Amigos. Há-os de muitos tipos.
Os mais-conhecidos-que-amigos, que são amigos de amigos;
os "amigos" do Facebook, alguns de quem não conhecemos sequer a cara (nem eles a nossa) mas mesmo assim podem ser uns belos compinchas de jogos;
os amigos de infância/adolescência de quem perdemos um bocado (ou completamente) o contacto quando crescemos;
os amigos-mesmo-amigos de infância ou adolescência que reencontramos de vez em quando e é como se nos tivéssemos visto na véspera (tirando a quantidade de novidades a contar de parte a parte);
os amigos que poderiam-ter-sido-mais-qualquer-coisa-mas-não-foram, fosse qual fosse o motivo;
os amigos próximos, mesmo próximos, que tanto podemos conhecer há vinte anos como há vinte dias.
Temos tanta maneira de "classificar" os amigos... às vezes dentro do mesmo grupo há-os muito diferentes uns dos outros, como os que são bons a desenrascar-nos com algum problema prático e os que não têm jeito nenhum para isso mas são óptimos para nos levantar o astral num dia de neura; aqueles a quem telefonamos para pedir uma opinião sobre um portátil novo ou os que arrastamos atrás para ir comprar livros; os que convidamos para ir a um museu ou os que nos convidam para ir à praia; os que nos dão uma palmadinha nas costas quando algo correu mal e os que choram connosco.
Tudo isto porque deparei com uma frase que me fez sorrir - sim, sobre os amigos. Sobre a distinção entre um bom amigo e um verdadeiro amigo.
"Um bom amigo é aquele que paga a tua fiança se fores preso; um verdadeiro amigo é o que está na prisão sentado ao teu lado dizendo: Hehe, desta vez fizemo-la bonita..."
Acho que me posso considerar uma pessoa emocionalmente rica: tenho amigos de todos os tipos. Muitos.
Isso sabe muito bem... e faz-me sorrir, como hoje.
O sítio onde os meus pensamentos se transformam em palavras ... e onde os colo conforme me dá na telha
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terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 10 de março de 2009
As asas do Amor
Este post nasceu de uma conversa que venho tendo com a minha siss de há algum tempo para cá. Como reconhecer o Amor? Bom - para isso primeiro temos que identificar o que é para que o possamos reconhecer ...
Então afinal o que é o Amor? Tanta gente discute sobre isso e cada um acaba por tirar as suas conclusões pessoais. Ou nenhumas, ficando na dúvida. Aqui ficam as minhas.
O Amor traz uma grande vontade e capacidade de entrega. E numa relação a entrega é mútua. Só que por vezes essa entrega não é bem Amor - é Paixão.
Muitas vezes agimos com base em impulsos, avançamos para relações porque estamos apaixonados e a outra pessoa nos faz sentir bem - apenas para descobrir mais tarde que o Amor não é apenas isso.
Quando se tem que fazer demasiadas concessões para que uma relação resulte, não é Amor. É compromisso, é entrega, é vontade de fazer com que funcione. Mas não Amor.
É claro que há concessões e concessões! Uma coisa é mudarmos de hábitos - outra é mudarmos o que somos. E se o fazemos apenas para agradar à outra pessoa e não por nós próprios isso acaba por voltar ao cimo mais tarde ou mais cedo, a menos que à força de fazer tanta concessão e mudar tanta coisa um dos dois se torne um capacho do outro. E uma relação dessas pode ser funcional, podem ambos sentir-se bem assim preenchendo as necessidades um do outro. Mas não venham dizer-me que isso é Amor!
Para mim, o Amor tem que ter uma grande base de respeito aliada à tal adaptabilidade que nos permite fazer a concessão de alterar hábitos. Se numa relação um quer mudar características do outro, não ama essa pessoa per se mas sim um ideal ao qual quer que o outro se molde. E aí, ou o outro se deixa moldar, perdendo com isso a sua individualidade, ou acabam por chegar à conclusão que não existe, de facto, Amor. Isto tanto pode demorar semanas como anos. Mas mais tarde ou mais cedo as dúvidas surgem e as relações são abaladas.
Outro ingrediente importante é a Amizade. Todos nós temos conhecidos, amigos com letra pequena e Amigos com letra grande. Quando um Amigo está em baixo apoiamo-lo e sabemos que fará o mesmo quando precisarmos; se tiver uma atitude errada fazemos-lho notar (em privado) embora o possamos apoiar publicamente - ou pelo menos tomar uma atitude neutra. Falar de algo que achamos que está errado também é ser Amigo. A questão aqui é esta: gostamos dos Amigos como são, não como gostaríamos que fossem. Não tentamos mudar um Amigo, aceitamos melhor ou pior as suas idiossincrasias e eles as nossas. Porque haveríamos então de tentar mudar a pessoa com quem mantemos uma relação amorosa? Um Amigo vale mais do que um parceiro?
