terça-feira, 25 de abril de 2017

Quotes that matter

 (from The Kindly Ones)

“Have you ever been in love? Horrible isn't it? It makes you so vulnerable. It opens your chest and it opens up your heart and it means that someone can get inside you and mess you up. You build up all these defenses, you build up a whole suit of armor, so that nothing can hurt you, then one stupid person, no different from any other stupid person, wanders into your stupid life...You give them a piece of you. They didn't ask for it. They did something dumb one day, like kiss you or smile at you, and then your life isn't your own anymore. Love takes hostages. It gets inside you. It eats you out and leaves you crying in the darkness, so simple a phrase like 'maybe we should be just friends' turns into a glass splinter working its way into your heart. It hurts. Not just in the imagination. Not just in the mind. It's a soul-hurt, a real gets-inside-you-and-rips-you-apart pain. I hate love.”



(from The Sandman)

“It is sometimes a mistake to climb; it is always a mistake never even to make the attempt. If you do not climb, you will not fall. This is true. But is it that bad to fail, that hard to fall?”

“You know what happens when you dream of falling? Sometimes you wake up.
Sometimes the fall kills you. And sometimes, when you fall, you fly.”

[Quotes are from Neil Gaiman's mentioned works]

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Alter procedure

Chocámos
na invisível fronteira
entre
a realidade e o sonho;
de repente e
sem saber como,
embrenhaste-te
si.len.ci.o.sa.men.te
nas linhas do meu código
(aninhaste-te na função onde diz
a que velocidade
me batem os ventrículos)

e assim,
de mansinho,
e de um dia
para o outro,
com indizível ternura,
noto que te levo comigo
para onde quer que vá...

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Momentos

Toda a vida é feita de momentos.
Sim, eu sei, soa a cliché mas é verdade.
O tempo flui e nós experimentamo-lo sob a forma de momentos sequenciais, pequenas peças num gigantesco puzzle que é o tecido das nossas vidas.
E, como em tudo, há-os bons e há-os maus.

Há momentos que nos levam aos píncaros de felicidade, e há momentos que nos deixam à beira de uma depressão. Há momentos que induzem circunspecção, enquanto outros originam reacções explosivas, sejam elas de alegria ou de fúria.

Há momentos passageiros. E há momentos que marcam.
Alguns, reconhecemos de imediato como o que são. Outros, temos de olhar para trás para perceber quando sucederam, porque estávamos distraídos ou focados noutra coisa qualquer.

"Life is what happens to us while we're making other plans."

Os momentos marcantes podem ser apenas isso, momentos. Ou podem ser o início de algo muito maior, quer seja bom ou mau. Podemos ser nós a criá-lo ou não.
Por vezes, quando é de imediato reconhecido como extraordinário, com o momento vem a esperança - de que não seja apenas um momento mas apenas o primeiro de muitos. Às vezes a esperança cumpre-se. E às vezes não.

Guarda esses momentos num bolso do coração, como pequenos tesouros. Se a esperança tiver onde se agarrar e de rebento frágil se tornar árvore frondosa, poderás sempre reconhecer esse primeiro momento e recordar "onde/quando tudo começou". Mas se a esperança morrer - arrancada de ti ou porque tenha apenas definhado em solo estéril - esse momento único, esse tesouro guardado no teu peito, pode ser só o que te resta, mas continuará a ser teu.

Nem sempre é fácil criar momentos; muitas vezes é preciso abrir a alma ao vento como quem dá o peito à espada, revelando-nos como seres vulneráveis quando preferiríamos estar escudados e protegidos. Mas se, com o pretexto da protecção, nos fecharmos em nós mesmos, que nos sobrará?

Não te deixes morrer de coração vazio.
Não fiques fechad@, calad@, sentad@ no escuro à espera que a vida aconteça, desejando que fosse diferente. Atreve-te a querer. A fazer. Cria momentos. Porque, no fim, mesmo que nada corra como desejarias, terás o coração cheio desses pequenos tesouros, e na recordação da vulnerabilidade que revelaste encontrarás força e um motivo para, apesar de tudo, sorrir.
E de coração cheio poderás dizer "eu atrevi-me. eu quis. eu vivi."
Quant@s poderão dizer o mesmo?

