terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Grrr

Irritam-me as pessoas que tomam (as) outras por certas. És um dado adquirido, não tenho que me preocupar contigo / dar-te atenção / tratar-te bem / etc.
Mais ainda quando além disso não lhes dão o devido valor.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Polaridades

Antes que a Ursa blogueira desanque a coitada da Daniela, deixa cá mostrar o postalinho que ela mandou pelo postcrossing natalício:


Pólo Norte, a moça cumpriu, tá? Eu é que não dava com o cabo do teleléu para passar as fotos, bolas... mea culpa, mea culpa!

Novidades 2011? Há, nem todas boas.
Quando tiver um bocadinho eu conto ;)

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Natalice

Depois de uns dias de qualquer coisa que me deitou abaixo com tanta força que me impediu de celebrar a consoada com a família, voltei hoje ao trabalho. Encolhida e enregelada.
O trabalho é muito meu amigo. Esperou pacientemente por mim...

Mas o que me colocou um sorriso no rosto esta manhã foi um postal.
Não um postal qualquer - nada disso. Um postal quadripolar.

Ao que parece, estes dias têm sido pródigos em sorrisos para uma quantidade de gente da "comunidade blogótica".

Ursa rulez. :)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Terapia

Esta manhã estava com uma disposição pouco recomendável. Sim, daquelas que dá para topar só de olhar. Pés quase a arrastar-se, ombros descaídos, lábios esquecidos de como se sorri.

À hora do almoço, algo que tinha de ir fazer: comprar mitenes lá para casa. Aparentemente, são o ideal para manter a mão quente sem perder a sensibilidade nos dedos, mas as que há por lá estão cheias de pêlo de gato.
Pronto, ok, eu vou comprar mitenes. Mas passo primeiro pela tabacaria a ver se já chegou a minha encomenda. Ainda não, mas deparo com algo que não conhecia e que acho que vai dar uma excelente prenda para alguém que está quase a fazer anos: um postal, quadrado, com o ano X (supostamente do nascimento da pessoa) num tipo de letra do mesmo estilo do que se usava nessa altura - à frente alguns acontecimentos importantes, atrás uma selecção de músicas que foram sucesso, tudo relacionado com o ano. Os dos anos 80 têm um estilo "disco", os dos 50 são adoravelmente "retro". Interessante, a sério. E subitamente os lábios recordam-se e sorriem.

Ainda a arrastar o passo chego à loja. Mitenes, luvas, check. Já chegaram os pijamas polares? Já, sim. Oh, boa, um casaco como o que S. queria. Se calhar tiro uma foto e mostro-lha a ver se ela o quer. Contorno o expositor e dou de caras com algo de que não vou falar para o caso dela até calhar vir aqui ler - a prenda que "é a cara" da minha irmã. Mando embrulhar, ganho votos de feliz natal, descontos e uma lembrancinha pela quadra.
Quando dou por mim estou a sair da loja com dois sacos cheios, costas direitas e sorriso aberto.

Ir às compras é mesmo terapêutico!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ai!

Tenho o braço dorido.

Raisparta os jogos da PSMove que nos fazem parecer tontinhos a dar pulos e mover uma coisa parecida com um microfone às voltas pelo ar, ora é uma espada, uma marreta ou uma raquete de ping-pong, até ficarmos a suar num dia de Inverno.

Bolas, está dorido - mesmo.
E hoje vai haver mais. É que apesar das figuras de tontinhos aquilo é divertido à brava...

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ena...

... é a primeira vez em não sei quanto tempo que não vou levar trabalho para acabar em casa e que consegui tratar de tudo o que tinha para tratar - hoje.

Sabe bem.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Not that weird

É no que dá andar nas leituras.
Fui visitar o estaminé da Pólo Norte e fisguei o olho em mais um teste parvo, que é algo óptimo para distrair uma cabeça cansada excepto se contiver perguntas com números binários.

What is your weird quotient? Click to find out!


Ok, I'm a bit weird - so what?

Aviso já: se for igual para toda a gente, tem mesmo números binários...

sábado, 30 de outubro de 2010

Cold hands, warm heart

It's cold.
Outside, the rain pours over everything, thundering on the tile roof. I put on my coat and grab some coffee to warm me up, to warm my cold cold hands.
The sound of the unstopping rain is almost unbearable... I play a beautiful song to lift up my spirits but the only thing I get is starting to look out through the window wondering where you are.

