segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Mais um dia ...

... é do que fala esta canção, que (confesso!) adoro.
Quero lá saber se é lamechice, se é demasiado 80's, assim ou assado, gosto e pronto! É mais uma daquelas que muitas mulheres, a começar por mim, adorariam ter quem lha dedicasse, sei lá porquê (tanga, sei e muito bem!)



Oh, já sei que desejar não adianta nada - mas posso sonhar, não posso ???

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

De outro Mundo

Bem me parecia que eu não era bem deste planeta; sempre deslocada, ganga e ténis quando as outras usavam saltos e mini-saias, óculos à Janis Joplin quando os outros usam RayBan, Ficção Científica quando toda a gente suspira com Nicholas Sparks ...

Graças a este site, descobri de onde vim, afinal.




You Are From Pluto



You are a dark, mysterious soul, full of magic and the secrets of the universe.

You can get the scoop on anything, but you keep your own secrets locked in your heart.

You love change and you use it to your advantage, whether by choice or chance.

You don't like to compromise, to the point of being self-destructive with your pigheadedness.

Live life with love, and your deep powers will open the world to you.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Vermelho

Inserido na sequência "Contos de Todas as Cores". Provavelmente irei um dia destes criar mais um blog só para estes textozitos ...

Vermelho


Nas dunas do Wadi Tumilat vivia um velho pescador. A artrite tolhera-lhe os dedos e as cataratas diminuíam a sua visão a cada novo dia.

A sua filha Bashirah enviara-lhe recados pedindo que fosse viver com a sua família. Sabendo que o velho Harith não quereria ser um fardo, Bashirah alegara que necessitava da sua companhia e sabedoria para educar os netos, Karif e Murad. Harith sempre ignorara as mensagens até agora. O frio intenso e as chuvas frequentes tornavam difícil a vida na cabana das dunas. A doença impedira-o de prover ao seu sustento nos barcos de pesca. Mazin, um dos mestres, ainda lhe dava peixe a troco de remendos nas redes mas já nem isso Harith conseguia fazer sem dores terríveis.

Decidiu por fim que era tempo de fazer a vontade à filha. Em espírito, despediu-se de Nisrin, a falecida esposa a quem chamara tantas vezes a sua Faridah (jóia), tão bela fora. Lamentara a sua perda mas naquele momento estava feliz por ela ter partido primeiro. Não queria que Nisrin o tivesse visto assim, velho e enfraquecido ... contendo as dores e a fome que nunca desaparecia completamente, Harith adormeceu.


Acordou de madrugada com uma voz sussurante ao ouvido: - Levanta-te, é tempo de partir.
- Nisrin ? – perguntou.
Não obteve resposta, apenas o rumor do vento. Não ... aquilo não era apenas vento. Parecia uma grande caravana. Quem passaria no Wadi naquela altura do ano ?
Afastou os juncos da entrada e viu uma fila imensa de gente com ar cansado. Tinham ar de estrangeiros e de quem caminhava há muito tempo, com as vestes cobertas de pó. Traziam poucos pertences, como se a partida tivesse sido apressada.
Ou em fuga. Agora que conseguia ver um ou dois rostos, via que ninguém olhava para trás.

“Quem serão ?” pensou. “Vai com eles” ouviu num sussurro. Desta vez teve a certeza de que se tratava de Nisrin, encorajando-o.
Pegou no cajado de que agora necessitava para caminhar, colocou alguns bocados de peixe seco numa sacola e esperou na porta. Para o fim da caravana, as pessoas estavam dispersas, quase todas tão idosas como ele. Não iriam dar conta de mais um caminhante.
Não ficou a pensar para onde se dirigiriam. Morrer acompanhado numa caminhada era melhor do que morrer sozinho numa cabana de juncos. Apercebeu-se de que havia gente atrás deles. “Não pares senão os soldados egípcios apanham-nos” ouviu uma mãe explicar a uma criança que se queixava de cansaço. “Soldados?” pensou Harith. “Mas então serão criminosos em fuga ? Não ... não pode ser ... há crianças e animais também, deve ser um erro! Porque estarão a ser perseguidos ?”