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Primavera

§ Este é um relato de como o sol reentrou na minha vida.§

Muito aconteceu de há um ano para cá.

Novos projectos, novos desafios, novas posturas, novos paradigmas, novas pessoas.
Um carrocel com muitos altos e baixos. Algumas batalhas, nem todas ganhas, mas em que me empenhei totalmente. Alguns momentos de acalmia, de placidez, de reflexão.
E muitos momentos em que atirei as mãos ao ar em exasperação, semi-clamando "mas o que raio é que falta acontecer?"

É que um ano, teoricamente (ou supostamente?) tem quatro estações, pelo menos nesta zona do berlinde azul. E este meu ano teve de tudo: princípios, meios e fins. Coisas que se arrastaram e coisas que acabaram, estiolando no verão ou gelando no inverno.
Daí que, quando voltou o equinócio, embora ainda com uma réstia de esperança eu me sentisse pouco optimista.
Mas o karma lá terá achado que estava na altura de algo diferente - talvez porque já era tempo, ou talvez porque eu tenha entrado numa de decluttering e começado a optar por coisas mais simples e (muito mais) ao meu gosto.
Numa etapa dessa jornada decidi que precisava de cadeirões novos e comecei a procurá-los... mas nada me encantava. Achava alguns bonitos mas não tinham aquele não-sei-o-quê que me fizesse dizer "é isto!!!"
Até que os encontrei, num anúncio: usados mas em bom estado, de uma madeira exótica forte. E almofadados cor de sol.

Fizeram-se os contactos da praxe, para ver ao vivo e decidir. E chegou o dia, que por mero acaso foi o do meu aniversário.
A porta abriu-se, entrei... e puff! Paixão à primeira vista.
Dentro da minha mente soltavam-se foguetes ("É isto, é mesmo isto!!!") e senti-me como se o Universo me estivesse a dar um presente.
Entre dois dedos de conversa que se tornaram vinte, fechou-se o acordo no meio de um rol de histórias e referências em comum. Os sorrisos e a gentileza foram o bónus extra.


Os cadeirões foram para a sua nova casa, enchendo-a de sol, e eu vim-me embora com um brilhozinho nos olhos: é que hoje fiz um amigo, e coisa mais preciosa no mundo não há.

Parece que, finalmente, a Primavera chegou.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Sursum corda

- Hamei-te, sabias?
- Pff, escreveste mal
- É porque foi um erro...

Weightless



*When we let go of something heavy that we hung to for so long, we feel... weightless.

Let the storm rage on




It's time to see what I can do
To test the limits and break through
No right, no wrong, no rules for me I'm free!

Let it go, let it go
I am one with the wind and sky
Let it go, let it go
You'll never see me cry!

Here I stand
And here I'll stay
Let the storm rage on!

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Intervalo

O espaço foi preenchido por silêncio de rádio.



O tempo passou.
Continuo a ser eu mesma mas já não sou a mesma.
- O que quer isso dizer? perguntas
Que já não me conheces - respondo
E que te recuso o direito
de achar que sim.
É arrogância - digo-te
achares que sabes porque
faço o que faço
ou digo o que digo
sem sequer me perguntar.

Tudo muda, e todos, sem excepção - entropia.
Também és quem és mas já não és quem eras.
Já não te conheço embora te reconheça.


Agora que já expliquei, podemos fazer reboot?
Sem falsas partidas, voltar ao início?

Olá, sou a XR.
Acho que esta poderá vir a ser uma bela amizade.

Círculos

Dias, horas, minutos foram passando e já lá vão quase cinco anos.

Demorei a enterrar os sonhos e a apagar os números.
Acabei por fazê-lo, não contra vontade mas com alguma tristeza. Há sempre tristeza quando deixamos para trás um capítulo que consideramos não ter sido devidamente encerrado, mas que só uma completa loucura justificaria manter em aberto, como uma ferida à qual se arrancam constantemente as crostas - sem deixar fechar, cicatrizar, sarar de vez.

E, no entanto, como tantas vezes acontece em filmes e em livros, a história que ficou por contar alcandora-se de novo no horizonte, como uma carruagem de um comboio louco num círculo mal desenhado. Desafiando-me.