I carry you here beating-heart- and there's something of you in everything that I love.
Yes, it's the same song I shared a while ago. But that doesn't mean what it says isn't true, because it is. It is.

No matter how long.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

O medo

Num dos blogues que costumo visitar (esses aí da listinha da esquerda, podem ir vê-los, não vão ser maltratados nem vos vão cair os dedos ou qualquer outra extremidade que considerem importante) fixei os olhos numa imagem e, de facto, parei com o resto para atentar no que lia.
O Zhu Di, do Acatar, tem uma capacidade tremenda de captar imagens que me fazem sorrir, sonhar, pensar. Acho que é a profissão dele, mas isso não vem ao caso. O importante é que um texto sobre a contestação a Berlusconi foi ilustrado com várias imagens. E uma delas foi "a tal".
Algo tão simples como uma rapariga de cócoras numa manifestação a estender um pano, lençol, sei lá o quê, com uns bonecos tipo pacman em roxo-viola.

O que me prendeu o olhar, a atenção, foi a t-shirt que ela vestia.

"Chi ha paura muore ogni giorno, chi non ha paura muore una volta sola."
Isto, traduzido às três pancadas sem peixe-de-babel, dá algo como "Quem tem medo morre em cada dia, quem não tem medo morre uma só vez".

Pus-me a pensar com os meus botões (ou melhor, com as contas da pulseira que hoje só tenho um botão). Morrer todos os dias é uma treta. Se calhar é por isso que eu ando com pouca energia, ando a morrer diariamente sem dar por isso e a recuperação é do caraças.

Eu sei do que é que tenho medo.
Talvez esteja na altura de perdê-lo.

domingo, 17 de outubro de 2010

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Exames

Desiludam-se caso tenham vindo aqui parar à procura de respostas a algum tipo de teste. Eu não tenho respostas e devo ter tantas ou mais perguntas do que vocês, à conta da idade.
Acontece é que fui à consulta da medicina do trabalho e recebi os resultados dos exames. Diagnóstico: "Tudo nos parâmetros normais. O cardiologista aconselhou a fazer umas caminhadas, mais nada."
Espreitei os papelinhos... tenho umas hemácias rechonchudas e o colesterol deve estar em saldos porque havia pouco. Mas no ECG havia uma nota de rodapé: Notice: Borderline abnormal.

Eu pensava que às vezes não batia muito bem da tola mas nunca tive confirmação. O que pelos vistos ficou provado é que o meu coração não é muito normal. Anda lá pela beirinha entre o igual-aos-outros e o maluco.
Pois, já calculava. Tenho um coração idiota.
Isso explica um monte de coisas.

domingo, 10 de outubro de 2010

Lousy weather

Às vezes acordo de madrugada e ouço a chuva.
Fico com pena de quem àquela hora anda já na rua, a trabalhar ou a caminho disso, sob uma carga de água intensa.
Não me interpretem mal - não desgosto da chuva nem tenho medo dela (excepto quando cai um aguaceiro medonho enquanto vou a conduzir). Mas prefiro ouvi-la quando estou enroscada na caminha :)

Por outro lado, adoro uma boa noite de trovoada. Há algo que me faz sentir viva, desperta e com vontade de ir lá para fora dançar e dar pulos, como se o trovão me chamasse. Fico à janela à espera do próximo clarão, quase ansiosa, contando os segundos até ouvir o estrondo.

Já uma vez - há muito tempo - fiquei debruçada na janela numa noite assim e consegui fotografar um relâmpago; não sei é o que foi feito dessa foto, mas lembro-me de olhar para ela e recordar as sensações dessa noite e as conversas do dia seguinte com um amigo.
"Caneco, viste a trovoada de ontem?"
"Epá, foi forte! Choveu à brava."
"Bem, acreditas que havia um maluco qualquer a correr rua abaixo debaixo da chuvada?"
"Pois, era eu! Mas havia alguém mais maluco que estava numa janela a tirar fotografias!"
"Ah... pois! Essa era eu..."

Fotos de relâmpagos. Hei-de voltar a tirar uma, um dia destes :) mas enquanto é apenas chuva, deixo-me ficar no quentinho.
É tão bom...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Boa pergunta...

