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segunda-feira, 16 de março de 2009

100

Há blogs que celebram o seu centésimo post em muito menos tempo do que eu. Mas isso é porque os seus donos têm muito para dizer, para partilhar.
Eu, por vezes, fecho-me na minha concha ou parto para alturas incertas - porque há momentos em que a solidão é a melhor companheira.
Volto sempre, porque a companhia dos que nos são queridos é um bálsamo e o calor da sua estima cura-me as mágoas, enxuga as lágrimas e apaga os sorrisos tristes.

Ao longo destes anos, destes 100 posts, conheci algumas pessoas a quem me orgulho de ter como amigos. Pessoas especiais que aceitam a minha forma de ser, reconhecem a minha necessidade de me afastar de vez em quando. Pessoas com quem partilhei pedacinhos de uns e outros traduzidos em palavras - alegrias e desilusões, tristezas e risos, músicas e sítios especiais. Pessoas cujos recantos virtuais visito com frequência porque as alegrias partilhadas são multiplicadas e as dores partilhadas são divididas.

Hoje, porque tenciono rever um filme que encontrei há pouco tempo em DVD, divido com todos os visitantes - amigos, conhecidos ou desconhecidos - um poema que David Jewell escreveu para esse filme (Before Sunrise).

Delusion Angel

daydream delusion
limousine eyelash
oh baby with your pretty face
drop a tear in my wine glass
look at those big eyes on your face

see what you mean to me
sweet cakes and milk shakes
i'm a delusion angel
i'm a fantasy parade
want you to know what i think
don't want you to guess anymore

you have no idea where i came from
we have no idea where we're going
lodged in life like branches in a river
flowing downstream
caught in the current
i'll carry you you carry me
that's how it could be
don't you know me
don't you know me by now.


Obrigado a todos os que fizeram parte desta caminhada até agora.
Venham mais 100.

terça-feira, 10 de março de 2009

As asas do Amor

Este post nasceu de uma conversa que venho tendo com a minha siss de há algum tempo para cá. Como reconhecer o Amor? Bom - para isso primeiro temos que identificar o que é para que o possamos reconhecer ...
Então afinal o que é o Amor? Tanta gente discute sobre isso e cada um acaba por tirar as suas conclusões pessoais. Ou nenhumas, ficando na dúvida. Aqui ficam as minhas.

O Amor traz uma grande vontade e capacidade de entrega. E numa relação a entrega é mútua. Só que por vezes essa entrega não é bem Amor - é Paixão.
Muitas vezes agimos com base em impulsos, avançamos para relações porque estamos apaixonados e a outra pessoa nos faz sentir bem - apenas para descobrir mais tarde que o Amor não é apenas isso.
Quando se tem que fazer demasiadas concessões para que uma relação resulte, não é Amor. É compromisso, é entrega, é vontade de fazer com que funcione. Mas não Amor.
É claro que há concessões e concessões! Uma coisa é mudarmos de hábitos - outra é mudarmos o que somos. E se o fazemos apenas para agradar à outra pessoa e não por nós próprios isso acaba por voltar ao cimo mais tarde ou mais cedo, a menos que à força de fazer tanta concessão e mudar tanta coisa um dos dois se torne um capacho do outro. E uma relação dessas pode ser funcional, podem ambos sentir-se bem assim preenchendo as necessidades um do outro. Mas não venham dizer-me que isso é Amor!

Para mim, o Amor tem que ter uma grande base de respeito aliada à tal adaptabilidade que nos permite fazer a concessão de alterar hábitos. Se numa relação um quer mudar características do outro, não ama essa pessoa per se mas sim um ideal ao qual quer que o outro se molde. E aí, ou o outro se deixa moldar, perdendo com isso a sua individualidade, ou acabam por chegar à conclusão que não existe, de facto, Amor. Isto tanto pode demorar semanas como anos. Mas mais tarde ou mais cedo as dúvidas surgem e as relações são abaladas.

Outro ingrediente importante é a Amizade. Todos nós temos conhecidos, amigos com letra pequena e Amigos com letra grande. Quando um Amigo está em baixo apoiamo-lo e sabemos que fará o mesmo quando precisarmos; se tiver uma atitude errada fazemos-lho notar (em privado) embora o possamos apoiar publicamente - ou pelo menos tomar uma atitude neutra. Falar de algo que achamos que está errado também é ser Amigo. A questão aqui é esta: gostamos dos Amigos como são, não como gostaríamos que fossem. Não tentamos mudar um Amigo, aceitamos melhor ou pior as suas idiossincrasias e eles as nossas. Porque haveríamos então de tentar mudar a pessoa com quem mantemos uma relação amorosa? Um Amigo vale mais do que um parceiro?
Para mim não - um parceiro deve, isso sim, ser um Amigo. Alguém a quem confiamos os nossos segredos, a nossa vida se for o caso, cujo espaço respeitamos sabendo que o nosso será respeitado porque o Amigo também nos aceita como somos e não nos tenta mudar a todo o custo.

O Amor pode acabar. Mas se da essência de uma relação fizerem parte o respeito e a amizade não se acumulam amarguras. Desapontamento, talvez. Pena. Tristeza. Mas não amargura porque a alegria e carinho dos momentos que se partilharam é grande. Cabe aí aos dois elementos serem suficientemente grandes para deixar o outro viver a sua vida, reconhecer que o espaço de cada um já não se sobrepõe. Deixar voar em liberdade porque queremos que o outro seja feliz. Sem amarras.

O Amor dá asas, faz-nos voar. Uma relação de verdadeiro Amor é um voo partilhado à descoberta de nós próprios e do mundo que nos rodeia, em que cada um pode estender livremente as suas asas ao máximo. Em conjunto.

Agora com licença, vou ali dar uma voltinha pelo céu ;)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Reflexões

Pode-se estar só no meio de um ror de gente, mesmo que conheçamos todas e cada uma das caras que nos rodeiam e todos parem para nos cumprimentar.

É impossível manter a sanidade sem amigos - estes são quem nos mantém à tona quando nos cansamos de nadar contra algumas ondas mais fortes que a vida nos atira.
Por vezes, a volta da maré presenteia-nos com exemplares raros a quem podemos dar o nome de Amigos com maiúscula; são pessoas que talvez estejamos longo tempo sem ver face a face (em alguns casos, nunca) mas que mesmo assim sabemos que estarão "lá", que nos estenderão a mão sem hesitar e a quem não teremos pejo de fazer o mesmo.

São essas pessoas que nos fazem perder o(s) medo(s), que nos animam a gozar cada minuto da vida, a arriscar a perder o pé. Porque estão lá, connosco - mesmo que fisicamente estejam longe, estão por vezes mais perto de nós do que a multidão que nos rodeia. Com eles vale a pena parar para pensar ou pelo contrário partir à descoberta de visões mágicas, sejam golfinhos ou ursos polares adormecidos sobre arco-íris duplos - como portões de passagem para qualquer outro lugar.



Sem medo de perder o pé.