Paro e semicerro os olhos, sem saber bem o que fazer. Tento focar à distância mas o que consigo ver é muito pouco. Quero ver mais, mas não ouso pedir. Talvez agora, como mera espectadora, pudesse assistir ao desenrolar dos eventos, os encontros e desencontros e as batalhas. E sorrio ao pensar no clamor de metal contra metal de espadas desembainhadas... ou não fosse eu quem sou.

É que, apesar do tempo que já passou, ainda mantenho (pelo menos parcialmente) o que disse.
Não foi o medo que me tolheu.
Não foi a doença nem a descrença.
Ainda seria capaz de fazer o que disse que faria.
Mas a história mudou. Já não é a mesma, pois que nem eu sou já a mesma.
Ela lá está, a história - noutros locais, com outros personagens, diferentes vontades e ambições.

Talvez a história seja eterna - círculos atrás de círculos, dentro de círculos.
E talvez eu possa voltar a entrar nela, só o tempo necessário para cumprir o meu papel e voltar a desembarcar, encerrando de vez o capítulo.

Ou talvez não.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Desejo

Deixa-me encostar a cabeça
na curva do teu pescoço.

Quero o cheiro da tua pele na minha.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Moving forward

"...
We have no need of false revolutions
In a world where categories tend to tyrannize our minds
And hang our wills up on narrow pegs.
It is well at every given moment to seek the limits in our lives.
And once those limits are understood
To understand that limitations no longer exist.
Earth could be fair. And you and I must be free
Not to save the world in a glorious crusade
Not to kill ourselves with a nameless gnawing pain
But to practice with all the skill of our being
The art of making possible."



- Nancy Scheibner, "The art of making possible"

segunda-feira, 13 de junho de 2016

60

60 segundos.
60 minutos.
60 dias.

A velocidade mantém-se elevada, seja a passo rápido ou pressão controlada no acelerador.
Mergulhei de cabeça nesta nova realidade e, em vez de voltar à superfície à procura de terra firme, adaptei-me - como se tivesse ganho um espiráculo que me permite dançar, fluir entre as ondas, contrariar as marés, longe dos seres para quem o mundo subaquático é algo que atemoriza.

Descobri-me afoita, exploradora.
Onde outros se encolhem de medo, eu danço.
Aprendo a cada dia, a cada percurso e em mim deixou de haver lugar para o medo de nadar onde não há pé.

Prestes a entrar num novo reino ainda mais incrível, novos caminhos se abrem à minha frente.
A viagem segue dentro de momentos.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

30+

... e sem dar por isso, já passou mais de um mês.

Nesta realidade que é agora a minha, há dias a velocidade supersónica. E outros com tempo para reorganizar coisas, rever listas, prioridades.
Mas, a cada dia, parece que já vivo isto há anos, pela forma como flui.

Como se só faltasse o momento certo para ir para onde já deveria há muito ter ido, estar onde já deveria há muito estar.

À medida.
O resto? Vamos ver.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Flying solo

Uma quinzena de apostas, de inícios e novas experiências.
Uma quinzena de dúvida, de esforço, de tentar não falhar.
Uma quinzena de aprendizagem prática, onde quase tudo foi novo mas à distância - ou com rede de segurança.

Amanhã a prova de fogo, o primeiro voo a solo, de GPS em punho - e sem rede.

Fingers crossed (but not while I'm driving)

Leap of faith

Às vezes há projectos que habitam em nós sem que os possamos realizar. Sentimos cá no fundo que temos as capacidades necessárias, a vontade, a energia - mas não as condições. "Um dia...", pensamos, acarinhando o sonho antes de o pousar na prateleira.
Alguns vão-se enchendo de pó porque as condições não surgem.
Outros definham porque elas nunca chegam a surgir.

Mas, às vezes... o telefone toca.

Quando alguém que não conhecemos e que nunca tinha ouvido falar de nós nem do nosso sonho vem ter connosco sem que o tivéssemos procurado, tudo parece surreal.

Quando essa pessoa nos estende sobre a mesa um projecto, que não é mais do que uma versão diferente do nosso sonho que repousava na prateleira, e nos pergunta se gostaríamos de embarcar nele, tudo parece possível.

Quando, a seguir, essa pessoa nos ouve dizer que mais tarde vamos a outro lado discutir um projecto semelhante, e responde sorrindo "espero que não gostes!", tudo parece um filme.

