quarta-feira, 27 de julho de 2016

Moving forward

"...
We have no need of false revolutions
In a world where categories tend to tyrannize our minds
And hang our wills up on narrow pegs.
It is well at every given moment to seek the limits in our lives.
And once those limits are understood
To understand that limitations no longer exist.
Earth could be fair. And you and I must be free
Not to save the world in a glorious crusade
Not to kill ourselves with a nameless gnawing pain
But to practice with all the skill of our being
The art of making possible."



- Nancy Scheibner, "The art of making possible"

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Raincheck

Ainda esperei que decidisses
surpreender-me
e aparecesses ao fundo da rua
com aquele teu jeito calado
o sorriso
e as estrelas que sempre
trazes no olhar
para me abraçar de encontro ao peito
e apagar a distância
e a saudade.

Mas os ponteiros completaram
as suas voltas, ordeiros
como animais presos à nora
e de ti apenas o eco
de um "até breve"
sem data nem hora de acontecer.

Fecho os olhos e adormeço
esperando que o breve
aconteça cedo.

sábado, 25 de junho de 2016

Script

Na fronteira entre
o invisível e o indizível
te respiro,
sem saber como embrenhas-te
nas linhas do meu código,
disseminando-te assim,
de mansinho,
e um dia
de repente
noto que te levo comigo

para onde quer que vá...

segunda-feira, 13 de junho de 2016

60

60 segundos.
60 minutos.
60 dias.

A velocidade mantém-se elevada, seja a passo rápido ou pressão controlada no acelerador.
Mergulhei de cabeça nesta nova realidade e, em vez de voltar à superfície à procura de terra firme, adaptei-me - como se tivesse ganho um espiráculo que me permite dançar, fluir entre as ondas, contrariar as marés, longe dos seres para quem o mundo subaquático é algo que atemoriza.

Descobri-me afoita, exploradora.
Onde outros se encolhem de medo, eu danço.
Aprendo a cada dia, a cada percurso e em mim deixou de haver lugar para o medo de nadar onde não há pé.

(mesmo quando não te vejo sei que não estás longe)

Prestes a entrar num novo reino ainda mais incrível, novos caminhos se abrem à minha frente.
A viagem segue dentro de momentos.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

30+

... e sem dar por isso, já passou mais de um mês.

Nesta realidade que é agora a minha, há dias a velocidade supersónica. E outros com tempo para reorganizar coisas, rever listas, prioridades.
Mas, a cada dia, parece que já vivo isto há anos, pela forma como flui.

Como se só faltasse o momento certo para ir para onde já deveria há muito ter ido, estar onde já deveria há muito estar.

À medida.
O resto? Vamos ver.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Flying solo

Uma quinzena de apostas, de inícios e novas experiências.
Uma quinzena de dúvida, de esforço, de tentar não falhar.
Uma quinzena de aprendizagem prática, onde quase tudo foi novo mas à distância - ou com rede de segurança.

Amanhã a prova de fogo, o primeiro voo a solo, de GPS em punho - e sem rede.

Fingers crossed (but not while I'm driving)

Leap of faith

Às vezes há projectos que habitam em nós sem que os possamos realizar. Sentimos cá no fundo que temos as capacidades necessárias, a vontade, a energia - mas não as condições. "Um dia...", pensamos, acarinhando o sonho antes de o pousar na prateleira.
Alguns vão-se enchendo de pó porque as condições não surgem.
Outros definham porque elas nunca chegam a surgir.

Mas, às vezes... o telefone toca.

Quando alguém que não conhecemos e que nunca tinha ouvido falar de nós nem do nosso sonho vem ter connosco sem que o tivéssemos procurado, tudo parece surreal.

Quando essa pessoa nos estende sobre a mesa um projecto, que não é mais do que uma versão diferente do nosso sonho que repousava na prateleira, e nos pergunta se gostaríamos de embarcar nele, tudo parece possível.

Quando, a seguir, essa pessoa nos ouve dizer que mais tarde vamos a outro lado discutir um projecto semelhante, e responde sorrindo "espero que não gostes!", tudo parece um filme.

Quando, finalmente, essa pessoa toma a iniciativa de nos dar condições para abraçar o projecto (prometendo ainda mais), ficamos a pensar se afinal essa coisa do destino existe ou não, e se algures na nossa carta astral estava marcado que esta oportunidade chegaria.

Alguém que não nos conhece de todo mas acredita em nós e nas nossas capacidades a ponto de se dispor a apostar nelas desta forma... é uma sensação tremenda.

"Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela."

Só que, às vezes, os corredores são longos e sombrios, e as janelas minúsculas.
E, outras vezes, as janelas são enormes... panorâmicas e de sacada.

Sinto-me como se me tivessem aberto uma dessas, dizendo "vem!".

Mas sinto também o peso da responsabilidade, por ter nas mãos a confiança que outra pessoa depositou nelas, dando-me desde o primeiro dia provas sucessivas da mesma à medida que se assume como meu Mestre. Alguém que deu um salto de fé ao apostar em mim e se propõe colocar ao meu alcance as ferramentas necessárias que permitirão que um dia deixe de ser Aprendiz e passe a ser peça importante do seu projecto.

Não posso senão dar o meu melhor para não trair essa confiança, e fazer tudo o que estiver ao meu alcance para fortalecer este projecto que abracei e do qual passei a fazer parte, tornando-o também meu.

No que depender de mim, Mestre, o teu salto de fé será uma aposta ganha.