tem que ser necessariamente uma repetição de coisas más ou desagradáveis, de cair nos mesmos erros e asneiras.
De cada vez que fazemos cara feia a quem no-la faz também, entramos nesse ciclo. De cada vez que respondemos com um gesto obsceno a um insulto, entramos nesse ciclo. De cada vez que buzinamos e insultamos quem se mete à má-fila à nossa frente num trânsito pára-arranca, entramos nesse ciclo.
Ok. Eu sei que sabe bem na altura. Que nos alivia a irritação. Mas é só por um bocadinho, porque vamos levar um pedaço dessa irritação o resto do dia connosco. E transmiti-la a outras pessoas que nada tiveram a ver.
Pensem comigo:
- quem vos fez cara feia, não poderia estar com dor de dentes?
- quem atirou com um insulto, será que estava mesmo a falar convosco ou que sabia sequer o que estava a dizer? (pensem em "síndrome de Tourette" e na cena do Mr. Bean nos EUA, acenando o dedo médio orgulhosamente erguido aos passantes, convencido de que era um simpático aceno "muito americano")
- quem se atravessou à vossa frente no trânsito, será que foi mesmo à má-fila ou apenas porque não vê/ouve muito bem? (eu sei que isso são excelentes razões para se deixar o carro em casa! mas pronto)
O que vos convido a fazer é algo que tenho tentado (nem sempre com sucesso) pôr em prática de há uns tempos para cá e que toda a gente gosta quando vai às compras: dar um desconto. Contar até 10, 20 ou 30 e depois ver se vale a pena uma reacção irritada. Mais de metade das vezes, não vale mesmo.
Dar um desconto aos outros permite-nos interromper um ciclo vicioso e iniciar um ciclo virtuoso. A boa disposição, tal como a má, tende a espalhar-se.
Chego ao trabalho mais calma e às vezes a rir porque opto pelo sarcasmo em vez do insulto no caso do trânsito ("ei, este deve pertencer ao circo porque esta manobra foi uma grande palhaçada!");
às pessoas que se metem na frente na fila da caixa do hipermercado, um "o sr. não deve ter reparado mas a fila acaba ali atrás..." dá ao infractor/latoso uma hipótese airosa de se safar sem ficar com as orelhas a arder;
às pessoas com quem me cruzo na passadeira e respondo a uma carranca com um sorriso, das duas uma, ou sorriem também ou vão o resto do caminho a pensar se terão a cara suja, a barba mal feita ou o rímel esborratado. Either way, I win.
Admito, há alturas em que verifico que quem se atravessou à minha frente numa rotunda a falar ia a falar ao telemóvel ou simplesmente achou que por ter um carro maior/melhor do que o meu tinha mais direito de passar. Se mesmo depois de dar o tal desconto ainda acho que se portaram como umas bestas ... mando-os brincar com um cone de sinalização.

E o sorriso que me nasce na cara depois de uma frase dessas é, normalmente, contagioso.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Yes I am!
Não consigo fazer parar a vida, o mais perto disso é algum pequeno abrandamento - infelizmente quase sempre seguido de alguma aceleração brutal.
Portanto, tenho mesmo é que levantar a cabeça, olhar para o espelho bem de frente e dizer:
YES, I AM!
Wonderful (Radio Edit) - Gary Go
Com a cabeça a direito consigo olhar mais longe - talvez descubra como sair do carrocel ...
Portanto, tenho mesmo é que levantar a cabeça, olhar para o espelho bem de frente e dizer:
YES, I AM!
Wonderful (Radio Edit) - Gary Go
Com a cabeça a direito consigo olhar mais longe - talvez descubra como sair do carrocel ...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Stop!
Às vezes a vida corre demasiado depressa, como um carrocel estragado rodando constantemente. Incessantemente. De vez em quando abranda, outras vezes acelera de forma descontrolada. Bem podemos desejar que se imobilize mas não é assim que as coisas se passam.
Ou então sou eu que não consigo acompanhar-lhe o passo, a pedalada, a corrida.
Epá ... não há um sinal de alarme? Um cordão qualquer?
Quero puxá-lo, accionar a sirene e mandar parar a vida por um momento, como se fosse um comboio. Para ter tempo de olhar em volta e pensar bem no que vou fazer a seguir em vez de apenas reagir ao que me vai surgindo pela frente.
Estou cansada. Preciso de uma pausa ...
Ou então sou eu que não consigo acompanhar-lhe o passo, a pedalada, a corrida.
Epá ... não há um sinal de alarme? Um cordão qualquer?
Quero puxá-lo, accionar a sirene e mandar parar a vida por um momento, como se fosse um comboio. Para ter tempo de olhar em volta e pensar bem no que vou fazer a seguir em vez de apenas reagir ao que me vai surgindo pela frente.
Estou cansada. Preciso de uma pausa ...
terça-feira, 9 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
domingo, 7 de junho de 2009
Olhar(es)
Mais uma cover - das que correu bem.
Lindo ...
In Your Eyes - Darren Hayes
In your eyes, the light, the heat
I am complete
I see the doorway to a thousand churches
the resolution through all my the fruitless searches
Oh I see the light I see the heat
Oh, I want to be that complete
I want to touch the light, the heat, I see in your eyes
Lindo ...
In your eyes, the light, the heat
I am complete
I see the doorway to a thousand churches
the resolution through all my the fruitless searches
Oh I see the light I see the heat
Oh, I want to be that complete
I want to touch the light, the heat, I see in your eyes
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Lost
Where were you
When everything was falling apart?
All my days
Were spent by the telephone
It never rang
And all I needed was a call
It never came
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Subir a colina
A correr.
É assim que algumas covers parecem ser feitas. Saem estranhas, desrespeitam o original de tal forma que o deturpam.
Depois há as outras. Conseguem ficar imbuídas de mais sentimento do que o original e esse é que fica quase a parecer uma imitação.
Esta cover em particular ficou-me no goto desde a altura em que via a série The O.C. - ri-me quando alguém que até aprecia bastante os Placebo me disse que não conhecia esta versão.
[ Não conhecias mas gostaste ... é o que interessa. Vês como até podes aprender alguma coisa comigo? ;) ]
É assim que algumas covers parecem ser feitas. Saem estranhas, desrespeitam o original de tal forma que o deturpam.
Depois há as outras. Conseguem ficar imbuídas de mais sentimento do que o original e esse é que fica quase a parecer uma imitação.
Esta cover em particular ficou-me no goto desde a altura em que via a série The O.C. - ri-me quando alguém que até aprecia bastante os Placebo me disse que não conhecia esta versão.
[ Não conhecias mas gostaste ... é o que interessa. Vês como até podes aprender alguma coisa comigo? ;) ]
segunda-feira, 25 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
quarta-feira, 13 de maio de 2009
French connection
Os franceses invadiram-nos.

Há 200 anos atrás. Mas no fim de semana passado foram feitas reconstituições históricas das invasões francesas na cidade do Porto. Estes que eu apanhei em frente a um conhecidíssimo café da Invicta devem ter perdido as espadas a jogar às cartas e andavam a tentar negociar os balões ...
O mais giro é que, aqueles que ouvi, de franceses não tinham nada - eram espanhóis!
De espanhóis, já não chegava a invasão dos produtos às lojas nacionais e a dos turistas na altura da Páscoa. Agora chegam disfarçados de soldados franceses do século XIX!
Há 200 anos atrás. Mas no fim de semana passado foram feitas reconstituições históricas das invasões francesas na cidade do Porto. Estes que eu apanhei em frente a um conhecidíssimo café da Invicta devem ter perdido as espadas a jogar às cartas e andavam a tentar negociar os balões ...
O mais giro é que, aqueles que ouvi, de franceses não tinham nada - eram espanhóis!
De espanhóis, já não chegava a invasão dos produtos às lojas nacionais e a dos turistas na altura da Páscoa. Agora chegam disfarçados de soldados franceses do século XIX!
quarta-feira, 6 de maio de 2009
(a)normal
Já me disseram algumas vezes que sou complicada. Ou esquisita. Ou coisas piores que não vou transcrever aqui (o blog é meu, só se fosse parva é que as transcrevia ... esperem, parva foi uma das coisas que me chamaram).
Bom, em suma, já ouvi mais do que uma vez - dirigida a mim - a frase "Tu não és normal!".
Sabem que mais?
"Normal is nothing more than a cycle on a washing machine."
(Whoopi Goldberg, citada pela Saki aqui )
Bom, em suma, já ouvi mais do que uma vez - dirigida a mim - a frase "Tu não és normal!".
Sabem que mais?
"Normal is nothing more than a cycle on a washing machine."
(Whoopi Goldberg, citada pela Saki aqui )
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Mudanças
É verdade. Foi tão de fininho que a maioria do pessoal que passa por aqui se calhar não se apercebeu.