Para mim não - um parceiro deve, isso sim, ser um Amigo. Alguém a quem confiamos os nossos segredos, a nossa vida se for o caso, cujo espaço respeitamos sabendo que o nosso será respeitado porque o Amigo também nos aceita como somos e não nos tenta mudar a todo o custo.
O Amor pode acabar. Mas se da essência de uma relação fizerem parte o respeito e a amizade não se acumulam amarguras. Desapontamento, talvez. Pena. Tristeza. Mas não amargura porque a alegria e carinho dos momentos que se partilharam é grande. Cabe aí aos dois elementos serem suficientemente grandes para deixar o outro viver a sua vida, reconhecer que o espaço de cada um já não se sobrepõe. Deixar voar em liberdade porque queremos que o outro seja feliz. Sem amarras.
O Amor dá asas, faz-nos voar. Uma relação de verdadeiro Amor é um voo partilhado à descoberta de nós próprios e do mundo que nos rodeia, em que cada um pode estender livremente as suas asas ao máximo. Em conjunto.
Agora com licença, vou ali dar uma voltinha pelo céu ;)
Então afinal o que é o Amor? Tanta gente discute sobre isso e cada um acaba por tirar as suas conclusões pessoais. Ou nenhumas, ficando na dúvida. Aqui ficam as minhas.
O Amor traz uma grande vontade e capacidade de entrega. E numa relação a entrega é mútua. Só que por vezes essa entrega não é bem Amor - é Paixão.
Muitas vezes agimos com base em impulsos, avançamos para relações porque estamos apaixonados e a outra pessoa nos faz sentir bem - apenas para descobrir mais tarde que o Amor não é apenas isso.
Quando se tem que fazer demasiadas concessões para que uma relação resulte, não é Amor. É compromisso, é entrega, é vontade de fazer com que funcione. Mas não Amor.
É claro que há concessões e concessões! Uma coisa é mudarmos de hábitos - outra é mudarmos o que somos. E se o fazemos apenas para agradar à outra pessoa e não por nós próprios isso acaba por voltar ao cimo mais tarde ou mais cedo, a menos que à força de fazer tanta concessão e mudar tanta coisa um dos dois se torne um capacho do outro. E uma relação dessas pode ser funcional, podem ambos sentir-se bem assim preenchendo as necessidades um do outro. Mas não venham dizer-me que isso é Amor!
Para mim, o Amor tem que ter uma grande base de respeito aliada à tal adaptabilidade que nos permite fazer a concessão de alterar hábitos. Se numa relação um quer mudar características do outro, não ama essa pessoa per se mas sim um ideal ao qual quer que o outro se molde. E aí, ou o outro se deixa moldar, perdendo com isso a sua individualidade, ou acabam por chegar à conclusão que não existe, de facto, Amor. Isto tanto pode demorar semanas como anos. Mas mais tarde ou mais cedo as dúvidas surgem e as relações são abaladas.
Outro ingrediente importante é a Amizade. Todos nós temos conhecidos, amigos com letra pequena e Amigos com letra grande. Quando um Amigo está em baixo apoiamo-lo e sabemos que fará o mesmo quando precisarmos; se tiver uma atitude errada fazemos-lho notar (em privado) embora o possamos apoiar publicamente - ou pelo menos tomar uma atitude neutra. Falar de algo que achamos que está errado também é ser Amigo. A questão aqui é esta: gostamos dos Amigos como são, não como gostaríamos que fossem. Não tentamos mudar um Amigo, aceitamos melhor ou pior as suas idiossincrasias e eles as nossas. Porque haveríamos então de tentar mudar a pessoa com quem mantemos uma relação amorosa? Um Amigo vale mais do que um parceiro?
Para mim não - um parceiro deve, isso sim, ser um Amigo. Alguém a quem confiamos os nossos segredos, a nossa vida se for o caso, cujo espaço respeitamos sabendo que o nosso será respeitado porque o Amigo também nos aceita como somos e não nos tenta mudar a todo o custo.
