terça-feira, 16 de maio de 2017

Nightstorm

O mar antes sereno encrespa-se.
Baloiçamos ao ritmo
das ondas em crescendo
com as mãos inquietas
na busca do infinito.

Vem cá. Despe-me
as palavras, uma a uma
Segura-me a sombra que teima em fugir
e entre os dentes com que
me rasgas as páginas
saboreia o mais profundo da minha alma.

A tempestade chega
no grito das gaivotas
um relâmpago fende a noite,
e a espuma cobre por fim os rochedos
na base do farol.

Tomados pelo cansaço, tornamo-nos conchas
à espera da luz dourada do amanhecer.

1 comentário:

Corvo Negro disse...

Bela e sentida contagem crescente!