A certa altura a caravana deteve-se. Harith via tudo bastante enevoado, mas pareceu-lhe que tinham chegado ao Yam Suph – o Mar Vermelho não ficava longe. Já ali não ia há muito tempo, o que era natural uma vez que pouco conseguira pescar no meio de tanto junco e com marés tão extremas. “Provavelmente vamos esconder-nos” pensou. “Em vez de morrer na cabana vou morrer num pântano de juncos ... mais valera não ter vindo”. Apercebeu-se, no entanto, que as pessoas aguardavam algo. Nas margens do Yam Suph um homem falava com autoridade aos caminhantes, avisando-os de que teriam que atravessar o mais rapidamente possível logo que ele desse o sinal.

Subitamente, um vento forte levantou-se. O homem apontou o bordão às águas e, lentamente, elas começaram a descer. “Vamos, todos!” gritou.
Com ar aflito, os caminhantes apressaram-se a pisar no fundo descoberto do lago. “Apressem-se! Eles vêm aí!” exortavam-nos os homens mais jovens, ajudando as crianças e os idosos.
Harith olhou para trás mas devido às cataratas pouco via. Pareceu-lhe haver uma nebulosidade sobre a terra, barulho de cavalos ao longe. Mas o balir dos rebanhos que atravessavam com eles não o deixavam ouvir nitidamente o que lá vinha. Tentou apressar-se o mais que pôde.

Após horas de esforço intenso, os seus pés pisaram as areias secas da outra margem. Ajoelhou-se no chão, tocando a terra poeirenta com a testa mas depressa se endireitou. Num clamor, as águas do Yam Suph voltavam ao leito arrastando os soldados que os perseguiam. À sua volta, velhos e crianças gritavam de alegria sentados no chão. Vários tinham desmaiado devido ao cansaço.

Tinham atravessado!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

1950's Pin-Up Girls

Ok, sabem aqueles Quizzes engraçados que pululam na Web ?
Num blog que leio de vez em quando encontrei este e toca de experimentar...
"Which 1950's Pin-Up Girls are you?"

O resultado foi ...




You Scored as Betty Page

Betty Page
75%


Mae West
69%

Audrey Hepburn
56%

Jayne Mansfield
56%

Betty Grable
38%

Marilyn Monroe
31%



(Nesta página: http://quizfarm.com)




Confesso que não conhecia esta senhora ... mas fui cuscar e não desgostei ;o)

domingo, 12 de outubro de 2008

Arco-Íris

Uma selecção dos meus textos publicados aqui e noutras páginas foi transcrita para um novo local.
Servirá para compilar e escolher os que poderão ou não ser enviados para uma editora a fim de serem avaliados para possível publicação.

Ao contrário desta página, onde continuarei a falar do que me vai na alma, sejam músicas, filmes ou comentários sobre algo que li nas notícias, o outro cantinho é composto por textos estritamente de minha autoria.

Para quem tiver curiosidade:
Arco-Íris


Desde já agradeço os comentários que quiserem dispensar.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

De todas as cores

As conversas com a M e o livro que ela me emprestou ("Azul", de Carlos Canto Moniz) despoletaram uma torrente de ideias que tenho vindo a anotar.
Não sei porquê - as cores tornaram-se dominantes. Tenho notas para alguns contos, algo vermelho sobre um pescador, algo verde sobre uma floresta (o primeiro ensaio está já noutro lado, vou apenas transcrevê-lo para aqui), algo rosa sobre uma adolescente ... conforme as ideias vão surgindo (algumas em catadupa) tenho-as anotado. Pode ser que um dia saia disto um livrinho de contos; eu bem gostava.

...

Verde/Azul

Quando a floresta encontrou o mar, os cavalos subitamente começaram a galopar no seu âmago e o rio vermelho correu mais forte ... a floresta como que brilhou no reflexo das águas calmas até que a noite desceu sobre eles e a fímbria da maré cheia tocou as raízes das árvores. Uma pedra na praia fez salpicar a doce água salgada de encontro ao verde/castanho das copas fazendo as gotas assemelhar-se a lágrimas caindo de mil pestanas obscurecidas.

A maré baixou e o mar afastou-se ... mas as lágrimas permaneceram nas folhas como se a floresta chorasse a distância entre os dois.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Aibalhamedeus

Não bastava o sorrisinho e o ar sonhador, agora chegou ao ponto da lamechice ... tentei dar um jeito no texto (está repetitivo, pá!) mas era assim que ela o queria; vá lá que me deixou trocar algumas coisitas a bem de uma tentativa de métrica. Mas com limitações.