O Amor pode acabar. Mas se da essência de uma relação fizerem parte o respeito e a amizade não se acumulam amarguras. Desapontamento, talvez. Pena. Tristeza. Mas não amargura porque a alegria e carinho dos momentos que se partilharam é grande. Cabe aí aos dois elementos serem suficientemente grandes para deixar o outro viver a sua vida, reconhecer que o espaço de cada um já não se sobrepõe. Deixar voar em liberdade porque queremos que o outro seja feliz. Sem amarras.
O Amor dá asas, faz-nos voar. Uma relação de verdadeiro Amor é um voo partilhado à descoberta de nós próprios e do mundo que nos rodeia, em que cada um pode estender livremente as suas asas ao máximo. Em conjunto.
Agora com licença, vou ali dar uma voltinha pelo céu ;)
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Reflexões
Pode-se estar só no meio de um ror de gente, mesmo que conheçamos todas e cada uma das caras que nos rodeiam e todos parem para nos cumprimentar.
É impossível manter a sanidade sem amigos - estes são quem nos mantém à tona quando nos cansamos de nadar contra algumas ondas mais fortes que a vida nos atira.
Por vezes, a volta da maré presenteia-nos com exemplares raros a quem podemos dar o nome de Amigos com maiúscula; são pessoas que talvez estejamos longo tempo sem ver face a face (em alguns casos, nunca) mas que mesmo assim sabemos que estarão "lá", que nos estenderão a mão sem hesitar e a quem não teremos pejo de fazer o mesmo.
São essas pessoas que nos fazem perder o(s) medo(s), que nos animam a gozar cada minuto da vida, a arriscar a perder o pé. Porque estão lá, connosco - mesmo que fisicamente estejam longe, estão por vezes mais perto de nós do que a multidão que nos rodeia. Com eles vale a pena parar para pensar ou pelo contrário partir à descoberta de visões mágicas, sejam golfinhos ou ursos polares adormecidos sobre arco-íris duplos - como portões de passagem para qualquer outro lugar.

Sem medo de perder o pé.
É impossível manter a sanidade sem amigos - estes são quem nos mantém à tona quando nos cansamos de nadar contra algumas ondas mais fortes que a vida nos atira.
Por vezes, a volta da maré presenteia-nos com exemplares raros a quem podemos dar o nome de Amigos com maiúscula; são pessoas que talvez estejamos longo tempo sem ver face a face (em alguns casos, nunca) mas que mesmo assim sabemos que estarão "lá", que nos estenderão a mão sem hesitar e a quem não teremos pejo de fazer o mesmo.
São essas pessoas que nos fazem perder o(s) medo(s), que nos animam a gozar cada minuto da vida, a arriscar a perder o pé. Porque estão lá, connosco - mesmo que fisicamente estejam longe, estão por vezes mais perto de nós do que a multidão que nos rodeia. Com eles vale a pena parar para pensar ou pelo contrário partir à descoberta de visões mágicas, sejam golfinhos ou ursos polares adormecidos sobre arco-íris duplos - como portões de passagem para qualquer outro lugar.

Sem medo de perder o pé.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Amigos
Pela segunda vez num espaço de tempo muito curto, alguém que me é próximo perde um familiar. E se num dos casos consegui falar com a pessoa e estar ao seu lado, no segundo caso tal não foi possível. Vi-me limitada a enviar uma SMS para transmitir o meu carinho e apoio. Mas isso irritou-me, porque a amizade não cabe numa SMS. Não há espaço suficiente. E foi exactamente por causa disso que acabei por escrever um dos meus desabafos - que acabou por ser maior do que inicialmente tencionava.
Aqui fica.
----§----
Ai, amigo ...
Não dava.
Não havia maneira.
Por mais que eu quisesse, não havia forma de condensar em 160 caracteres tudo o que te queria dizer.
Não conseguia concentrar em 160 espacinhos o que me ia na cabeça e na alma.
Tive que me contentar em enviar meia dúzia de palavras abreviadas para te (vos) transmitir que quereria ter estado contigo (convosco) numa hora tão triste como aquela por que passaram. Ao condensar demais as ideias e as palavras – em 160 míseras casinhas – caí nas mais que repetidas mensagens que decerto recebeste nestes últimos dias. Mas não podia ficar completamente afastada, já que presencialmente não me podia manifestar.
Há um mail que circula dizendo que a parte do corpo mais forte que possuímos são os ombros. São eles que seguram a nossa cabeça, umas vezes direita e firme, outras vezes cabisbaixa – por tristeza, vergonha ou mal-estar, não interessa. Mas para além de nos segurarem direitos são também os ombros que têm a importante função de apoiar os Amigos nas horas boas e nas más.
