segunda-feira, 23 de abril de 2012

e sonhar

No post anterior falei sobre a importância/necessidade de analisarmos os nossos desejos/sonhos, o que nos motiva, o que nos leva a continuar. Para nosso próprio equilíbrio, é conveniente analisar e distinguir aqueles que valem a pena tentar alcançar dos que são apenas miragens em que perdemos tempo e com que nos arriscamos a sair magoados.

Acontece que não somos perfeitos. Ninguém é.
Guardamos sempre num lugar recôndito do coração um sonho que nos é mais querido do que todos os outros, por muito impossível que possa ser. Uma carreira de que se desistiu, um projecto que nunca se iniciou, um amor que se perdeu.



São estes que nos lembram a incontornável questão de sermos humanos.
Falíveis, anónimos ou gloriosos - sempre com sentimentos.
São estes os mais preciosos, os que nos doem mas ao mesmo tempo nos fazem ter noção de estarmos vivos - e nos afastam da mente a certeza de que um dia "todos esses momentos se perderão no tempo... como lágrimas à chuva".

1 comentário:

Daniel Cândido da Silva disse...

Isto está mesmo muito bom. Também já falei deles mas numa perspectiva diferente.

Há sonhos maiores e menores e parecem ser os impossíveis que nos atravessam a vida toda, mas que, como bem diz, nos recordam que estamos vivos, e que sem dor não ha humanidade...

Um beijinho amigo. Muito.