Deu nisto:

"Abro os olhos, não te vejo
para mim ainda é noite
pois noite será sempre
até que te volte a ver

Abro os olhos, não te vejo
para mim está nevoeiro
pois enevoado estará
até que te volte a ver

Fecho os olhos e murmuro
o teu nome novamente
sabendo que não ouvirás

Limpo as lágrimas, suspiro
volto a deitar-me no leito
sabendo que lá não estarás"



É oficial. A M passou-se.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

A night to remember

É esta a música de que falava em "Mar Azul".
Não gosto nem um bocadinho do clip original, daí que tivesse que procurar um bocado por uma actuação com som decente ... embora preferisse a live in Lisbon esta tem, de facto, um som melhorzinho.

http://www.youtube.com/watch?v=awaqyMET9PA

...

domingo, 21 de setembro de 2008

Mar Azul

Das conversas com a M, este foi o resultado ...

"Olhando para o mar penso em ti.

O desejo atinge-me em ondas irregulares como o mar batendo ao fundo, na falésia.

Está frio. Rodeio o corpo com os meus próprios braços desejando que foram os teus, numa dança lenta e compassada. Dou por mim seguindo o ritmo da música, alheando-me de tudo o resto excepto o som, o sonho e o mar. Rodopio lentamente, um braço ondeando, o outro abraçando o vazio de tal modo te quisera comigo.

Olhando para o mar imagino-te junto a mim, a tua respiração no meu cabelo, a minha testa roçando-te a base do queixo enquanto dançamos uma canção romântica que fala de noites inesquecíveis. E sei que se de facto aqui estivesses esta noite seria inesquecível, ainda que apenas nos limitássemos a estar juntos, calados. Mas sei também que isso seria difícil, tal é o desejo acumulado em mim e que me sobe à pele como electricidade estática, arrepiando-me a penugem dos braços e os finos cabelos da nuca.

Olhando para o mar respiro o ar frio sentindo a maresia. Mas em vez de me acalmar só torna o desejo mais premente, a tua falta mais insuportável, mais difícil de aguentar a distância que nos separa. Sento-me e acendo um cigarro, olhando para o fumo que se evola enquanto os dedos da outra mão brincam interminavelmente com uma madeixa de cabelo.

Olhando para o mar vejo os teus olhos e imagino diálogos, risos, conversas interrompidas por beijos. Ah, os beijos ... a boca seca-se-me na ausência da tua, tão grande é a fome que tenho de ti, de te sentir com os lábios enquanto os braços se embrulham e os corpos se entrelaçam. Bebo mais um golo de água sentindo o frescor descer-me pela garganta e algumas gotas salpicam-me o peito, fazendo o meu ventre contrair-se de anseio como que antecipando o teu calor que afinal não chegará.

Olhando para o mar chamo-te em silêncio. Apenas uma lágrima solitária se digna comparecer ao meu apelo fazendo o desejo doer nas fibras do meu corpo. Sufoco o desejo e vou deitar-me, sabendo que nos meus sonhos voltarei de certeza a ver o mar e a pensar em ti.


Na profundeza azul do sonho liquefeito estarás comigo."

(Setembro 2008)

domingo, 14 de setembro de 2008

Azul de M

Ultimamente tenho estado mais vezes com a M. É uma amiga de longa data a quem reencontrei há uns anos, parecendo que nem tempo nem distância afectaram a nossa proximidade.
A M trabalha na área Comercial e, ao contrário do que muita gente pensaria, é uma pessoa "acomodada"; não gosta de fazer ondas nem bater o pé mesmo quando lhe roubam descaradamente as ideias.
De há um tempo para cá anda alegre e sorridente, tanto que dá gosto ver. Esmera-se na roupa que veste, voltou a usar cores vivas e saltos altos. Num dos nossos encontros regados a café confidenciou-me "conheci um sujeito que me deu a volta à cabeça ..."

Emprestou-me um livro recomendando-me que o lesse com calma. A verdade é que a M sabe que eu sou um "bookworm" e que quando gosto de um livro o devoro. É o caso deste que ela me emprestou. Com um meio sorriso conta-me que várias coisas no livro a fazem lembrar do tal sujeito, o que me despertou a curiosidade.