Este cantinho mudou de nome. De Pensamentos Soltos para Post-It's Soltos.
Porque nem tudo o que me passa pela cabeça pode ser trazido a público (ia dar sarilho!) ou merece ser transcrito aqui (há dias de baboseiras, o que querem?). E cheguei à conclusão de que, tal como os recados em muitos escritórios, este blog se tornou uma colecção de post-it's dos meus pensamentos e estados de alma. Procurando encontram toneladas (bom, talvez não toneladas mas umas palettes ... pronto, pázadas valentes) de coisas tão divergentes como o tango ou contos de ficção científica, acidentes ou uma ode à doçura, haikus ou serendipity. Muita música, muitas coisas que me foram passando pela moleirinha, muitos momentos partilhados com quem me lê e coisas que fui ler noutros lados.
Por aí. Soltos como post-it's.
Este cantinho mudou de nome. De Pensamentos Soltos para Post-It's Soltos.
Porque nem tudo o que me passa pela cabeça pode ser trazido a público (ia dar sarilho!) ou merece ser transcrito aqui (há dias de baboseiras, o que querem?). E cheguei à conclusão de que, tal como os recados em muitos escritórios, este blog se tornou uma colecção de post-it's dos meus pensamentos e estados de alma. Procurando encontram toneladas (bom, talvez não toneladas mas umas palettes ... pronto, pázadas valentes) de coisas tão divergentes como o tango ou contos de ficção científica, acidentes ou uma ode à doçura, haikus ou serendipity. Muita música, muitas coisas que me foram passando pela moleirinha, muitos momentos partilhados com quem me lê e coisas que fui ler noutros lados.
Por aí. Soltos como post-it's.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Com manias
Andava a "dever" uma resposta a um desafio há mais de uma semana. Como é uma sis muito querida, a Mag não insistiu comigo nem pressionou. Sabe que há coisas que prefiro fazer com tempo para sair bem. E não é pelo selito, é mesmo para que quem me lê saiba algo mais sobre mim.
Portanto aqui fica a minha lista de 5 manias/obsessões/apegos:
1) Música - sou incapaz de estar completamente em silêncio; já quando estudava absorvia melhor a matéria com música de fundo e agora quando conduzo vou invariavelmente a cantar o que estiver a passar no rádio ou CD (pobres dos penduras se eu aderisse ao carpooling).
2) Morangos - adoro morangos, maduros e docinhos. A parteira disse-me que a culpa do tamanho do meu filho (e da trabalheira que deu a nascer!) foi dos quilos de morangos que devorei no último mês de gravidez. Se estiver a lavar/arranjar morangos, é garantido que parte deles vai directamente para a boca e não para a caixa.
3) Sudoku - comecei a jogar para manter alguma agilidade mental. Tornou-se um vício. Peguei-o a mais gente. Need I say more?
4) Livros - Lê-los, relê-los, comprá-los, oferecê-los. Falta escrevê-los porque as editoras (a grande maioria, pelo menos) continuam a querer que autores desconhecidos paguem do seu bolso para serem publicados.
5) Ovomaltine - de preferência em tablette. Mas em pó também serve, se tiver uma colher à mão. E não preciso de leite a acompanhar.
Pronto. Agora quem quiser que acompanhe o desafio/brincadeira.
Portanto aqui fica a minha lista de 5 manias/obsessões/apegos:
1) Música - sou incapaz de estar completamente em silêncio; já quando estudava absorvia melhor a matéria com música de fundo e agora quando conduzo vou invariavelmente a cantar o que estiver a passar no rádio ou CD (pobres dos penduras se eu aderisse ao carpooling).
2) Morangos - adoro morangos, maduros e docinhos. A parteira disse-me que a culpa do tamanho do meu filho (e da trabalheira que deu a nascer!) foi dos quilos de morangos que devorei no último mês de gravidez. Se estiver a lavar/arranjar morangos, é garantido que parte deles vai directamente para a boca e não para a caixa.
3) Sudoku - comecei a jogar para manter alguma agilidade mental. Tornou-se um vício. Peguei-o a mais gente. Need I say more?
4) Livros - Lê-los, relê-los, comprá-los, oferecê-los. Falta escrevê-los porque as editoras (a grande maioria, pelo menos) continuam a querer que autores desconhecidos paguem do seu bolso para serem publicados.
5) Ovomaltine - de preferência em tablette. Mas em pó também serve, se tiver uma colher à mão. E não preciso de leite a acompanhar.
Pronto. Agora quem quiser que acompanhe o desafio/brincadeira.
Sem medo
"L’amore perfetto esclude la paura. Dove c’è amore non ci sono pretese, aspettative, dipendenza. Io non esigo che voi mi facciate felice; la mia felicità non alberga in voi. Se mi doveste lasciare, non mi sentirei dispiaciuto per me stesso; godo immensamente della vostra compagnia, ma non mio abbarbico a voi.
Godo della vostra compagnia sulla base del non-abbarbicamento.
Non siete voi, ciò di cui godo; è qualcosa di più grande di voi e di me."
Anthony de Mello - "Messaggio per un'aquila che si crede un pollo"
Bonito, não é?
Godo della vostra compagnia sulla base del non-abbarbicamento.
Non siete voi, ciò di cui godo; è qualcosa di più grande di voi e di me."
Anthony de Mello - "Messaggio per un'aquila che si crede un pollo"
Bonito, não é?
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Haiku do dia
Céu azul de Outono
folhas voam pelo ar
depressa se vão
...
Agora algo especial: a Lita adora multiplicar e distribuir os troféus todos que recebe pelos seus leitores habituais. À conta dela eu teria mais selos no blog do que posts ... mas como acho que não os mereço deixo-os lá sossegados no seu cantinho.
Ainda assim, os primeiros que recebi foram dela - como tal tem direito a prendinha também ;)
À luz do luar
Pequenos Pormenores
captam nosso olhar
folhas voam pelo ar
depressa se vão
...
Agora algo especial: a Lita adora multiplicar e distribuir os troféus todos que recebe pelos seus leitores habituais. À conta dela eu teria mais selos no blog do que posts ... mas como acho que não os mereço deixo-os lá sossegados no seu cantinho.
Ainda assim, os primeiros que recebi foram dela - como tal tem direito a prendinha também ;)
À luz do luar
Pequenos Pormenores
captam nosso olhar
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Desafio (atrasado mas pronto)
A Meia Laranja tinha-me deixado um desafiozito no seu blog, mas só agora pude aceitá-lo - em termos de trabalho tenho andado mesmo atulhada.
Desta vez o desafio é o seguinte:
1) Agarrar o livro mais próximo;
2) Abrir na página 161;
3) Procurar a 5ª frase completa;
4) Colocar a frase no blog;
5) Indicar 5 pessoas para continuar a tarefa;
Bom. Dado que estou no escritório ... não é fácil. Ou melhor, a dificuldade não é encontrar um livro. O resultado é que é risível ... querem ver?
"Quando se recebe o montante das obrigações emitidas, por débito da conta 11 - Caixa ou da 12 - Depósitos à Ordem."
É que... o livro mais à mão é o POC Explicado...
Agora passo a rasteira, ai perdão, o desafio a:
Laranja no Preto
Pequenos Pormenores
Cisne Negro
Sayuri
Um mundo de sonhos
Desta vez o desafio é o seguinte:
1) Agarrar o livro mais próximo;
2) Abrir na página 161;
3) Procurar a 5ª frase completa;
4) Colocar a frase no blog;
5) Indicar 5 pessoas para continuar a tarefa;
Bom. Dado que estou no escritório ... não é fácil. Ou melhor, a dificuldade não é encontrar um livro. O resultado é que é risível ... querem ver?
"Quando se recebe o montante das obrigações emitidas, por débito da conta 11 - Caixa ou da 12 - Depósitos à Ordem."
É que... o livro mais à mão é o POC Explicado...
Agora passo a rasteira, ai perdão, o desafio a:
Laranja no Preto
Pequenos Pormenores
Cisne Negro
Sayuri
Um mundo de sonhos
Haiku's dedicados
Não tenho o jeito dela para trabalhar com imagens e fazer selitos espectaculares - eu gosto mesmo é de papel e lápis (carvão, pastel, etc) e/ou tela e tintas. Quando eu tiver uma pequena mesa gráfica vou andar entretidíssima ;)
Mas agora que descobri que é giro fazer Haiku, posso retribuir com um presente personalizado o espectacular selo que ela me ofereceu.
Meia Laranja, this is for you:
Fruto dividido
Meia laranja em busca
da outra metade
Espero que gostes :)
E para a minha sis, a alma-irmã que sem nos termos alguma vez visto tanto partilha do meu caminho, que entende sem palavras e ouvindo o que não digo lê o que não escrevo ... para ti, com muito carinho:
Mag, irmã d'alma
segue acreditando
na estrela que és
Mas agora que descobri que é giro fazer Haiku, posso retribuir com um presente personalizado o espectacular selo que ela me ofereceu.