Já emprestei os ombros a amigos e já pedi ombros emprestados, quer para partilhar algo de maravilhoso quer para dividir uma tristeza imensa. Pois eu quereria ter estado convosco para te emprestar o meu ombro. É que, digo-te já, é um ombro bem experiente – em horas positivas e negativas. Mas quisera pô-lo à tua disposição nesta hora. Para desabafar, para chorar, fosse o que fosse; até para esmurrar se te apetecesse caso fosses dominado por uma legítima ira face ao que aconteceu.
Mas não pude comparecer, não pude estar ao teu (vosso) lado. Não pude abraçar-te e dizer-te baixinho “não precisas de falar, chora à vontade se quiseres”. Não pude estar convosco numa hora em que todo o apoio ajuda para suportar uma grande dor. Tive que me contentar com 160 caracteres para, afinal, não conseguir dizer o que queria ... daí que agora escolhi escrever tudo antes que a memória – essa grande malandra - me atraiçoe e roube as palavras que quereria dizer-te.
160 espacinhos para te dizer o que me vai no coração ? Não chegam e nunca chegarão para ilustrar a verdadeira dimensão da Amizade e do Carinho.
Espero que este “pequeno” texto o consiga. É que daria imenso trabalho escrever isto tudo em blocos de 160 de cada vez, ainda para mais porque não conseguimos utilizar os dedos todos num telemóvel – ia ficar com uma valente cãimbra nos polegares ...
Espero também que quando este texto te chegar às mãos (ou à vista, melhor dizendo) te sintas um pouco melhor. Mas se não for o caso, os ombros cá continuam à tua disposição sempre que precisares.
Afinal, é para isso que servem os ombros dos Amigos, não é ?
Aqui fica.
----§----
Ai, amigo ...
Não dava.
Não havia maneira.
Por mais que eu quisesse, não havia forma de condensar em 160 caracteres tudo o que te queria dizer.
Não conseguia concentrar em 160 espacinhos o que me ia na cabeça e na alma.
Tive que me contentar em enviar meia dúzia de palavras abreviadas para te (vos) transmitir que quereria ter estado contigo (convosco) numa hora tão triste como aquela por que passaram. Ao condensar demais as ideias e as palavras – em 160 míseras casinhas – caí nas mais que repetidas mensagens que decerto recebeste nestes últimos dias. Mas não podia ficar completamente afastada, já que presencialmente não me podia manifestar.
Há um mail que circula dizendo que a parte do corpo mais forte que possuímos são os ombros. São eles que seguram a nossa cabeça, umas vezes direita e firme, outras vezes cabisbaixa – por tristeza, vergonha ou mal-estar, não interessa. Mas para além de nos segurarem direitos são também os ombros que têm a importante função de apoiar os Amigos nas horas boas e nas más.
Já emprestei os ombros a amigos e já pedi ombros emprestados, quer para partilhar algo de maravilhoso quer para dividir uma tristeza imensa. Pois eu quereria ter estado convosco para te emprestar o meu ombro. É que, digo-te já, é um ombro bem experiente – em horas positivas e negativas. Mas quisera pô-lo à tua disposição nesta hora. Para desabafar, para chorar, fosse o que fosse; até para esmurrar se te apetecesse caso fosses dominado por uma legítima ira face ao que aconteceu.
Mas não pude comparecer, não pude estar ao teu (vosso) lado. Não pude abraçar-te e dizer-te baixinho “não precisas de falar, chora à vontade se quiseres”. Não pude estar convosco numa hora em que todo o apoio ajuda para suportar uma grande dor. Tive que me contentar com 160 caracteres para, afinal, não conseguir dizer o que queria ... daí que agora escolhi escrever tudo antes que a memória – essa grande malandra - me atraiçoe e roube as palavras que quereria dizer-te.
160 espacinhos para te dizer o que me vai no coração ? Não chegam e nunca chegarão para ilustrar a verdadeira dimensão da Amizade e do Carinho.
Espero que este “pequeno” texto o consiga. É que daria imenso trabalho escrever isto tudo em blocos de 160 de cada vez, ainda para mais porque não conseguimos utilizar os dedos todos num telemóvel – ia ficar com uma valente cãimbra nos polegares ...
Espero também que quando este texto te chegar às mãos (ou à vista, melhor dizendo) te sintas um pouco melhor. Mas se não for o caso, os ombros cá continuam à tua disposição sempre que precisares.
Afinal, é para isso que servem os ombros dos Amigos, não é ?
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