No outro dia surgiu-me com um pedido: "Tens mais jeito com as palavras do que eu, que sempre fui mais de imagens e cores. Não queres escrever uma história ?"
Lembrei-lhe que tive um "writer's block" que me estagnou uma história a meio.
"Não quero que inventes, apenas que convertas em palavras bem articuladas o que eu te contar - porque se eu tentar sabes bem que sai tudo meio torto e acabo por não conseguir dizer o que queria".

Vendo que era importante para ela acabei por concordar. Sem prazos nem limitações de forma ou tamanho. Escrever à medida do que ela me contasse e "lançá-lo" aqui no meu blog.

Da maneira como ela anda, acho que vou ter muito para escrever nos próximos tempos ...

domingo, 7 de setembro de 2008

Também gostaria muito

... que alguém me cantasse esta, com muito sentimento.
É bom sentirmo-nos amados ...



...

Desperate for changing
Starving for truth
I'm closer to where I started
Chasing after you
I'm falling even more in love with you
Letting go of all I've held onto
I'm standing here until you make me move
I'm hanging by a moment here with you

Forgetting all I'm lacking
Completely incomplete
I'll take your invitation
You take all of me now...

I'm falling even more in love with you
Letting go of all I've held onto
I'm standing here until you make me move
I'm hanging by a moment here with you
I'm living for the only thing I know
I'm running and not quite sure where to go
And I don't know what I'm diving into
Just hanging by a moment here with you

There's nothing else to lose
There's nothing else to find
There's nothing in the world
That can change my mind
There is nothing else
There is nothing else
There is nothing else

Desperate for changing
Starving for truth
I'm closer to where I started
Chasing after you....

I'm falling even more in love with you
Letting go of all I've held onto
I'm standing here until you make me move
I'm hanging by a moment here with you
I'm living for the only thing I know
I'm running and not quite sure where to go
And I don't know what I'm diving into
Just hanging by a moment here with you

Just hanging by a moment (here with you)
Hanging by a moment (here with you)
Hanging by a moment here with you

O que gostaria que me cantassem ... (1)

...



...

what day is it
and in what month
this clock never seemed so alive
I can't keep up
and I can't back down
I've been losing so much time

cause it's you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to lose
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you

all of the things that I want to say
just aren't coming out right
I'm tripping inwards
you got my head spinning
I don't know where to go from here

cause it's you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to prove
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you

there's something about you now
I can't quite figure out
everything she does is beautiful
everything she does is right

you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to lose
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you

you and me and all of the people
with nothing to do
nothing to prove
and it's you and me and all of the people
and I don't know why
I can't keep my eyes off of you

what day is it
and in what month
this clock never seemed so alive

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Será desta ???

Parece que alguém acordou de repente e decidiu reforçar a oferta de CET na zona LVT. Quem terá sido a mente brilhante que o fez ? É que gostava, sinceramente, de lhe agradecer - por ter encontrado um CET que cobre áreas do meu interesse e em horário pós-laboral!

É que há coisas que não cabem na cabeça de ninguém - a menos que ao ser lançado um CET seja algo tipo "experiência" ou como aquelas acções de promoção que encontramos nos hipermercados "Já provou este novo iogurte ?", "Já conhece o nosso detergente ?" ... porque os CET são algo caído do céu para quem está empregado a tempo inteiro e sem condições de pagar propinas por vezes elevadíssimas numa licenciatura ou sem possibilidade de se comprometerem com um curso de 3 anos no mínimo. Criar um CET que só funciona em horário laboral é pedir a pessoas válidas, que querem prosseguir estudos sem deixar de trabalhar, que optem entre desistir do CET ou desistir de trabalhar durante uns tempos.

É que licenças sabáticas são muito bonitas no papel mas inacessíveis ao "povo comum". Se eu dissesse ao meu patrão "preciso de um ano de licença sabática para voltar a estudar" ele provavelmente convidava-me a assinar um acordo de rescisão de contrato de trabalho ... sem contar que iria ter que dormir no carro porque perderia a casa por falta de pagamento das prestações, não ?

Vivam os CET em horários diferenciados!

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Parar para pensar

Uma música que tenho ouvido muito, ultimamente. Boa para acompanhar aqueles devaneios de "e se um dia ..." ou "e se em vez de ..." relembrando-nos das oportunidades que se perdem por estarmos concentrados em outras coisas quiçá menos importantes.





V1: Take time to realize,
That your warmth is
Crashing down on in.
Take time to realize,
That I am on your side
Didn't I, Didn't I tell you.