Meia Laranja, this is for you:
Fruto dividido
Meia laranja em busca
da outra metade
Espero que gostes :)
E para a minha sis, a alma-irmã que sem nos termos alguma vez visto tanto partilha do meu caminho, que entende sem palavras e ouvindo o que não digo lê o que não escrevo ... para ti, com muito carinho:
Mag, irmã d'alma
segue acreditando
na estrela que és
terça-feira, 31 de março de 2009
Haiku
Sempre me encantou esta forma de poesia japonesa.
Na forma ocidentalizada, consiste numa única estrofe de 3 linhas, estruturada numa divisão de 5/7/5 sílabas (no original, morae).
E consegue-se dizer por vezes algo tão intenso só nesse bocadinho ...
Hoje tentei, pegando num dos meus pensamentos soltos e encaixando-o na estrutura.
E até nem desgostei do resultado ;)
Pálpebras descem
como estores cobrindo
janelas da alma
Acho que vou fazer mais disto.
Na forma ocidentalizada, consiste numa única estrofe de 3 linhas, estruturada numa divisão de 5/7/5 sílabas (no original, morae).
E consegue-se dizer por vezes algo tão intenso só nesse bocadinho ...
Hoje tentei, pegando num dos meus pensamentos soltos e encaixando-o na estrutura.
E até nem desgostei do resultado ;)
Pálpebras descem
como estores cobrindo
janelas da alma
Acho que vou fazer mais disto.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Estampilha
Epá ... estou comovida, estou babada, tenho um sorriso de orelha a orelha.
Isto porque a Metade da Laranja resolveu dar-me esta bela prendinha, a tempo da "comemoração" do meu centésimo post. Com isto, fica dedicado a ela o início da segunda centena ...

Uma amazona com um olhar destemido sobre o futuro e a garra de um Falcão.
Laranjita, és uma querida ... vou limpar as prateleiras para o colocar no lugar de honra :) E em vez de comemorar ... vamos mas é bebemorar!
Isto porque a Metade da Laranja resolveu dar-me esta bela prendinha, a tempo da "comemoração" do meu centésimo post. Com isto, fica dedicado a ela o início da segunda centena ...

Uma amazona com um olhar destemido sobre o futuro e a garra de um Falcão.
Laranjita, és uma querida ... vou limpar as prateleiras para o colocar no lugar de honra :) E em vez de comemorar ... vamos mas é bebemorar!
100
Há blogs que celebram o seu centésimo post em muito menos tempo do que eu. Mas isso é porque os seus donos têm muito para dizer, para partilhar.
Eu, por vezes, fecho-me na minha concha ou parto para alturas incertas - porque há momentos em que a solidão é a melhor companheira.
Volto sempre, porque a companhia dos que nos são queridos é um bálsamo e o calor da sua estima cura-me as mágoas, enxuga as lágrimas e apaga os sorrisos tristes.
Ao longo destes anos, destes 100 posts, conheci algumas pessoas a quem me orgulho de ter como amigos. Pessoas especiais que aceitam a minha forma de ser, reconhecem a minha necessidade de me afastar de vez em quando. Pessoas com quem partilhei pedacinhos de uns e outros traduzidos em palavras - alegrias e desilusões, tristezas e risos, músicas e sítios especiais. Pessoas cujos recantos virtuais visito com frequência porque as alegrias partilhadas são multiplicadas e as dores partilhadas são divididas.
Hoje, porque tenciono rever um filme que encontrei há pouco tempo em DVD, divido com todos os visitantes - amigos, conhecidos ou desconhecidos - um poema que David Jewell escreveu para esse filme (Before Sunrise).
Delusion Angel
daydream delusion
limousine eyelash
oh baby with your pretty face
drop a tear in my wine glass
look at those big eyes on your face
see what you mean to me
sweet cakes and milk shakes
i'm a delusion angel
i'm a fantasy parade
want you to know what i think
don't want you to guess anymore
you have no idea where i came from
we have no idea where we're going
lodged in life like branches in a river
flowing downstream
caught in the current
i'll carry you you carry me
that's how it could be
don't you know me
don't you know me by now.
Obrigado a todos os que fizeram parte desta caminhada até agora.
Venham mais 100.
Eu, por vezes, fecho-me na minha concha ou parto para alturas incertas - porque há momentos em que a solidão é a melhor companheira.
Volto sempre, porque a companhia dos que nos são queridos é um bálsamo e o calor da sua estima cura-me as mágoas, enxuga as lágrimas e apaga os sorrisos tristes.
Ao longo destes anos, destes 100 posts, conheci algumas pessoas a quem me orgulho de ter como amigos. Pessoas especiais que aceitam a minha forma de ser, reconhecem a minha necessidade de me afastar de vez em quando. Pessoas com quem partilhei pedacinhos de uns e outros traduzidos em palavras - alegrias e desilusões, tristezas e risos, músicas e sítios especiais. Pessoas cujos recantos virtuais visito com frequência porque as alegrias partilhadas são multiplicadas e as dores partilhadas são divididas.
Hoje, porque tenciono rever um filme que encontrei há pouco tempo em DVD, divido com todos os visitantes - amigos, conhecidos ou desconhecidos - um poema que David Jewell escreveu para esse filme (Before Sunrise).
Delusion Angel
daydream delusion
limousine eyelash
oh baby with your pretty face
drop a tear in my wine glass
look at those big eyes on your face
see what you mean to me
sweet cakes and milk shakes
i'm a delusion angel
i'm a fantasy parade
want you to know what i think
don't want you to guess anymore
you have no idea where i came from
we have no idea where we're going
lodged in life like branches in a river
flowing downstream
caught in the current
i'll carry you you carry me
that's how it could be
don't you know me
don't you know me by now.
Obrigado a todos os que fizeram parte desta caminhada até agora.
Venham mais 100.
terça-feira, 10 de março de 2009
As asas do Amor
Este post nasceu de uma conversa que venho tendo com a minha siss de há algum tempo para cá. Como reconhecer o Amor? Bom - para isso primeiro temos que identificar o que é para que o possamos reconhecer ...
Então afinal o que é o Amor? Tanta gente discute sobre isso e cada um acaba por tirar as suas conclusões pessoais. Ou nenhumas, ficando na dúvida. Aqui ficam as minhas.
O Amor traz uma grande vontade e capacidade de entrega. E numa relação a entrega é mútua. Só que por vezes essa entrega não é bem Amor - é Paixão.
Muitas vezes agimos com base em impulsos, avançamos para relações porque estamos apaixonados e a outra pessoa nos faz sentir bem - apenas para descobrir mais tarde que o Amor não é apenas isso.
Quando se tem que fazer demasiadas concessões para que uma relação resulte, não é Amor. É compromisso, é entrega, é vontade de fazer com que funcione. Mas não Amor.
É claro que há concessões e concessões! Uma coisa é mudarmos de hábitos - outra é mudarmos o que somos. E se o fazemos apenas para agradar à outra pessoa e não por nós próprios isso acaba por voltar ao cimo mais tarde ou mais cedo, a menos que à força de fazer tanta concessão e mudar tanta coisa um dos dois se torne um capacho do outro. E uma relação dessas pode ser funcional, podem ambos sentir-se bem assim preenchendo as necessidades um do outro. Mas não venham dizer-me que isso é Amor!
Para mim, o Amor tem que ter uma grande base de respeito aliada à tal adaptabilidade que nos permite fazer a concessão de alterar hábitos. Se numa relação um quer mudar características do outro, não ama essa pessoa per se mas sim um ideal ao qual quer que o outro se molde. E aí, ou o outro se deixa moldar, perdendo com isso a sua individualidade, ou acabam por chegar à conclusão que não existe, de facto, Amor. Isto tanto pode demorar semanas como anos. Mas mais tarde ou mais cedo as dúvidas surgem e as relações são abaladas.
Outro ingrediente importante é a Amizade. Todos nós temos conhecidos, amigos com letra pequena e Amigos com letra grande. Quando um Amigo está em baixo apoiamo-lo e sabemos que fará o mesmo quando precisarmos; se tiver uma atitude errada fazemos-lho notar (em privado) embora o possamos apoiar publicamente - ou pelo menos tomar uma atitude neutra. Falar de algo que achamos que está errado também é ser Amigo. A questão aqui é esta: gostamos dos Amigos como são, não como gostaríamos que fossem. Não tentamos mudar um Amigo, aceitamos melhor ou pior as suas idiossincrasias e eles as nossas. Porque haveríamos então de tentar mudar a pessoa com quem mantemos uma relação amorosa? Um Amigo vale mais do que um parceiro?
