segunda-feira, 12 de março de 2012

Aceitar

que há coisas que terminam e outras que começam - incluindo a necessidade de umas para que aconteçam as outras;

que há acções cometidas e palavras ditas que são como o atirar de uma pedra - depois de suceder, não há como voltar atrás e o melhor é viver com isso, tentando corrigir o que se fez de errado;

que, por vezes, nada do que façamos pode corrigir um erro;

que há sentimentos que nenhuma distância consegue apagar ou diminuir;

que um mal entendido pode fazer uma amizade engasgar-se mas não matá-la, se houver a vontade de lhe fazer uma manobra de Heimlich;

que há coisas que são inquestionáveis e é uma perda de tempo matutar nos porquês;

que há coisas que são inevitáveis e é uma perda de tempo tentarmos escapar-nos delas;

que, por mais que tentemos, por vezes não é possível alterar certas coisas;

que o amor não tem que ter razões, explicações ou outras -ões que a razão desconhece;

que o amor não nasce nem cresce à conta de lógica, pragmatismos, racionalismos e outros -ismos;

que o amor não tem que ser integralmente compreendido e dissecado para ser sentido;

que, por muito que tentemos, não é possível forçarmo-nos a amar alguém - nem a deixar de o fazer.


Por vezes tenho que fazer uma pausa para me lembrar de tudo isto e não deixar que coisas impossíveis (sim, daquelas de que nos podemos lembrar às meias dúzias antes do pequeno almoço) me bloqueiem os passos e me impeçam de viver a minha vida o melhor que posso... é que, quer queira(m) quer não, a vida é minha e ninguém a pode viver por mim. Por isso o melhor que tenho a fazer é sentir-me bem na minha pele e fruir um dia de cada vez.
:)

1 comentário:

Daniel Silva (Lobinho) disse...

São interessantes estas reflexões onde te convences a ti mesma do lado correcto da coisa! :) Uma espécie de desabafo a não iludir a realidade e a aceitar as coisas de forma assertivamente emocional :)

Gosto :)