But I can't spell it out for you,
No it's never gonna be that simple
No I cant spell it out for you

C: If you just realize what I just realized,
Then we'd be perfect for each other
and will never find another
Just realized what I just realized
we'd never have to wonder
if we missed out on each other now.

V2: Take time to realize
Oh-oh I'm on your side
didn't I, didn't I tell you.
Take time to realize
This all can pass you by
Didn't I tell you

But I can't spell it out for you,
no it's never gonna be that simple
no I can't spell it out for you.

C: If you just realized
what I just realized
then we'd be perfect for each other
then we'd never find another
Just realized what I just realized
we'd never have to wonder
if we missed out on each other now.

V3: It's not always the same
no it's never the same
if you don't feel it too.
If you meet me half way
If you would meet me half way
It could be the same for you

C: If you just realize what I just realized
then we'd be perfect for each other
then we'd never find another
Just realize what I just realized
we'd never have to wonder

Just realize what I just realized
If you just realize what I just realized
OoOoOOo
missed out on each other now
missed out on each other now
Realize, realize
realize, realize

[ "Realize" - Colbie Caillat : Lyrics on http://www.lyricsmania.com/ ]

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Amigos

Pela segunda vez num espaço de tempo muito curto, alguém que me é próximo perde um familiar. E se num dos casos consegui falar com a pessoa e estar ao seu lado, no segundo caso tal não foi possível. Vi-me limitada a enviar uma SMS para transmitir o meu carinho e apoio. Mas isso irritou-me, porque a amizade não cabe numa SMS. Não há espaço suficiente. E foi exactamente por causa disso que acabei por escrever um dos meus desabafos - que acabou por ser maior do que inicialmente tencionava.
Aqui fica.

----§----
Ai, amigo ...

Não dava.
Não havia maneira.
Por mais que eu quisesse, não havia forma de condensar em 160 caracteres tudo o que te queria dizer.
Não conseguia concentrar em 160 espacinhos o que me ia na cabeça e na alma.

Tive que me contentar em enviar meia dúzia de palavras abreviadas para te (vos) transmitir que quereria ter estado contigo (convosco) numa hora tão triste como aquela por que passaram. Ao condensar demais as ideias e as palavras – em 160 míseras casinhas – caí nas mais que repetidas mensagens que decerto recebeste nestes últimos dias. Mas não podia ficar completamente afastada, já que presencialmente não me podia manifestar.

Há um mail que circula dizendo que a parte do corpo mais forte que possuímos são os ombros. São eles que seguram a nossa cabeça, umas vezes direita e firme, outras vezes cabisbaixa – por tristeza, vergonha ou mal-estar, não interessa. Mas para além de nos segurarem direitos são também os ombros que têm a importante função de apoiar os Amigos nas horas boas e nas más.
Já emprestei os ombros a amigos e já pedi ombros emprestados, quer para partilhar algo de maravilhoso quer para dividir uma tristeza imensa. Pois eu quereria ter estado convosco para te emprestar o meu ombro. É que, digo-te já, é um ombro bem experiente – em horas positivas e negativas. Mas quisera pô-lo à tua disposição nesta hora. Para desabafar, para chorar, fosse o que fosse; até para esmurrar se te apetecesse caso fosses dominado por uma legítima ira face ao que aconteceu.

Mas não pude comparecer, não pude estar ao teu (vosso) lado. Não pude abraçar-te e dizer-te baixinho “não precisas de falar, chora à vontade se quiseres”. Não pude estar convosco numa hora em que todo o apoio ajuda para suportar uma grande dor. Tive que me contentar com 160 caracteres para, afinal, não conseguir dizer o que queria ... daí que agora escolhi escrever tudo antes que a memória – essa grande malandra - me atraiçoe e roube as palavras que quereria dizer-te.

160 espacinhos para te dizer o que me vai no coração ? Não chegam e nunca chegarão para ilustrar a verdadeira dimensão da Amizade e do Carinho.

Espero que este “pequeno” texto o consiga. É que daria imenso trabalho escrever isto tudo em blocos de 160 de cada vez, ainda para mais porque não conseguimos utilizar os dedos todos num telemóvel – ia ficar com uma valente cãimbra nos polegares ...