Para mim não - um parceiro deve, isso sim, ser um Amigo. Alguém a quem confiamos os nossos segredos, a nossa vida se for o caso, cujo espaço respeitamos sabendo que o nosso será respeitado porque o Amigo também nos aceita como somos e não nos tenta mudar a todo o custo.
O Amor pode acabar. Mas se da essência de uma relação fizerem parte o respeito e a amizade não se acumulam amarguras. Desapontamento, talvez. Pena. Tristeza. Mas não amargura porque a alegria e carinho dos momentos que se partilharam é grande. Cabe aí aos dois elementos serem suficientemente grandes para deixar o outro viver a sua vida, reconhecer que o espaço de cada um já não se sobrepõe. Deixar voar em liberdade porque queremos que o outro seja feliz. Sem amarras.
O Amor dá asas, faz-nos voar. Uma relação de verdadeiro Amor é um voo partilhado à descoberta de nós próprios e do mundo que nos rodeia, em que cada um pode estender livremente as suas asas ao máximo. Em conjunto.
Agora com licença, vou ali dar uma voltinha pelo céu ;)
Então afinal o que é o Amor? Tanta gente discute sobre isso e cada um acaba por tirar as suas conclusões pessoais. Ou nenhumas, ficando na dúvida. Aqui ficam as minhas.
O Amor traz uma grande vontade e capacidade de entrega. E numa relação a entrega é mútua. Só que por vezes essa entrega não é bem Amor - é Paixão.
Muitas vezes agimos com base em impulsos, avançamos para relações porque estamos apaixonados e a outra pessoa nos faz sentir bem - apenas para descobrir mais tarde que o Amor não é apenas isso.
Quando se tem que fazer demasiadas concessões para que uma relação resulte, não é Amor. É compromisso, é entrega, é vontade de fazer com que funcione. Mas não Amor.
É claro que há concessões e concessões! Uma coisa é mudarmos de hábitos - outra é mudarmos o que somos. E se o fazemos apenas para agradar à outra pessoa e não por nós próprios isso acaba por voltar ao cimo mais tarde ou mais cedo, a menos que à força de fazer tanta concessão e mudar tanta coisa um dos dois se torne um capacho do outro. E uma relação dessas pode ser funcional, podem ambos sentir-se bem assim preenchendo as necessidades um do outro. Mas não venham dizer-me que isso é Amor!
Para mim, o Amor tem que ter uma grande base de respeito aliada à tal adaptabilidade que nos permite fazer a concessão de alterar hábitos. Se numa relação um quer mudar características do outro, não ama essa pessoa per se mas sim um ideal ao qual quer que o outro se molde. E aí, ou o outro se deixa moldar, perdendo com isso a sua individualidade, ou acabam por chegar à conclusão que não existe, de facto, Amor. Isto tanto pode demorar semanas como anos. Mas mais tarde ou mais cedo as dúvidas surgem e as relações são abaladas.
Outro ingrediente importante é a Amizade. Todos nós temos conhecidos, amigos com letra pequena e Amigos com letra grande. Quando um Amigo está em baixo apoiamo-lo e sabemos que fará o mesmo quando precisarmos; se tiver uma atitude errada fazemos-lho notar (em privado) embora o possamos apoiar publicamente - ou pelo menos tomar uma atitude neutra. Falar de algo que achamos que está errado também é ser Amigo. A questão aqui é esta: gostamos dos Amigos como são, não como gostaríamos que fossem. Não tentamos mudar um Amigo, aceitamos melhor ou pior as suas idiossincrasias e eles as nossas. Porque haveríamos então de tentar mudar a pessoa com quem mantemos uma relação amorosa? Um Amigo vale mais do que um parceiro?
Para mim não - um parceiro deve, isso sim, ser um Amigo. Alguém a quem confiamos os nossos segredos, a nossa vida se for o caso, cujo espaço respeitamos sabendo que o nosso será respeitado porque o Amigo também nos aceita como somos e não nos tenta mudar a todo o custo.
O Amor pode acabar. Mas se da essência de uma relação fizerem parte o respeito e a amizade não se acumulam amarguras. Desapontamento, talvez. Pena. Tristeza. Mas não amargura porque a alegria e carinho dos momentos que se partilharam é grande. Cabe aí aos dois elementos serem suficientemente grandes para deixar o outro viver a sua vida, reconhecer que o espaço de cada um já não se sobrepõe. Deixar voar em liberdade porque queremos que o outro seja feliz. Sem amarras.
O Amor dá asas, faz-nos voar. Uma relação de verdadeiro Amor é um voo partilhado à descoberta de nós próprios e do mundo que nos rodeia, em que cada um pode estender livremente as suas asas ao máximo. Em conjunto.
Agora com licença, vou ali dar uma voltinha pelo céu ;)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
Dried out
Como uma laranja à qual todo o sumo foi espremido.
Sobram fiapos de polpa - resto de doçura - esses apenas para quem de facto interessa.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Se7en
Ai os desafios ...
A Metade da Laranja lançou-me o desafio dos 7 pecados - isto segundo uma definição específica. Aqui vai ela:
Gula - Comer a toda a hora e/ou além do necessário;
Avareza - Cobiça de bens materiais e/ou dinheiro;
Inveja - Desejar atributos, status, posses e/ou habilidades de outra pessoa;
Ira - É a função dos sentimentos de raiva, rancor e ódio. Por vezes é incontrolável;
Soberba - Falta de humildade, alguém que se acha auto-suficiente;
Luxúria - Apego aos prazeres carnais;
Preguiça - Aversão a qualquer trabalho ou esforço físico.
As regras deste desafio são:
- Revelar a nossa relação com os pecados capitais;
- Nomear 8 blogues para responder ao desafio.
Vamos a isso então:
Gula - Andar sempre a comer, não - sou é incapaz de resistir a uma tablette de Ovomaltine;
Avareza - Pela definição "normal" não me toca, sou um bocado mãos-largas - mas no aspecto da cobiça aí confesso que sim: tenho às vezes um ataque de "aaah, adorava ter aquele carro!";
Inveja - Não sou invejosa; às vezes acho é que daria melhor uso a algumas coisas ou atributos que outras pessoas têm e não questionam;
Ira - Aqui a coisa pia mais fino ... há quem diga que tenho mau feitio porque quando me irrito é a sério, mas também me passa depressa!
Soberba - Já me chamaram arrogante e teimosa; falta de humildade não creio que tenha, sei é exactamente naquilo que sou boa e não gosto de falsas modéstias; auto-suficiente? Num monte de coisas, sou sim senhor;
Luxúria - Ora bolas, mas há alguém que não goste? Deixem-se de tretas ... confesso é ter alturas em que o que quero mesmo é só aninhar-me e receber mimos;
Preguiça - Ao domingo de manhã é "fatal como o destino"!
Quanto ao nomear os outros bloggers ... bom, há pessoal que não liga a isto, e outros já foram nomeados porque isto dos desafios fica a parecer uma teia de aranha ou uma rede de metropolitano. Portanto deixo essa parte em aberto para quem lhe quiser pegar, ok ?
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Persistência
Porque é que há coisas (pessoas, objectos, locais, músicas, momentos ...) que às vezes não nos saem da cabeça ? ... mesmo que se tente com MUITA força ?
Não há um "delete" para a nossa memória ???
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Mais um?
Ainda não arranjei uma prateleira ali ao lado para colocar o anterior e a Lita presenteia-me com mais um:

Essa rapariga adora ser mãos-largas com o que lhe dão! Olha se um dia lhe sai o Euromilhões, hein?
Agora vem a parte "formal" que é como quem diz, explicar o teor do prémio e as regras que se seguem (sai um copy/paste fresquinho):
“Com o Prémio Dardos reconhecem-se os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web.”
(esta parte do "agregar valor à Web" não sei se me inclui mas pronto)
As regras são as seguintes:
1) Exibir a imagem do selo (ó p'ra ele ali em cima);
2) Linkar o blogue através qual você recebeu a indicação (isso já estava!);
3) Escolher 15 outros blogues a quem entregar o Prémio Dardos.
Bom ... ao contrário da Lita, desta vez não vou incluir toda a gente da minha lista ali do lado direito. Primeiro, porque nessa lista além dela estão blogs que receberam o dito selo pela mesma fonte; segundo, porque figuram ali alguns blogs que não passam cartão a este tipo de coisas. Mesmo assim, vou fazer de conta que me esqueci de que eram só 15, ok?
So, the award goes to:
A minha nuvem
Blimunda sete luas
Canto definido
Cisne Negro
Com a luz acesa
Conto de Fuga
Crimes Perfeitos
Devaneios
Dias de um pecador esquecido
Entre mares e planuras
João e Madalena
Metamorfose
O outro lado...
