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terça-feira, 8 de junho de 2010

Amizades

Amigos. Há-os de muitos tipos.
Os mais-conhecidos-que-amigos, que são amigos de amigos;
os "amigos" do Facebook, alguns de quem não conhecemos sequer a cara (nem eles a nossa) mas mesmo assim podem ser uns belos compinchas de jogos;
os amigos de infância/adolescência de quem perdemos um bocado (ou completamente) o contacto quando crescemos;
os amigos-mesmo-amigos de infância ou adolescência que reencontramos de vez em quando e é como se nos tivéssemos visto na véspera (tirando a quantidade de novidades a contar de parte a parte);
os amigos que poderiam-ter-sido-mais-qualquer-coisa-mas-não-foram, fosse qual fosse o motivo;
os amigos próximos, mesmo próximos, que tanto podemos conhecer há vinte anos como há vinte dias.

Temos tanta maneira de "classificar" os amigos... às vezes dentro do mesmo grupo há-os muito diferentes uns dos outros, como os que são bons a desenrascar-nos com algum problema prático e os que não têm jeito nenhum para isso mas são óptimos para nos levantar o astral num dia de neura; aqueles a quem telefonamos para pedir uma opinião sobre um portátil novo ou os que arrastamos atrás para ir comprar livros; os que convidamos para ir a um museu ou os que nos convidam para ir à praia; os que nos dão uma palmadinha nas costas quando algo correu mal e os que choram connosco.

Tudo isto porque deparei com uma frase que me fez sorrir - sim, sobre os amigos. Sobre a distinção entre um bom amigo e um verdadeiro amigo.

"Um bom amigo é aquele que paga a tua fiança se fores preso; um verdadeiro amigo é o que está na prisão sentado ao teu lado dizendo: Hehe, desta vez fizemo-la bonita..."

Acho que me posso considerar uma pessoa emocionalmente rica: tenho amigos de todos os tipos. Muitos.
Isso sabe muito bem... e faz-me sorrir, como hoje.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Guia de Marcha



Um conselho – se querem uma vida profissional sossegadinha, não sejam francamente bons no vosso trabalho. Fazê-lo bem e dentro dos parâmetros funcionais “normais” é uma coisa; ter gosto e empenho, ultrapassar objectivos, etc. pode dar-vos cabo da pacatez e de qualquer projecto pessoal que tenham.

O porquê deste arrazoado? Hoje de manhã cheguei a uma rotunda a meio caminho do trabalho sem grande noção do percurso que tinha feito – parecia que o carro tinha vindo em piloto automático; isto só acontece quando estou preocupada ou cansada. Por isso antes que tenha um acidente no regresso é melhor desabafar um bocadinho.

Recebi “Guia de Marcha” sem data: em Dezembro ou Janeiro terei que ir para o outro escritório (260km para o Norte) durante 2 ou 3 dias tratar da implementação do novo software de Gestão de stocks. E não tenho vontadinha nenhuma de ir.

Fui a key person da implementação daquele software aqui onde estou. Quando tinha tudo inserido incluindo o atraso originado pelo upgrade tiraram-me "a criança" das mãos e entregaram-na a outra pessoa. Agora que é preciso fazer o mesmo no outro escritório, volta a tocar-me a mim ... Porra, sei que fiz um bom trabalho porque me esfolei à grande para isso - desde que aqui trabalho, nunca tínhamos tido as listagens do fim do mês tão cedo como quando estiveram por minha conta.

Portanto, a recompensa pelo meu esforço é ... mais uma dose do mesmo. Raios me partam se eu não vou acelerar o que puder para não ter que lá ficar muito tempo! É que além de ser longe (já disse que ficava a 260km daqui?) depois de terminado o horário não há praticamente nada para fazer - não tem piada jogar snooker sozinha, o ginásio está fechado à noite e a malta amiga lá do Porto tem que trabalhar no dia seguinte por isso nem dá jeito combinar nada com eles.

Lá terei que me conformar - deixo o taco em casa, levo o portátil, uma montanha de CDs de música e umas revistas de Sudoku para manter alguma agilidade mental. E Tetris! Tenho que levar o Tetris para desanuviar ...