Espero também que quando este texto te chegar às mãos (ou à vista, melhor dizendo) te sintas um pouco melhor. Mas se não for o caso, os ombros cá continuam à tua disposição sempre que precisares.

Afinal, é para isso que servem os ombros dos Amigos, não é ?

sexta-feira, 23 de maio de 2008

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Coisas de miúdos

Entre alguns blogs que tenho o hábito de ler de tempos a tempos consta o de Pedro Ribeiro, o Sr. "Manhãs da Rádio Comercial" por excelência (http://osdiasuteis.blogs.sapo.pt/). Pela primeira vez o tema deu-me vontade de comentar, além de ler. E inspirou-me a partilhar algo do meu dia-a-dia mais recente.

Ultimamente, quer o meu filho (pequenote mas com a mania de que é um homenzarrão) quer a mana (bem mais crescida) resolveram reviver uma velha tradição nossa: as leituras à hora de deitar. Cada um escolhe um livro da colecção e a mãe lê à vez. Não sei se foi porque se habituaram, por acharem piada às vozes com que leio ou por gostarem mesmo das histórias: quase invariavelmente escolhem livros da Rua Sésamo. Ok, uma ou outra vez, do Winnie the Pooh. Riem-se com o facto de, em todos os livros da Rua Sésamo, o livro que está a ser lido por alguém (professora, irmã ou monstrinho) é "A menina dos caracóis de ouros e os três ursos". Com as vozes do Gualter ou do Egas. Ou o sotaque da avó do Poupas. Riem-se também com o Winnie a rebolar ladeira abaixo fingindo que é uma grande abóbora bem redonda.

Mas acho que qualquer daqueles livros tem poderes mágicos. No fim da história já um sorriso se desenha sob um par de olhos sonolentos e conforme estes se fecham, entre dentes solta-se um balbuciado "boa noite, mãe ...".


Um fim calmo para um dia que começou sombrio, quando soube do falecimento de um amigo. Após doença grave que lhe roubou as forças de forma traiçoeira ao fim de um combate de meses, o marido de uma grande amiga está por fim livre do sofrimento que lhe marcou os últimos dias. Queria poder largar tudo para estar com ela nesta hora de dor, para lhe emprestar a parte mais forte do corpo que cada um de nós tem - os ombros, para amparar os amigos.
Cassie, sê forte ... um beijo grande.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Aprender

"Burro velho não aprende línguas".
Utilizada por muita gente, esta frase incentiva a cair em erro. Alguma vez um burro aprendeu línguas ? Ou quem é que é capaz de avaliar a idade do burro, já agora ? Mais ainda: quem decide o que é "velho" ou não ?

Este desabafo surge porque não me contento em ficar sentadita a cumprir o meu horário e sem tentar melhorar o que seja, inovar, optimizar. Como nunca cheguei a ir para a Faculdade e agora a vida não me permite andar a pensar em empatar 3 anos da minha vida (por maior que seja o retorno) pensei em Cursos de Especialização Tecnológica - uma formação mais avançada e específica em determinadas áreas, sem invalidar que o formando possa, mais tarde, prosseguir para o Ensino Superior.

Agora é que a porca torce o rabo: a oferta destes CET é escassa; na minha área profissional, então, quase inexistente. A pouca formação em CET que existe ligada à Contabilidade surge fora de Lisboa ... o ISCA de Aveiro tem CET, porque raio não haverá o ISCAL de ter também ?
Ou outra instituição de ensino reconhecida que não nos sugue vários meses de salário bruto para uma "Pós-Graduação" que, pelo facto de não termos um canudito anterior, apenas irá conferir "certificado de participação" ... como querem que os profissionais "de campo", os "operacionais" tenham formação actualizada se não têm onde a ir frequentar ?
É que, quer queiram quer não, uma boa fatia dos "operacionais" são pessoas que apenas concluíram o Ensino Secundário mas depois acumularam anos e anos de bagagem profissional que lhes permite discutir mano-a-mano com quem tem o dito canudo.

Muitas empresas, com estes novos incentivos, exigem licenciaturas para atender telefones e tratar do correio ... mas não lhes passa pela cabeça que a pessoa que aceitar ir para lá apenas o fará de forma temporária ? Que não andaram a queimar pestanas em Análise Financeira, Direito Comunitário ou Sociologia do Trabalho durante ANOS para depois ganhar meia dúzia de euros a atender telefones ? O que buscam estas empresas ? Incentivos fáceis dados com o intuito de empregar o maior número possível de recém licenciados ?