OlhARES
Pontes-eternas
redjan ... ideias & bocados
Sons da alma
Um mundo de sonhos
Vale tudo
A todos, o meu obrigado pelos bocadinhos com que me presenteiam no dia-a-dia.
:)
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Desprevenida
Fui apanhada assim.
A Lita que é daquelas pessoas em cujo cantinho nos sentimos bem, não é de meias medidas: recebe um prémio e arranja maneira de o multiplicar pela malta toda daquela lista que tem lá do lado esquerdo - dos outros cantinhos por onde viaja. Como tem lá a minha morada, este acabou por vir cá parar também:

É um selo catita! Não é azulinho, mas pronto!
E como hoje ando irrequieta mas não sou comichosa, vou fazer assim umas quantas cópias e deixar para a malta da minha lista ali em baixo à direita vir buscar. Porque: se estão na lista é porque gosto de os ler. E se gosto, merecem o selo!
Portanto, levem-no como agradecimento pelas vezes que me fizeram rir, cantarolar ou apenas pensar mais profundamente ...
domingo, 4 de janeiro de 2009
Desafios
Uma estreia.
A Metade da Laranja desafiou-me a fazer uma lista de oito coisas que sonho para mim.
Algumas delas saltaram direitinhas para o papel. Outras tiveram que ser pensadas.
Eis o resultado:
1. Estar sempre presente para os meus filhos
2. Voltar a estudar
3. Editar um livro
4. Voltar a Paris
5. Conhecer NY
6. Perder 10kg
7. Livrar-me de alguns maus hábitos
8. Ter a força, coragem (e alguma sorte) necessárias para levar a cabo os itens anteriores
E já que um desafio, quando aceite, é para cumprir, as regras são estas:
a) Escrever a lista
b) Convidar 8 bloggers a fazer o mesmo
c) Comentar o blog de quem partiu o desafio
d) Comentar os blogs convidados
e) Mencionar as regras
E pronto. Agora está na hora de ir melgar os desafiados ;)
A Metade da Laranja desafiou-me a fazer uma lista de oito coisas que sonho para mim.
Algumas delas saltaram direitinhas para o papel. Outras tiveram que ser pensadas.
Eis o resultado:
1. Estar sempre presente para os meus filhos
2. Voltar a estudar
3. Editar um livro
4. Voltar a Paris
5. Conhecer NY
6. Perder 10kg
7. Livrar-me de alguns maus hábitos
8. Ter a força, coragem (e alguma sorte) necessárias para levar a cabo os itens anteriores
E já que um desafio, quando aceite, é para cumprir, as regras são estas:
a) Escrever a lista
b) Convidar 8 bloggers a fazer o mesmo
Maguetas
Ana GG
Fadinha da Sombra
Canto Definido
MT
MM
Vitor
Ana GG
Fadinha da Sombra
Canto Definido
MT
MM
Vitor
c) Comentar o blog de quem partiu o desafio
d) Comentar os blogs convidados
e) Mencionar as regras
E pronto. Agora está na hora de ir melgar os desafiados ;)
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Balanço
Nesta altura, à beira do fim do ano, muita gente faz um balanço dos últimos trezentos e sessenta e tal dias.
Não posso dizer que o meu 2008 tenha sido mau - podia ter sido melhorzinho, mas podemos dizer o mesmo de quase tudo o que acontece, não é verdade?
Mas questionei-me por mais do que uma vez sobre os acontecimentos em si, se determinadas coisas foram meras coincidências ou se de facto existe um bigger plan que desconheço. Acaso ou necessidade? A resposta escapa-me.
O que sei é que um desses acontecimentos, por si só bastante desagradável, foi no entanto a porta para um outro, bem positivo. Nem é bem como o velho ditado que diz "quando se fecha uma porta abre-se uma janela" - neste caso a janela fechou-se com estrondo e partiu-se toda e quando dei por isso tinha-se aberto o portão ...
Espero que este 2009 prestes a nascer traga, pelo menos, o que 2008 teve de bom mas - obviamente - sem o mau agarrado. E mais umas coisinhas boas também eram bem vindas, claro ... mas nunca podemos escolher à partida o que vai suceder porque isso iria estragar a surpresa toda, não era?
Ficam portanto os meus votos para todos os cibernautas que ao longo dos últimos tempos me têm agraciado com as suas visitas e comentários: que em 2009 as surpresas sejam boas - e que ocorrências menos felizes tenham um pré-aviso decente para nos prepararmos.
A todos, um Bom Ano de 2009
Não posso dizer que o meu 2008 tenha sido mau - podia ter sido melhorzinho, mas podemos dizer o mesmo de quase tudo o que acontece, não é verdade?
Mas questionei-me por mais do que uma vez sobre os acontecimentos em si, se determinadas coisas foram meras coincidências ou se de facto existe um bigger plan que desconheço. Acaso ou necessidade? A resposta escapa-me.
O que sei é que um desses acontecimentos, por si só bastante desagradável, foi no entanto a porta para um outro, bem positivo. Nem é bem como o velho ditado que diz "quando se fecha uma porta abre-se uma janela" - neste caso a janela fechou-se com estrondo e partiu-se toda e quando dei por isso tinha-se aberto o portão ...
Espero que este 2009 prestes a nascer traga, pelo menos, o que 2008 teve de bom mas - obviamente - sem o mau agarrado. E mais umas coisinhas boas também eram bem vindas, claro ... mas nunca podemos escolher à partida o que vai suceder porque isso iria estragar a surpresa toda, não era?
Ficam portanto os meus votos para todos os cibernautas que ao longo dos últimos tempos me têm agraciado com as suas visitas e comentários: que em 2009 as surpresas sejam boas - e que ocorrências menos felizes tenham um pré-aviso decente para nos prepararmos.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Pós Natalices
O dia inteiro com um piso quase só para mim.
Foi dia de arrumar papelada, clips para um lado, papéis para outro, rasgar, agrafar, furar, arquivar.
Separar coisas, ordenar por prioridades, dar seguimento.
Anotações.
Era bom que conseguisse organizar os sentimentos como se organizam os papéis ... livrar-me do que não quero, do que não faz sentido. Do que dói.
E guardar numa gelatina o que se quer preservar.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Duplicidades
Novas tecnologias ...
Vivemos duas vidas.
Uma em que vemos e somos vistos, sorrimos ou não, comemos ou não, caminhamos ou conduzimos pela rua, onde por vezes chove ou não.
Outra em que nos mostramos de forma diferente, em que não somos vistos pelo aspecto que temos mas por aquilo que decidimos partilhar dos nossos sonhos, ideias e vivências.
Passamos de uma vida para outra com um clique de rato, um deslizar de painéis virtuais – num momento estamos num cais diferente fazendo o transbordo para outra linha do metro, vida seguindo noutra direcção.
Rimos em silêncio, siglas e caracteres transmitindo emoções por entre palavras que nem sempre mostram quem de facto se esconde por trás do écran. Há quem tenha online uma vivência muito mais rica de contactos do que com as pessoas de carne e osso que as rodeia nessa outra vida, cá fora. Pessoas essas a quem receamos contar algumas coisas, com quem não queremos partilhar pensamentos – as mesmas coisas e pensamentos que não hesitamos em expôr na vastidão do cyberespaço.
Vivemos duplicidades, second life em palavras descrita.

Mais um clique, um painel que desliza ... noutra pista, a vida segue dentro de momentos.
Vivemos duas vidas.
Uma em que vemos e somos vistos, sorrimos ou não, comemos ou não, caminhamos ou conduzimos pela rua, onde por vezes chove ou não.
Outra em que nos mostramos de forma diferente, em que não somos vistos pelo aspecto que temos mas por aquilo que decidimos partilhar dos nossos sonhos, ideias e vivências.
Passamos de uma vida para outra com um clique de rato, um deslizar de painéis virtuais – num momento estamos num cais diferente fazendo o transbordo para outra linha do metro, vida seguindo noutra direcção.
Rimos em silêncio, siglas e caracteres transmitindo emoções por entre palavras que nem sempre mostram quem de facto se esconde por trás do écran. Há quem tenha online uma vivência muito mais rica de contactos do que com as pessoas de carne e osso que as rodeia nessa outra vida, cá fora. Pessoas essas a quem receamos contar algumas coisas, com quem não queremos partilhar pensamentos – as mesmas coisas e pensamentos que não hesitamos em expôr na vastidão do cyberespaço.
Vivemos duplicidades, second life em palavras descrita.
Mais um clique, um painel que desliza ... noutra pista, a vida segue dentro de momentos.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Não é possível
... obrigar o coração a sentir o que não quer.
Há pouco estava a ouvir esta canção
Tem passado na rádio, ouvi-a distraidamente no carro sem ligar muito à letra. Só que eu sou, de facto, uma pessoa que dá muito valor às letras das canções.