Life coaching, amigos próximos, psicólogos, etc., dizem-nos que para nos sentirmos felizes temos que nos realizar pessoalmente. Que temos que fazer o que manda o coração, a alma, o Id, whatever, caso contrário continuaremos insatisfeitos. E que tendemos a arranjar mil e uma desculpas para não o fazer porque, no fundo, temos medo.

Ora, se não tentamos atender ao desejo da alma por questões muito terra-a-terra como a renda da casa ou a conta da luz... estamos a ter medo ou apenas a ser muito práticos?

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Epa... será que vou a tempo?

“O destino costuma estar ao virar da esquina. Como se fosse um gatuno, uma rameira ou um vendedor de lotaria: as suas três encarnações mais batidas. Mas o que não faz é visitas ao domicílio. É preciso ir atrás dele.”
Carlos Ruiz Zafón, em "A sombra do vento"

Eu já o encontrei há uns tempos e não ia à procura dele. Ia a andar, simplesmente, virei uma determinada esquina e... paft! Perdi o equilíbrio, barafustei, andei para trás e para a frente e em círculos. Ele continuou parado - porque me esperava e porque era meu. Era; ou é. Não sei bem.

Falamos (quase todos!) imenso do destino, de como gostaríamos de o conhecer de antemão ou de como gostaríamos de o alterar - pensando à partida que o conhecemos muito bem, que sabemos o seu aspecto, cor, tamanho. Não tinha criado grandes expectativas mas mesmo assim fui apanhada de surpresa. Tudo porque decidi ir naquela direcção e virar aquela esquina. Mas a verdade é que não estava à espera de o encontrar (não ali, não naquele momento) e fiquei um bocado à nora.

Achei melhor resolver uma série de coisas antes de seguir o caminho que me mostrava. Sabem como é, arrumar isto, tratar daquilo, a comida do gato e a água dos vasos.
Só que o tempo passou e ainda há coisas para arrumar ou para tratar e o gato tem que comer todos os dias e os vasos continuam a ter que ser regados.

E eu não sei se ele vai esperar por mim, ali, naquela esquina. Ou se vou ter que palmilhar muitas mais esquinas para o encontrar - e aí não será necessariamente o mesmo. E posso não gostar da mudança.

Concluo que se é aquele o destino que quero para mim, o que encontrei naquela esquina, não posso andar a perder tempo. Um dia pode já não estar à minha espera...
Vou ter que deixar de me preocupar com as coisas que ainda estão por resolver. O gato e os vasos precisam de mim, sim - mas posso levá-los comigo nem que seja num carrinho de mão. Quem sabe? Até podem gostar. Importante é agarrá-lo, ao meu destino, antes que seja demasiado tarde.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quando se copia o "gostar"

Quando não se tem originalidade, o mais fácil é copiar. Mas ao menos que se respeite o original, não se limitando a colocar apenas umas iniciaizinhas de caca no fim do texto sem sequer um link quando o texto que se copiou também está online. E com as formatações bem feitinhas ainda por cima.

Há quem diga que a imitação é uma forma de admiração.
Pois eu continuo a achar que o plágio é uma coisa muito feia. E vai daí que hoje resolvi fazer algo quanto a isso.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Pois

Quando fazemos uma previsão pessimista não sei o que será pior: descobrir que nos enganámos ou descobrir que tínhamos toda a razão.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

10, 9, 8...

Houston, preparing to take off!

Foi lançado oficialmente no dia 21 de Julho. Recebi-o hoje, catita e com dedicatória do director/responsável do projecto.

O Conto Fantástico.

Não sei se estará disponível em todas, mas na loja online da Fnac já aparece.

Subitamente, acho que afinal consigo mesmo voar.
Mas não como um passarinho. Não.
Como um falcão. O céu é meu e o horizonte o meu destino.
Para já.
Depois? As estrelas parecem prometedoras. Acho que para lá das montanhas do Universo Conhecido há muitos outros mundos para descobrir.

Hei de lá ir um dia :) e depois conto como foi.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Silêncio no espaço

Meteram-se as férias.
Sim, as férias justificariam muita coisa, muita ausência, muito silêncio.

Mas a verdade é que para além das férias há mais qualquer coisa. Uma falta de vontade. Incapacidade, falta de coragem, empenho, sei lá.

Só sei que um inspirar fundo se transforma em suspiro, que os ombros se abatem e os olhos se voltam para cima. Eu queria mesmo, mesmo era voar.
Mas não tenho asas.