Agora a outra face da moeda ... se todas as empresas resolverem contratar recém licenciados para tudo e mais alguma coisa: 1) que acontecerá aos operacionais sem canudo ? 2) quem irá complementar a formação "onjob" desses recém licenciados cuja formação foi quase totalmente teórica ?
Respostas possíveis:
"Os operacionais podem voltar a estudar"; pois, mas com quê ? Tanto quanto sei, não podemos pagar propinas com ideias nem com cabelos brancos. E até porque há quem não tenha abundância de uns nem de outros.
"Os recém-licenciados podem aprender com outros licenciados que já trabalhem há mais tempo nas empresas"; ok, por exemplo quando o prazo da entrega da declaração do IVA estiver a apertar, ou se faz o trabalho rapidamente ou se dá formação. As duas coisas é que me parece difícil, porque duvido que hajam empresas com 3 ou 4 directores financeiros. Ainda para mais porque muitos destes ou nunca foram ou já há muito tempo não são "operacionais" e levam mais tempo a fazer algumas tarefas relativamente simples porque já se esqueceram como o fazer ...

Estou com um tom azedo ? Sim, é normal. Porque por cada vaga de emprego a que me candidato e sou rejeitada com base em "perfil inadequado" (uma máscara para "lamentamos mas se não és licenciada não tens hipótese") uma enorme fatia irá vagar novamente porque quem foi recrutado com o "perfil adequado" irá daqui a algum tempo mudar para outro emprego com melhores perspectivas. E as empresa empregadoras e/ou as empresas de recrutamento irão novamente delinear o "perfil adequado" assente no obrigatório canudo. Admiram-se que queira estudar mais um bocadinho ? Querer eu queria, garanto - mas onde ?

terça-feira, 1 de abril de 2008

Tempo

Escorre-nos por entre os dedos como areia da praia. Tem valor diferente para pessoas diferentes em situações diferentes ainda que a unidade de medida seja igual. 10 minutos de jogatina no computador não valem o mesmo que 10 minutos de castigo. 1 minuto vale de forma diferente consoante o acontecimento que se aguarda ... se antecipamos algo agradável, parece que a tarde demora a passar; se nos pesa o que iremos encontrar em casa, parece que está a passar demasiado depressa.

O Tempo não é apenas um tema para conversa de algibeira ou troca-letras com que se desafiam os miúdos. É algo de precioso que não volta depois de fugido, que não cresce depois de arrasado, que não nasce depois de gasto.
Só se acumula o que ainda não passou. Se o ponteiro já se foi, deixou de ser tempo, passou a ser uma memória.

Para terminar, a frase na parede do Studio 60 on the Sunset Strip (atribuída, creio eu, a Groucho Marx):
"Time flies like an arrow ... fruit flies like a banana"

Nota: tenho que guardar uma tarde para falar de memórias desenterradas e de um velho ditado. E já agora, de publicar fotos dos meus quadros ...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Mudanças no fim da Primavera

Pois. Costumam-se fazer limpezas de Primavera ... mas eu sou avessa a arrumações com data marcada. Aliás, sou avessa a imensas coisas com data marcada! Prendas, por exemplo ... beijos também ;o)

Fiz arrumações na minha vida. Retomei o desenho, deixei de fumar e voltei ao ginásio.
Os resultados do desenho estão acessíveis aqui:
http://regicat.deviantart.com
Os resultados do resto ... bem, ainda não estão à vista. Até agora não tinha uma banda sonora decente para me movimentar ao ritmo que EU quero em vez do que o staff do ginásio pensa ... pois esta semana mudou tudo!

Uma pequena amostra ... passadeira com inclinação 7.5 e velocidade 5.5, caminhar como se estivesse na rua com um sorriso ouvindo isto:
http://www.youtube.com/watch?v=u37wkvyy9nA
(não consigo ficar quieta quando ouço isto, acreditem !!!)

Depois, para malhar forte e feio ...
http://www.youtube.com/watch?v=ZjNJOiuBwcI
(venham os halteres !)

E para os alongamentos ...
http://www.youtube.com/watch?v=LdmWh1n8nXU
(não recomendado a menores ... a letra tem bolinha vermelha no canto!).

Daqui a um tempo logo se vê se resulta ou não ... o bikini o dirá!