É talvez o meu mal; já me disseram "és muito emotiva": reajo à música. Mas talvez seja também o que me permite sentir a música de uma forma mais profunda, quando letra e melodia não se limitam a entrar nos ouvidos, ressoar no cérebro e sair de seguida sem deixar rasto.
Há letras/poemas que cravam as garras na carne, penetram até aos ossos, tangem uma corda na alma e passam de alguma forma a fazer parte de mim.
(...)
Running back through the fire
When there's nothing left to save
It's like chasing the very last train
when it's too late, too late
Oh it tears me up
I try to hold on, but it hurts too much
I try to forgive, but it's not enough
to make it all okay
You can't play on broken strings
You can't feel anything that your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Esta, agora, mora cá dentro. Porque não é possível dizer ao coração o que deve sentir ...
Há pouco estava a ouvir esta canção
Tem passado na rádio, ouvi-a distraidamente no carro sem ligar muito à letra. Só que eu sou, de facto, uma pessoa que dá muito valor às letras das canções.
É talvez o meu mal; já me disseram "és muito emotiva": reajo à música. Mas talvez seja também o que me permite sentir a música de uma forma mais profunda, quando letra e melodia não se limitam a entrar nos ouvidos, ressoar no cérebro e sair de seguida sem deixar rasto.
Há letras/poemas que cravam as garras na carne, penetram até aos ossos, tangem uma corda na alma e passam de alguma forma a fazer parte de mim.
(...)
Running back through the fire
When there's nothing left to save
It's like chasing the very last train
when it's too late, too late
Oh it tears me up
I try to hold on, but it hurts too much
I try to forgive, but it's not enough
to make it all okay
You can't play on broken strings
You can't feel anything that your heart don't want to feel
I can't tell you something that ain't real
Esta, agora, mora cá dentro. Porque não é possível dizer ao coração o que deve sentir ...
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Dance me
Há muros onde aparecem brechas súbitas. E a alma tem vontade de dançar ...
Hoje. Amanhã logo se verá.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Joelhos e memórias
Antes que comecem a interrogar-se o que tem uma coisa a ver com outra, deixem-me contar do princípio.
Hoje dei um trambolhão – de manhã, à entrada ao serviço. Uma rampa de boa calçada portuguesa, suja e molhada de chuvisco, esperava sorrateiramente por mim. Já nos conhecemos há seis anos, eu e aquela rampa. Mas hoje a sacana apanhou-me de surpresa. “Quando andas de saltos altos tens cuidado ... pois então é hoje que te apanho!”. Apanhou-me mesmo, desprevenidíssima. Ainda fui a tempo de rodar o corpo ao cair para não bater com as costas. Resultado: joelho esquerdo completamente esfolado e se não fossem as calças teria sido pior.
Ao chegar ao gabinete fui lavar e desinfectar a ferida e dei comigo a pensar na última vez que me tinha visto naqueles assados ... apercebi-me que se passaram mais de vinte anos e que nesse tempo muita coisa mudou.
Naquela altura andava-se de bicicleta para todo o lado, trepava-se às arvores onde se fazia uma casita com tábuas velhas, desciam-se ladeiras em carrinhos de rolamentos, jogava-se ao berlinde com três covas no chão e conquistava-se um mundo desenhado na terra batida com um canivete ou uma cavilha de palmo. Caíamos, levantávamo-nos e qualquer das nossas mães tratava das esfoladelas como se fosse o próprio filho.
Os amigos eram mesmo amigos. Num dia andávamos à pêra e no seguinte lanchávamos em casa uns dos outros. As mães não se preocupavam porque andávamos sempre em grupo e qualquer estranho que aparecesse (o que era raro) era escrutinado de alto a baixo como se estivesse numa esquadra de polícia. Se não estivéssemos à vista era porque estávamos a jogar cartas, monopólio ou dominó em casa de um amigo.
Armavam-se tendas de índios com cobertores roubados dos armários dos pais e o dia de mudar os lençóis de cama eram pretexto para fazer tendas das mil e uma noites num canto do quarto, com édredons a fazer de puffs e canapés. As embalagens vazias de iogurte serviam de casinha para os Estrunfes, a Abelha Maia ou o Vickie.
Hoje a garotada tem mini-motas, playstations, o berlinde joga-se como se fosse o jogo da malha e o mundo conquista-se online no écran do computador. Não se trepa às árvores nem se joga ao mundo porque muitos bairros nem sequer um torrão de terra decente têm para brincar, quanto mais árvores suficientemente grandes para fazer uma casinha lá em cima.
Hoje os miúdos têm mais conhecidos do que amigos. Alguns moram no mesmo prédio, têm a mesma idade e nunca brincaram juntos. Passam horas encafuados em ATL ou AEC, ballet, natação ou inglês. Andam a reboque dos pais porque já ninguém deixa os filhos em casa da vizinha para ir fazer as compras do mês. E eles cobram-nos a seca que apanham - em géneros: uma boneca, um carrinho, um livro. Não brincam na rua porque é perigoso, seja pelos carros em excesso, seja pelos desconhecidos constantemente a passar.
Se faltar a electricidade, ficam sem saber o que fazer – sem playstation, computador ou TV, não sabem bem a que hão de brincar. As embalagens vazias são cuidadosamente separadas para reciclar – acho que é a única coisa que eles têm de mais positivo.
Quando crescerem, os meus filhos não vão ter as cicatrizes que eu tenho: nos dois joelhos, nos cotovelos, no sobrolho, na cabeça ...
Mas também não vão ter as minhas recordações ou o sorriso que tenho agora ao lembrar-me de como, apesar do pouco que tínhamos comparados com eles, era feliz.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Memória
Ninguém me ouve.
Ninguém me responde.
Estou farto de emitir apelos em todas as direcções que constam do banco de dados.
Talvez os danos tenham sido piores do que pensei, não tenho leituras.
Edess está caído no chão, nada mais posso fazer por ele. Kipat geme sem cessar. Os gritos e uivos de dor tornaram-se num murmúrio. O sangue empapa o chão. Nem sequer tenho forma de a ajudar. Tentei aceder ao controle de suprimentos médicos em busca de um analgésico, um sedativo, qualquer coisa que a ajude e a mim. Não consegui.
Já não suporto o barulho, não consigo raciocinar. Sou a única esperança que têm e não consigo fazer nada a não ser emitir apelos constantes até que a pilha nuclear se acabe.
Levir não dá qualquer sinal. Estava no porão quando se deu o ataque. Não deve ter sobrevivido.
Espero que nos venham resgatar depressa. Quanto mais não seja, porque querem de volta o alienígena que está no porão, num compartimento crioestático. Os dados do tubo de estase chegam até mim mas não fazem qualquer sentido. Não sei se o alienígena que lá está dentro estará vivo ou não.
Porque raio optaram por fazer este transporte ? Dinheiro, sempre o dinheiro. O mesmo dinheiro que quase acabou comigo quando piratas espaciais atacaram a nave onde seguia, há 2 megaciclos atrás.
Edess e Levir sabiam do perigo, mas o dinheiro da Federação falou mais alto. Onde tinham eles a cabeça quando aceitaram transportar aquele ser de outra galáxia ? Os manda-chuvas da Federação pensaram em salvar os cabedais dos seus meninos da Frota, suspeitava-se que alguém viria em busca do alienígena. Calhou-nos a nós levar com o impacto de um canhão de beta-plasma no casco.
Kipat continua a gemer. O seu corpo está muito danificado. A única esperança para ela é salvarem-na a tempo de a converter numa UCCI. Para muitas naves que seguem as rotas comerciais, uma UCCI (Unidade Central de Controlo Interno) é o que as salva da morte certa. Uma UCCI é uma bio-AI. Um computador aliado ao cérebro de uma pessoa, às suas memórias e experiência. É-lhe dado um tratamento de supressão de emoções para que não tenha um esgotamento; ser uma UCCI é uma responsabilidade tremenda.
Algumas UCCI têm a memória de astronautas que atingiram a idade da reforma mas querem continuar ligados ao espaço a que devotaram as suas vidas. Outras, como a desta nave, têm uma UCCI com a memória biológica de um astronauta cujo corpo não pôde ser salvo.
É a única esperança de Kipat. Sei o suficiente de biologia centauriana para ver que ela não vai durar muito mais.
Continuo a emitir na direcção de todas as colónias da Federação e todas as rotas conhecidas. Alguém me há-de ouvir.
Kipat soergue-se a custo. Arrasta-se na direcção do posto principal e passa a mão tremente pela consola táctil.
- Dai ? Sei que vou morrer ... os socorros não chegarão a tempo. És o melhor amigo que alguma vez tive ... só é pena ter-te conhecido tão tarde, queria ter nascido dois megaciclos antes ... para ver como eras, quando eras humano. Gostaria de te poder abraçar ... – uma golfada de sangue sai-lhe pela boca e ela cai de novo no chão.
