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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Quando se copia o "gostar"

Quando não se tem originalidade, o mais fácil é copiar. Mas ao menos que se respeite o original, não se limitando a colocar apenas umas iniciaizinhas de caca no fim do texto sem sequer um link quando o texto que se copiou também está online. E com as formatações bem feitinhas ainda por cima.

Há quem diga que a imitação é uma forma de admiração.
Pois eu continuo a achar que o plágio é uma coisa muito feia. E vai daí que hoje resolvi fazer algo quanto a isso.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Projectos

A amiga de quem falei no post anterior e à qual por razões de privacidade chamarei agora (até que ela me diga o contrário) Prinçusa Leandra adora escrever. Tenho acompanhado a sua evolução de escrita (meteórica, por sinal) e gosto de brincar aos revisores com ela - que é como quem diz, olhar para um texto em bruto e dizer-lhe o que acho que falta ou está a mais. Coisas como vírgulas ou parágrafos, por exemplo.

Um dia destes a Prinçusa veio falar-me de um concurso. Uma editora propunha-se lançar uma antologia de contos e ilustrações na área do Fantástico, com prémios para os primeiros classificados em cada categoria e tudo. É claro que pensei "Fantástico! Até que enfim alguém dá lugar aos autores desconhecidos!". Ainda pensei em concorrer também - mas, como devem ter calculado pelo ar de abandono que o blog teve até esta manhã, estava total e completamente desinspirada tirando uma ou outra convulsão sináptica que jorrou para o Arco-Íris do lado.
Surgiram vozes contestando a editora (chamando-lhe vanity press e author mill) e a validade do concurso. Mas o concurso foi para a frente e no final de Outubro passado o livro foi lançado. Quase todos os textos submetidos foram publicados - creio que com as ilustrações se passou o mesmo. Perguntei à Prinçusa qual o saldo da experiência: "Negativo. A revisão foi pobre e o preço dos livros foi alto... se soubesse não me tinha metido nisso". Passou a encarar concursos/passatempos com esta tipologia com um pé atrás.
Mas gostou, como eu sei que um dia gostarei, de pegar num livro e ver o seu nome, o seu texto, as suas palavras impressas e à disposição do público. Não como num blog, onde damos as nossas palavras, o nosso tempo e muito do que nos vai cá dentro. Um livro, material, palpável, que outros pagarão para ter. O nosso "trabalho" a ser avaliado, a ser apreciado, a servir de prenda para alguém, a ser lido por quem vai saber o nosso nome - não apenas XR, Mag, Laranja ou Prinçusa Leandra, mas quem somos "lá fora".
Para ti, Prinçusa, o meu voto de que as tuas palavras cheguem aos escaparates das grandes livrarias, que os teus contos sejam lidos à lareira ou nos transportes públicos, oferecidos ao irmão ou à namorada. Sabe-se lá se um dia até fazem um filmucho baseado nas tuas histórias ... olha que acho que gostaria de o ver. ;)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Haiku's dedicados

Não tenho o jeito dela para trabalhar com imagens e fazer selitos espectaculares - eu gosto mesmo é de papel e lápis (carvão, pastel, etc) e/ou tela e tintas. Quando eu tiver uma pequena mesa gráfica vou andar entretidíssima ;)

Mas agora que descobri que é giro fazer Haiku, posso retribuir com um presente personalizado o espectacular selo que ela me ofereceu.
Meia Laranja, this is for you:

Fruto dividido
Meia laranja em busca
da outra metade


Espero que gostes :)

E para a minha sis, a alma-irmã que sem nos termos alguma vez visto tanto partilha do meu caminho, que entende sem palavras e ouvindo o que não digo lê o que não escrevo ... para ti, com muito carinho:

Mag, irmã d'alma
segue acreditando
na estrela que és

segunda-feira, 16 de março de 2009

100

Há blogs que celebram o seu centésimo post em muito menos tempo do que eu. Mas isso é porque os seus donos têm muito para dizer, para partilhar.
Eu, por vezes, fecho-me na minha concha ou parto para alturas incertas - porque há momentos em que a solidão é a melhor companheira.
Volto sempre, porque a companhia dos que nos são queridos é um bálsamo e o calor da sua estima cura-me as mágoas, enxuga as lágrimas e apaga os sorrisos tristes.

Ao longo destes anos, destes 100 posts, conheci algumas pessoas a quem me orgulho de ter como amigos. Pessoas especiais que aceitam a minha forma de ser, reconhecem a minha necessidade de me afastar de vez em quando. Pessoas com quem partilhei pedacinhos de uns e outros traduzidos em palavras - alegrias e desilusões, tristezas e risos, músicas e sítios especiais. Pessoas cujos recantos virtuais visito com frequência porque as alegrias partilhadas são multiplicadas e as dores partilhadas são divididas.

Hoje, porque tenciono rever um filme que encontrei há pouco tempo em DVD, divido com todos os visitantes - amigos, conhecidos ou desconhecidos - um poema que David Jewell escreveu para esse filme (Before Sunrise).

Delusion Angel

daydream delusion
limousine eyelash
oh baby with your pretty face
drop a tear in my wine glass
look at those big eyes on your face

see what you mean to me
sweet cakes and milk shakes
i'm a delusion angel
i'm a fantasy parade
want you to know what i think
don't want you to guess anymore

you have no idea where i came from
we have no idea where we're going
lodged in life like branches in a river
flowing downstream
caught in the current
i'll carry you you carry me
that's how it could be
don't you know me
don't you know me by now.


Obrigado a todos os que fizeram parte desta caminhada até agora.
Venham mais 100.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Reflexões

Pode-se estar só no meio de um ror de gente, mesmo que conheçamos todas e cada uma das caras que nos rodeiam e todos parem para nos cumprimentar.

É impossível manter a sanidade sem amigos - estes são quem nos mantém à tona quando nos cansamos de nadar contra algumas ondas mais fortes que a vida nos atira.
Por vezes, a volta da maré presenteia-nos com exemplares raros a quem podemos dar o nome de Amigos com maiúscula; são pessoas que talvez estejamos longo tempo sem ver face a face (em alguns casos, nunca) mas que mesmo assim sabemos que estarão "lá", que nos estenderão a mão sem hesitar e a quem não teremos pejo de fazer o mesmo.

São essas pessoas que nos fazem perder o(s) medo(s), que nos animam a gozar cada minuto da vida, a arriscar a perder o pé. Porque estão lá, connosco - mesmo que fisicamente estejam longe, estão por vezes mais perto de nós do que a multidão que nos rodeia. Com eles vale a pena parar para pensar ou pelo contrário partir à descoberta de visões mágicas, sejam golfinhos ou ursos polares adormecidos sobre arco-íris duplos - como portões de passagem para qualquer outro lugar.



Sem medo de perder o pé.