Quando, finalmente, essa pessoa toma a iniciativa de nos dar condições para abraçar o projecto (prometendo ainda mais), ficamos a pensar se afinal essa coisa do destino existe ou não, e se algures na nossa carta astral estava marcado que esta oportunidade chegaria.

Alguém que não nos conhece de todo mas acredita em nós e nas nossas capacidades a ponto de se dispor a apostar nelas desta forma... é uma sensação tremenda.

"Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela."

Só que, às vezes, os corredores são longos e sombrios, e as janelas minúsculas.
E, outras vezes, as janelas são enormes... panorâmicas e de sacada.

Sinto-me como se me tivessem aberto uma dessas, dizendo "vem!".

Mas sinto também o peso da responsabilidade, por ter nas mãos a confiança que outra pessoa depositou nelas, dando-me desde o primeiro dia provas sucessivas da mesma à medida que se assume como meu Mestre. Alguém que deu um salto de fé ao apostar em mim e se propõe colocar ao meu alcance as ferramentas necessárias que permitirão que um dia deixe de ser Aprendiz e passe a ser peça importante do seu projecto.

Não posso senão dar o meu melhor para não trair essa confiança, e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para fortalecer este projecto que abracei e do qual passei a fazer parte, tornando-o também meu.

No que depender de mim, Mestre, o teu salto de fé será uma aposta ganha.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Conyac

Não, não, não.
Não estou a dizer "Fim" em checo como no final dos desenhos animados que o Vasco Granja nos mostrava. Isso era "koniek".

Conyac é algo diferente. Não sabem o que é? Eu explico.

Já ouviram falar de crowdfunding? Um grupo de pessoas (cinquenta, cem, dez mil) a contribuir financeiramente para que um projecto se realize, seja para a produção de um álbum, de um livro ou roupa interior revolucionária.

É o poder da crowd, um grupo de pessoas anónimas, e do seu esforço colectivo.

Conyac (https://conyac.cc/en) assenta no modelo de crowdsourcing: trata-se de tradução colectiva e colaborativa, um serviço criado no Japão e que conta com participantes e utilizadores de todo o mundo.

Quando pela primeira vez vi isto anunciado no Facebook, estranhei pois nunca tinha ouvido falar de tal coisa. Espreitei o site, li um pouco mais e fiquei curiosa o suficiente para me inscrever. "Deixa lá ver no que dá", pensei, enquanto identificava os pares de línguas em que poderia fazer tradução de pequenos textos.

Pouco tempo depois soube do início de um projecto colaborativo que me interessou. A minha inscrição foi aprovada e fui ver os textos disponibilizados para tradução; escolhi um e submeti. Depois outro. E outro. E outro.
Às tantas já estava noutro projecto. E mais outro. Os outros membros faziam comentários, pediam ajuda, tiravam dúvidas. E sem saber bem como alguns já se conheciam pelo nome e brincavam.

Participar tornou-se quase num hábito. O facto de poder traduzir à medida do meu tempo, seleccionando o que queria traduzir (dentro dos projectos disponíveis) já era interessante. Ganhar algum dinheiro com isso, ainda por cima, era a cereja no topo do bolo.

A esta data, os projectos em que participei terminaram.
Mas os membros continuam a comunicar, a tirar dúvidas uns aos outros, a trocar novidades e a fazer planos para o evento (sim, vai haver um evento!) em diferentes países no mesmo dia.

Mais do que membros de um mesmo projecto, tornámo-nos uma comunidade.
Isso é bom, não é? Venham daí :)

terça-feira, 12 de abril de 2016

14

Modo countdown.

O que para algumas pessoas seria motivo de crises de nervos, pensamentos depressivos, fúria, irritação ou uma machadada na auto-estima, para mim foi um STOP.

Reavaliar.
Estou no caminho correcto?
Para onde quero ir?
E há outra forma de chegar ao destino sem ser por onde ia?

Repensar.
Abrir a mente e o espírito às possibilidades, não descartar nada "porque é difícil", "porque nunca fiz", "porque não dá jeito". E, a dada altura, impensável o "posso esperar mais algum tempo antes de decidir".
Porque, às vezes, é o estar parado que se revela a pior opção.

Devagar, estou a desbravar novo caminho...

14.
Está quase.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Outra vez MEC

"O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende."
[Miguel Esteves Cardoso]