Choraria se ainda tivesse olhos. Não é fácil ser uma UCCI.
Ninguém me responde.
Estou farto de emitir apelos em todas as direcções que constam do banco de dados.
Talvez os danos tenham sido piores do que pensei, não tenho leituras.
Edess está caído no chão, nada mais posso fazer por ele. Kipat geme sem cessar. Os gritos e uivos de dor tornaram-se num murmúrio. O sangue empapa o chão. Nem sequer tenho forma de a ajudar. Tentei aceder ao controle de suprimentos médicos em busca de um analgésico, um sedativo, qualquer coisa que a ajude e a mim. Não consegui.
Já não suporto o barulho, não consigo raciocinar. Sou a única esperança que têm e não consigo fazer nada a não ser emitir apelos constantes até que a pilha nuclear se acabe.
Levir não dá qualquer sinal. Estava no porão quando se deu o ataque. Não deve ter sobrevivido.
Espero que nos venham resgatar depressa. Quanto mais não seja, porque querem de volta o alienígena que está no porão, num compartimento crioestático. Os dados do tubo de estase chegam até mim mas não fazem qualquer sentido. Não sei se o alienígena que lá está dentro estará vivo ou não.
Porque raio optaram por fazer este transporte ? Dinheiro, sempre o dinheiro. O mesmo dinheiro que quase acabou comigo quando piratas espaciais atacaram a nave onde seguia, há 2 megaciclos atrás.
Edess e Levir sabiam do perigo, mas o dinheiro da Federação falou mais alto. Onde tinham eles a cabeça quando aceitaram transportar aquele ser de outra galáxia ? Os manda-chuvas da Federação pensaram em salvar os cabedais dos seus meninos da Frota, suspeitava-se que alguém viria em busca do alienígena. Calhou-nos a nós levar com o impacto de um canhão de beta-plasma no casco.
Kipat continua a gemer. O seu corpo está muito danificado. A única esperança para ela é salvarem-na a tempo de a converter numa UCCI. Para muitas naves que seguem as rotas comerciais, uma UCCI (Unidade Central de Controlo Interno) é o que as salva da morte certa. Uma UCCI é uma bio-AI. Um computador aliado ao cérebro de uma pessoa, às suas memórias e experiência. É-lhe dado um tratamento de supressão de emoções para que não tenha um esgotamento; ser uma UCCI é uma responsabilidade tremenda.
Algumas UCCI têm a memória de astronautas que atingiram a idade da reforma mas querem continuar ligados ao espaço a que devotaram as suas vidas. Outras, como a desta nave, têm uma UCCI com a memória biológica de um astronauta cujo corpo não pôde ser salvo.
É a única esperança de Kipat. Sei o suficiente de biologia centauriana para ver que ela não vai durar muito mais.
Continuo a emitir na direcção de todas as colónias da Federação e todas as rotas conhecidas. Alguém me há-de ouvir.
Kipat soergue-se a custo. Arrasta-se na direcção do posto principal e passa a mão tremente pela consola táctil.
- Dai ? Sei que vou morrer ... os socorros não chegarão a tempo. És o melhor amigo que alguma vez tive ... só é pena ter-te conhecido tão tarde, queria ter nascido dois megaciclos antes ... para ver como eras, quando eras humano. Gostaria de te poder abraçar ... – uma golfada de sangue sai-lhe pela boca e ela cai de novo no chão.
Choraria se ainda tivesse olhos. Não é fácil ser uma UCCI.
2004 / Inspirado pela short-story de Joan D. Vinge Tin Soldier
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
And now for something completely different
Descia pela calçada, desatento. Nem reparava nas outras pessoas.
Ruminava numa teoria que lhe tinha surgido de madrugada. Coisa parva, acordar assim, a pensar em ... antigravidade. Mas parecia ser a solução para o problema que estava a tentar resolver no Instituto.
Bom, se não fosse, ao menos podia utilizá-la no texto de FC que andava a escrever para uma revista a ver se ganhava uns cobres.
Foi por isso apanhado de surpresa quando algo apareceu à sua frente.
Algo grande. Amarelo.
“Esta agora ... estes ladrões mascaram-se de tudo e mais alguma coisa para assaltar um gajo!”. O mais engraçado é que até era um fato muito bem feito. Parecia mesmo o ...
Uma arma surgiu, apontada ao seu abdómen.
- Não tenho dinheiro! Não sei quem és, mas não deves ser português, pá ! Senão, sabias que um investigador mal ganha para comer ...
Uma mão de quatro dedos, coberta de feltro amarelo arrancou-lhe a pasta, espalhando uns quantos papéis no passeio. Mais papéis voaram enquanto aquela criatura na sua frente parecia procurar algo. De repente, parou. Segurava os apontamentos da “tal” teoria.
- Isso não, pá ! Não te serve de nada, e para mim é importante ! Vais fazer-me repetir os cálculos todos se me estragas esse papel, porra !
A criatura olhou para ele, com um ar que se poderia imaginar pensativo. Mas com uma máscara (seria máscara ?) daquelas era impossível saber o que estava a passar pela cabeça do ladrão.
A arma, com um aspecto estranho, subiu na direcção do seu nariz.
Uma voz sintetizada, com um som estranho como se tentassem imitar um boneco de desenhos animados, soou:
- En-tão é me-lhor a-ca-bar con-ti-go. Não nos po-de-mos dar ao lu-xo de re-pe-ti-res es-tes cál-cu-los.
- Mas ... mas ... mandaram-te de algum instituto estrangeiro ? Epá, eu não me importo de partilhar os dados, mas não me estragues os apontamentos, caramba !
-Ca-la-te !!! Vo-cês não es-tão pre-pa-ra-dos pa-ra u-ti-li-zar is-to.
Uma dor estendeu-se repentinamente por todo o seu corpo. De costas no chão, viu a criatura amarela afastar-se.
Num qualquer telejornal das 20h00 o jornalista anunciou:
“Investigador do LNEC encontrado morto numa rua de Lisboa. Testemunhas dizem que foi atacado por ...

... Winnie the Pooh.”
Ruminava numa teoria que lhe tinha surgido de madrugada. Coisa parva, acordar assim, a pensar em ... antigravidade. Mas parecia ser a solução para o problema que estava a tentar resolver no Instituto.
Bom, se não fosse, ao menos podia utilizá-la no texto de FC que andava a escrever para uma revista a ver se ganhava uns cobres.
Foi por isso apanhado de surpresa quando algo apareceu à sua frente.
Algo grande. Amarelo.
“Esta agora ... estes ladrões mascaram-se de tudo e mais alguma coisa para assaltar um gajo!”. O mais engraçado é que até era um fato muito bem feito. Parecia mesmo o ...
Uma arma surgiu, apontada ao seu abdómen.
- Não tenho dinheiro! Não sei quem és, mas não deves ser português, pá ! Senão, sabias que um investigador mal ganha para comer ...
Uma mão de quatro dedos, coberta de feltro amarelo arrancou-lhe a pasta, espalhando uns quantos papéis no passeio. Mais papéis voaram enquanto aquela criatura na sua frente parecia procurar algo. De repente, parou. Segurava os apontamentos da “tal” teoria.
- Isso não, pá ! Não te serve de nada, e para mim é importante ! Vais fazer-me repetir os cálculos todos se me estragas esse papel, porra !
A criatura olhou para ele, com um ar que se poderia imaginar pensativo. Mas com uma máscara (seria máscara ?) daquelas era impossível saber o que estava a passar pela cabeça do ladrão.
A arma, com um aspecto estranho, subiu na direcção do seu nariz.
Uma voz sintetizada, com um som estranho como se tentassem imitar um boneco de desenhos animados, soou:
- En-tão é me-lhor a-ca-bar con-ti-go. Não nos po-de-mos dar ao lu-xo de re-pe-ti-res es-tes cál-cu-los.
- Mas ... mas ... mandaram-te de algum instituto estrangeiro ? Epá, eu não me importo de partilhar os dados, mas não me estragues os apontamentos, caramba !
-Ca-la-te !!! Vo-cês não es-tão pre-pa-ra-dos pa-ra u-ti-li-zar is-to.
Uma dor estendeu-se repentinamente por todo o seu corpo. De costas no chão, viu a criatura amarela afastar-se.
Num qualquer telejornal das 20h00 o jornalista anunciou:
“Investigador do LNEC encontrado morto numa rua de Lisboa. Testemunhas dizem que foi atacado por ...
... Winnie the Pooh.”
2004
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
What about ...
Ignorem a dança esquisita e o look anos 80. É mesmo a Aimée Mann.
so put out all the fires
and blow away the smoke
I'm getting pretty tired
of living on hope
so what about love, baby
what about making room for two
what about love, baby
what about you?
(...)
what about me?
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Bolos
Em conversa com a minha soulsister, cheguei a uma conclusão. O blogging tem tudo a ver com pastelaria.
Vejamos: os posts ou comentários são como bolos.
Podem ter uma cobertura enganadoramente doce - como um bolo;
Podem ser escritos e lidos em várias camadas - como um bolo;
Podem ter imenso recheio - como um bolo;
Podem ter pouca substância - como um bolo;
Podem vir regados com montes de sumo - como um bolo;
Podem ser saborosos - como um bolo.
Portanto, adoptando uma dinâmica mental à moda de La Palisse, um dia vou ter que deixar o blogging ... porque se os bolosengordam fazem engordar, então ...........
Vejamos: os posts ou comentários são como bolos.
Podem ter uma cobertura enganadoramente doce - como um bolo;
Podem ser escritos e lidos em várias camadas - como um bolo;
Podem ter imenso recheio - como um bolo;
Podem ter pouca substância - como um bolo;
Podem vir regados com montes de sumo - como um bolo;
Podem ser saborosos - como um bolo.
Portanto, adoptando uma dinâmica mental à moda de La Palisse, um dia vou ter que deixar o blogging ... porque se os bolos
Calculava
... que me ia sair qualquer coisa como isto.
Passei pelo cantinho da Sayuri e achei piada ao quiz (acho piada a vários quizzes só que nem sempre me dou ao trabalho de passar o resultado para aqui).
Ó no que deu:
Traduzindo ...
Brava e a descair para mandona.
Desato a discutir quando acho que tenho razão.
Decido e pronto.
Às vezes esqueço-me de que os outros também têm ideias.
Não anda muito longe da verdade, não ... viro grizzly quando estou piursa e gosto mais das minhas ideiazinhas do que das dos outros.
Ora, batatas. Quem não gostar que ponha na beira do prato.
Passei pelo cantinho da Sayuri e achei piada ao quiz (acho piada a vários quizzes só que nem sempre me dou ao trabalho de passar o resultado para aqui).
Ó no que deu:
You Are Artemis! |
Brave, and a natural born leader. You're willing to fight for what you believe in... And willing to make tough decisions. Don't forget - the people around you have ideas too! |
Traduzindo ...
Brava e a descair para mandona.
Desato a discutir quando acho que tenho razão.
Decido e pronto.
Às vezes esqueço-me de que os outros também têm ideias.
Não anda muito longe da verdade, não ... viro grizzly quando estou piursa e gosto mais das minhas ideiazinhas do que das dos outros.
Ora, batatas. Quem não gostar que ponha na beira do prato.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Ser "bonzinho" compensa ?
Ser "bonzinho" compensa ? Neste momento e neste estado de espírito, digo logo de caras: NÃO.
Andava eu com um astral óptimo, a cantarolar no carro a caminho do trabalho.
Pista importante: a canção chama-se "Bad Day", dos Fuel. A pensar que se o tempo andasse bom durante esta semana ia voltar à Guia.
Ao chegar perto da escola secundária, duas garotas paradas no princípio da passadeira.
Armei-me em "boazinha", Miss Goody Two-Shoes. Parei para as miúdas passarem porque calculei que queriam ir para a paragem do autocarro ou algo semelhante. E a pensar que se fosse a minha filha a caminho da escola também gostaria que outro condutor parasse para ela passar.
Elas agradecem, eu sorrio. Olho para o retrovisor.
"Aquele Honda vem muito depressa ... olha que po.... não me digas que não vai parar ! F...... !!!"
Não parou - pelo menos a tempo.
O carrito ficou com ar tristonho, como a caricatura de um bebé chorão. Não é para menos: em menos de um ano e meio é a terceira pantufada que este carro leva. Completamente parado. Aquele pára-choques nem seis meses tinha ...
A companhia de seguros demorou um bocadinho mais do que o habitual para abrir o processo de sinistro (devem andar cheiiiiiinhos de trabalho). E autorizar a peritagem. E vamos ver que carro me vão dar para circular enquanto este estiver parado.
Planos para ir passear à Guia ? Ao Guincho ? A vida é o que nos acontece enquanto andamos a fazer outros planos.
E naquele estado não tenho vontade nenhuma de andar a passear com o pobre "bolinhas". Bolas, nem às compras posso ir porque não dá para abrir o porta-bagagem! (Ou melhor, não experimentei porque se calhar depois não o consigo fechar).
Moral da história: se eu não fosse "boazinha" as miúdas talvez tivessem perdido o autocarro. E o meu bolinhas estava inteiro. E eu podia fazer planos. Agora assim ... nem antes do Natal.
Andava eu com um astral óptimo, a cantarolar no carro a caminho do trabalho.
Pista importante: a canção chama-se "Bad Day", dos Fuel. A pensar que se o tempo andasse bom durante esta semana ia voltar à Guia.
Ao chegar perto da escola secundária, duas garotas paradas no princípio da passadeira.
Armei-me em "boazinha", Miss Goody Two-Shoes. Parei para as miúdas passarem porque calculei que queriam ir para a paragem do autocarro ou algo semelhante. E a pensar que se fosse a minha filha a caminho da escola também gostaria que outro condutor parasse para ela passar.
Elas agradecem, eu sorrio. Olho para o retrovisor.
"Aquele Honda vem muito depressa ... olha que po.... não me digas que não vai parar ! F...... !!!"
Não parou - pelo menos a tempo.
O carrito ficou com ar tristonho, como a caricatura de um bebé chorão. Não é para menos: em menos de um ano e meio é a terceira pantufada que este carro leva. Completamente parado. Aquele pára-choques nem seis meses tinha ...
A companhia de seguros demorou um bocadinho mais do que o habitual para abrir o processo de sinistro (devem andar cheiiiiiinhos de trabalho). E autorizar a peritagem. E vamos ver que carro me vão dar para circular enquanto este estiver parado.
Planos para ir passear à Guia ? Ao Guincho ? A vida é o que nos acontece enquanto andamos a fazer outros planos.
E naquele estado não tenho vontade nenhuma de andar a passear com o pobre "bolinhas". Bolas, nem às compras posso ir porque não dá para abrir o porta-bagagem! (Ou melhor, não experimentei porque se calhar depois não o consigo fechar).
Moral da história: se eu não fosse "boazinha" as miúdas talvez tivessem perdido o autocarro. E o meu bolinhas estava inteiro. E eu podia fazer planos. Agora assim ... nem antes do Natal.
domingo, 7 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Reflexões
Pode-se estar só no meio de um ror de gente, mesmo que conheçamos todas e cada uma das caras que nos rodeiam e todos parem para nos cumprimentar.
É impossível manter a sanidade sem amigos - estes são quem nos mantém à tona quando nos cansamos de nadar contra algumas ondas mais fortes que a vida nos atira.
Por vezes, a volta da maré presenteia-nos com exemplares raros a quem podemos dar o nome de Amigos com maiúscula; são pessoas que talvez estejamos longo tempo sem ver face a face (em alguns casos, nunca) mas que mesmo assim sabemos que estarão "lá", que nos estenderão a mão sem hesitar e a quem não teremos pejo de fazer o mesmo.
São essas pessoas que nos fazem perder o(s) medo(s), que nos animam a gozar cada minuto da vida, a arriscar a perder o pé. Porque estão lá, connosco - mesmo que fisicamente estejam longe, estão por vezes mais perto de nós do que a multidão que nos rodeia. Com eles vale a pena parar para pensar ou pelo contrário partir à descoberta de visões mágicas, sejam golfinhos ou ursos polares adormecidos sobre arco-íris duplos - como portões de passagem para qualquer outro lugar.

Sem medo de perder o pé.
É impossível manter a sanidade sem amigos - estes são quem nos mantém à tona quando nos cansamos de nadar contra algumas ondas mais fortes que a vida nos atira.
Por vezes, a volta da maré presenteia-nos com exemplares raros a quem podemos dar o nome de Amigos com maiúscula; são pessoas que talvez estejamos longo tempo sem ver face a face (em alguns casos, nunca) mas que mesmo assim sabemos que estarão "lá", que nos estenderão a mão sem hesitar e a quem não teremos pejo de fazer o mesmo.
São essas pessoas que nos fazem perder o(s) medo(s), que nos animam a gozar cada minuto da vida, a arriscar a perder o pé. Porque estão lá, connosco - mesmo que fisicamente estejam longe, estão por vezes mais perto de nós do que a multidão que nos rodeia. Com eles vale a pena parar para pensar ou pelo contrário partir à descoberta de visões mágicas, sejam golfinhos ou ursos polares adormecidos sobre arco-íris duplos - como portões de passagem para qualquer outro lugar.

Sem medo de perder o pé.
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